quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Livro de Reservas: um novo nome, uma nova morada, os conteúdos de sempre! :)

Caros fãs e seguidores do Diário, o Diário mudou de endereço e de nome! :) O conteúdo mantêm-se. Existiu apenas a necessidade de transformar um pouco o Diário, para que todos os textos acompanhem fielmente as transformações profissionais e emocionais que têm acontecido.
Aceda a: http://livrodereservas.blogs.sapo.pt

Até já :)



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Insólitos na procura de um Emprego

Não escondo que gosto de estudar o mercado de trabalho e saber que ofertas andam por aí... porque nunca se sabe que oportunidades estão à minha espera. Segundo dizem é sempre mais fácil mudar de emprego quando ainda estamos empregados... Ou então não. Tenho passado, ultimamente, por situações muito insólitas. Não me vou estender na sua descrição, para não alimentar mais a minha fúria interior. Deixo o resto dos pensamentos à vossa consideração... Sintam-se à vontade para partilhar também as vossas "cenas insólitas"... :)

Cena insólita nº 1: Ligo para um número para responder a uma oferta de emprego. O "senhor" desliga-me o telefone na cara a pensar que eu estava a mentir sobre a minha localização geográfica. Torno a ligar de outro número, uns dias depois. Ele assegura que aquele número já lhe tinha ligado porque terminava por 444... A minha pergunta é... quantos números não andam por aí com as mesmas terminações. Desligou-me o telefone na cara. O que eu penso sobre este "senhor":
  1. Que é um óptimo gestor de recursos humanos e de candidaturas;
  2. Que tem um negócio ilícito qualquer.
Não voltei a ligar. Que medo.

Cena insólita nº 2: Novamente o telefone. Novamente a má educação por estar a responder a uma oferta de emprego, estando já eu empregada. Ainda bem que sou "rejeitada" logo à partida. Para trabalhar com mentes tão pequeninas vale mais "estar quieta".

Cena insólita nº 3:Esta não é bem uma cena insólita... é mais um desabafo. Porque é que agora todos os cargos interessantes só pedem estágios profissionais? Na verdade eu sei porquê, mas gostava que alguém me explicasse melhor... 
Damn you.

 Cena insólita nº 4: Fruto de anúncios que vou publicando, numa espécie de "mini-currículos", vou recebendo chamadas com propostas pouco ortodoxas (não, não tenho interesse em apoiar na edição de filmes para adultos) e pouco adaptadas ao meu anúncio (não, também não quero trabalhar em "bares" e não estou disponível para trabalhar à noite. E ainda há aquela chamada que aconteceu há uns 15 minutos em que o "senhor telefonista"da parte da Randstad referiu que tinha uma proposta de emprego para a minha área. Eu desconfio logo na voz das pessoas, mas ainda assim lhes dou algum crédito. Então sucede que o "senhor telefonista" me pediu para aguardar pois ia passar a chamada ao Técnico, mas por sua vez o Técnico estava numa chamada. Durante aqueles 2 minutos em que estava feita parva à espera pensei... se o Técnico estava numa chamada, obviamente que não ia pedir uma outra e deixar a pessoa à espera. Não é assim que funciona. E sim, mais uma vez fiz de trouxa.

Ainda dizem que há esperança na Humanidade...







(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Vida por Etapas de Música

Ontem enquanto regressava a casa, fazia a minha habitual selecção musical que consiste em "tirar à sorte" Cd's das minhas caixinhas de arrumação (o facto de apanhar sinais luminosos no caminho facilita este trabalho...). Só sou detentora de Cd's desde há uns 10/11 anos atrás, quando comecei a ter acesso a ficheiros de música e a saber gravar cd's (ainda estou a pensar o que fazer com tanta cassete que durante anos alimentaram o meu walkman)...
Posto isto, nesta minha colecção de Cd's existem as mais variadas performances musicais... o que me deixou a pensar... Consigo dividir a minha vida em algumas etapas musicais:

1ª Etapa Musical: São os meus primeiros anos de vida. Lembro-me do meu Pai passar tardes comigo e com a minha irmã a ouvirmos os seus discos de vinil. Estas influências dos anos 60, 70 e 80 ficaram até hoje, sem dúvida. Desde esta altura me lembro de gostar dos "Xutos e Contapés" (como eu lhes chamava) e dos Resistência. Ainda assim, a primeira música que eu aprendi a cantar foi os "Parabéns a você", enquanto que a minha irmã enchia a casa com a música "Nikita" do Elton John. Ainda a desenvolver a minha identidade musical tinha também uma admiração confessa pelo Clemente... só porque era parecido com o meu Padrinho... e ele estava emigrado. Não posso esquecer de falar nos Onda Choc...

2ª Etapa Musical: Marcou uma mudança de casa e envergonho-me de falar nela, na medida em que as músicas que eu e a minha irmã ouvíamos nas tardes de verão eram provenientes de uma rádio local, que só passava (e continua) música... hum... pimba. Sabia as músicas da Ágata de cor, do Emanuel, da Romana... sei lá... acho que é melhor avançarmos...

3ª Etapa Musical: Aconteceu logo depois "daquele verão". Com a escola a recomeçar (estamos em 1997 mais ou menos), as influências começaram a notar-se. A minha irmã trazia para casa músicas dos Backstreet Boys e obrigava-me a aprender e a cantar as letras com ela (obrigada por me ajudares a aprender inglês :) ). Com o surgimento das Boysband em Portugal, claro que fui seguidora dos "Excesso" ... avancemos, avancemos...

4ª Etapa Musical: Olá Britney Spears... Anjos... Netinho... Foi a fase da Daniela Mercury

5ª Etapa Musical: Que horror, ainda há um mês atrás gostava de Britney Spears! Agora é só Pink, Shakira, Alicia Keys. Não há nada como a influência de revistas como a Bravo e Super Pop!... Nesta altura ainda existia a Rádio Cidade que me acompanhava nas horas dos TPC's... Até que acabou...

6ª Etapa Musical: Uma nova fase de descoberta. O ano de entrada para o liceu: ouvia a Rádio Nostalgia, e a Antena 3... Que bela antítese. Depois passei para a RFM. Finalmente já tinha canais de música em casa e o meu conhecimento começou a expandir-se. O primeiro ano do liceu foi Black Eyed Peas, Black Eyed Peas e Black Eyed Peas.

7ª Etapa Musical: São os dois anos que se seguiram no liceu. Já ouvia música clássica pela mão do meu guitarrista preferido desde sempre, nos intervalos. Afirmei o meu fanatismo pelos Xutos e Pontapés e comecei a seguir bandas de Punk Rock (Green Day, Yellowcard, All American Rejects).
Tinha uma amiga com quem partilhava este gosto musical e cujos cd's continuam nos meus arquivos. Não escondia também o meu gosto pela "nova onda" da Mariah Carey (We belong together... e depois "Memoirs of an Imperfect Angel")

8ª Etapa Musical: Terminado o liceu, descobri as bandas de rock como My Chemical Romance e coisas "mais pesadas" como Bullet for My Valentine (sim, é metalcore). Este tipo de bandas acompanhava-me nos meus dias "depressivos" e entrei numa espécie de fase semi-gótica. Menos a parte da roupa. Nos Verões trocava estas coisas pesadas por música House! Descobri a música House e Techno... Foi nesta fase que me tornei muito fã dos Pink Floyd.

9ª Etapa: Foi deixar tudo aquilo para trás. Acho que é esta em que me encontro agora. Mantêm-se os Xutos e Pontapés e os Pink Floyd. De resto terminei a minha relação com a música "comercial". Gosto de música indie, indie rock e coisas como Regina Spektor, Luísa Sobral, Yael Mayer, Ellem, Michael Bublé, The Cutes e semelhantes. E continuo a acompanhar os concertos de guitarra clássica... :)







(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

domingo, 11 de janeiro de 2015

The grass is greener where it rains.

Hoje está na algibeira um post demasiado depressivo para ser escrito aqui mas vou-me conter porque o Mundo já é um lugar demasiado triste. Precisava apenas de estar diante desta caixinha de texto por saber que alguém há-de estar desse lado.
Os domingos são, pontualmente, os dias mais emocionalmente desgastantes, o que me dificulta ultrapassar com equilíbrio uma semana de trabalho...
Acho que me estou a desculpar com o pobre do domingo, que não tem culpa desta minha veia depressiva, cada vez mais acentuada. Nem o domingo tem culpa, nem as pessoas à minha volta a têm. O grande problema está em mim. Mas a grande culpada desta minha desorientação, deste meu "afundamento" é da minha ocupação profissional. Está a sugar-me a sanidade, a auto-estima, as horas de sono e tudo o que já fui. Tenho medo de afastar as pessoas que me querem bem. Ninguém atura muito tempo uma "maluquinha". Eu já ando cansada de mim... imagino os outros. Não quero ficar sozinha...
Não estou bem, a sério. E só eu me posso ajudar. Mas como me sinto num beco sem saída, não tenho bem a certeza do que fazer para me ajudar. Quer dizer, tenho uma pequena ideia, mas não pode ser transcrita para o mundo real. Hoje escrevo a página nº 11 de 365, no total. Quem sabe se amanhã não será um novo capítulo?




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je suis triste

Nunca foi objectivo das minhas postagens referirem-se a temas da actualidade...
No entanto, o que se passou ontem em Paris parece-me demasiado grave para ser passado em falso. Estou triste e envergonhada com o Mundo em que vivemos porque estes acontecimentos a grande escala têm origem em pequenas atitudes do dia a dia. Basta imaginar as pessoas com quem lidamos. Obviamente que não andam com armas apontadas aos outros e não lhes dão um tiro sempre que discordam com a sua opinião. Mas basta substituir as armas pelas atitudes: a intolerância, a incompreensão, a arrogância e os abusos de poder. Então temos aqui retratadas as principais armas que a nossa Sociedade utiliza. Temos aqui um atentado fiel à nossa Liberdade.
Cada vez acredito menos nos Países, nas Instituições que nos deveriam proteger. Estou a falar dos Governos, claro. Como é que nós, jovens, podemos ter esperança num futuro e numa Humanidade mais sensata, tolerante e solidária?
Eu acredito que o mundo melhor começa em cada um de nós quando fazemos uso da boa educação e da simpatia. Não temos de ser perfeitos, apenas temos de nos colocar no lugar dos outros. Isso chama-se compaixão.

Sou muito sincera quando digo que sinto uma tristeza profunda com a tragédia do Charlie Hebdo. Estamos a ser oprimidos, ameaçados e torturados por uma minoria de "pessoas" fundamentalistas que se desculpam com a religião. Eu acredito num Deus justo e misericordioso, tolerante, que ensina a Paz e o Amor entre as pessoas.
Não sou ninguém para julgar as atitudes dos alegados terroristas.
Não poderia deixar de estar solidária com a causa pela Liberdade de Expressão, porque se não fosse assim, seria inimaginável poder ter um Blog. Tenho muita pena... Tenho mesmo muita pena que nos queiram tirar o poder das palavras.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Sentimento Pós-Férias

 Depois de umas férias minúsculas estou de regresso ao trabalho e às frustrações diárias. Este pequeno personagem demonstra exactamente a minha cara e o que senti hoje ao acordar. Na verdade, tenho noção que acordei a meio da noite já traumatizada e a pensar que tinha que regressar ao meu local de trabalho.
Este é o sentimento que se vai reiterar até que:
1. alguém me despeça;
2. eu "me passe dos carretos" e num acessa discussão me demita;
3. eu me demita simplesmente;
4. eu me demita porque encontrei outro emprego;
5. até que aconteça o Milagre que anseio e ninguém me queira renovar o contrato;
6. simplesmente saia deste emprego.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Boas Festas!

Estão a chegar mais 365 dias para sermos felizes. O que eu desejo é que este sentimento de conforto, felicidade e harmonia que sentimos na época de Natal seja lembrado nas horas mais complicadas, nos dias mais difíceis. E que a Esperança nunca nos abandone.
Tenho sempre esperança de novas oportunidades com o virar da página do calendário.
Desejo-vos umas Festas Felizes, na companhia de quem vos é mais especial. Porque, com todo o coração, posso afirmar que o Natal é feito desses momentos: da partilha, dos passeios de mão dada nos frios fins de tarde, da alegria da mesa de Natal, do conforto de quem nos quer bem.

Feliz Natal a todos e um Ano repleto de realizações e boas oportunidades. Sejam felizes :)

P.S.: Uma dedicatória especial a todos os que têm de trabalhar nesta época, para que possam providenciar a "outros" um Natal de conforto e harmonia. Feliz Natal para vocês :)

Até 2015.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

These Wings are made for flying!

Há coisas que às vezes ouvimos que se assemelham a um murro no estômago.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Como saber se está infeliz com o seu emprego

Parece uma afirmação quase óbvia. Desde pequenos que temos a mania de sabermos logo o que gostamos e o que não gostamos, e dizemos, sem preconceitos, a quem se atreve a questionar-nos a nossa sincera opinião: batatas fritas em vez de esparregado, da tia Lili em vez da amiga chata da mãe, de jogar tetris debaixo dos lençóis em vez de dormir (olá geração de 80).
Ora bem, parece que com o crescimento surge uma espécie de barreira maquiavélica que não nos permite fazer aquilo que gostamos e esquecemo-nos, inclusivamente, de assumir a nossa posição em relação ao que realmente "nos cai no goto". Temos informação a mais e demasiado confusa na nossa cabeça para perceber se estamos realmente felizes ou acomodados. Por isso é que nunca sabemos se afinal gostamos mesmo do nosso emprego, ou gostamos de uns trocos ao fim do mês e de "estar entretido" durante a semana.
Hoje trago aqui uma lista preciosa de sinais, para que possa perceber se está infeliz com o seu emprego, ou se está a fazer algo que realmente gosta:

Como saber se está infeliz com o seu emprego:


1- Insulta os seus chefes mentalmente enquanto eles falam consigo;
2- Passa o dia a fingir que trabalha, quando na verdade anda a navegar na internet à procura de oportunidades de emprego e de artigos sobre "como saber se chegou a altura de se demitir" ou até mesmo "como saber se está infeliz com o seu emprego";
3- Actualiza o seu Blog na hora de expediente;
4- Não participa de eventos sociais da empresa, porque sabe que os seus colegas são umas ovelhas ronhosas e quando realmente precisa deles ninguém colabora. Entende, portanto, que não vale a pena andar a engraxar ninguém nem fingir que são todos muito amigos só para as "comilanças" (o mesmo se aplica aos seus chefes);
5- Chega atrasado de manhã porque quando pensa em se levantar e olhar para a cara de todos eles, deseja que lhe dê um ataque logo ali na sua confortável cama;
6- Chega atrasado depois de almoço porque "surgiu um imprevisto";
7- Cumpre escrupulosamente o horário de saída, ainda que só tenha entrado ao trabalho meia hora antes (porque surgiu "um imprevisto") pois os horários de saída são para respeitar;
8- Finge ter algum problema a meio da tarde para poder sair mais cedo e ir fazer compras de Natal;
9- Só pensa em maneiras de ser demitido sem justa causa, para que possa, pelo menos, ter algum rendimento enquanto se aventura no Novo Mundo (e para que não pareça tão negativo chegar a casa e dizer: demiti-me! (com ar de super guerreiro). Sempre tem outro impacto chegar a casa e dizer: fui demitido... (e fazer uma cara triste). Os comentários, as reacções e a complacência são outros... acredite.). Em último caso faz Novenas, pede Milagres e reza a todos os Santos que lhe encontrem uma solução para que não lhe renovem o contrato;
10- Na altura de desespero, acorda uma manhã decidido a ir falar com o chefe e negociar a sua saída. Até que chega à empresa e se depara que o chefe, mais uma vez, não aparece nesse dia;
11- Já só consegue pensar numa solução radical: espetar uma tesoura ou qualquer objecto pontiagudo no peito para acabar com o seu sofrimento.

Se respondeu "Sim" a uma ou mais afirmações é melhor mudar de rumo... Ou ainda o vão encontrar numa poça de sangue e com uma tesoura ao lado.
Não descure a sua sanidade mental.  

"You don't hate mondays, you just hate your job".








(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Eu e os conflitos interiores

O mês de Dezembro é o meu preferido. Ainda assim, tenho vivido num antagonismo... Quando acordo e penso que tenho de ir para o trabalho, só desejo que o dia chegue depressa ao fim... ou pelo menos que as 18H00 cheguem depressa. E assim tem passado o meu querido mês de Dezembro... metade do mês já lá vai... e eu neste sofrimento existencial. Não há nada mais triste que olhar pela janela e desejar estar lá fora, mas não ter coragem de deixar tudo assim "do pé para a mão". Ando em busca das oportunidades, só Deus sabe... Ando à procura dos meus momentos simples de felicidade, tentando que os meus dias maus não se sobreponham à tranquilidade desta época que tanto adoro. Não tenho conseguido, excepto quando não estou sozinha. É muito difícil querer seguir em frente quando não temos uma estrada, quando ninguém nos abre a porta... ou uma janela. E que isto não saia daqui, mas a minha produtividade tem sido zero. Só me tenho preocupado em procurar emprego, em criar possibilidades na minha vida. Estou realmente à espera de uma intervenção divina: ou que me despeçam ou que eu encontre alguma coisa depressa... é que o relógio continua a contar e não tarda chega a data da "renovação do contrato". Alguém desse lado que reze por mim, por favor. Só me quero libertar.
Obrigada.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

Palavras que vêm do coração

Desde que me lembro que gosto de escrever. Não estou a dizer que escrevo bem, mas gosto. Quando ainda não sabia ler nem escrever, pegava num livro e inventava, pegava numa folha de papel e fazia uma espécie de hieróglifos infantis, fingindo escrever histórias.
Quando fui para a escola primária já sabia ler e escrever, muito graças também ao incentivo que tinha em casa e à paciência da minha irmã. O meu pai fazia-me ditados e a minha irmã obrigava-me a fazer cópias, mesmo quando eu ainda não sabia o que era a letra "a". A minha mãe preocupava-se com a apresentação da minha letra :)
Ainda "cachopa", participava em concursos literários da biblioteca da escola ou daqueles nacionais promovidos por editoras nacionais. Tenho um caderno onde guardo todas as histórias que escrevi, os poemas e nunca me esqueço de ter uma professora de português que me incentivava a escrever e num dos concursos permitiu que eu fosse desclassificada, porque não me explicou que tipo de texto deveria ser apresentado. Eu fiz uma narrativa. Não deveria. O mundo é cruel.
Todas as minhas fases estão escritas em palavras e quando quero recordar vou aos diários e, mais recentemente, aos Blogs.
Gostava de fazer da escrita uma espécie de profissão. Contribuir para blogs, para sites... para alguma coisa que me fizesse escrever o dia todo, que me alimentasse a fome da minha veia criativa. Tenho ideia que segui o curso errado para isso... Não basta tirar uma folha de papel e escrever como se não houvesse amanhã. É preciso estar atento ao mundo, ao enquadramento das palavras. Algo que parece tão simples como escrever, também tem a sua ciência. Acredito, no fundo, que o que nos inspira é o que dá o cunho pessoal à nossa escrita. Não temos que ser todos "pseudo-intelectuais", a fazer referências literárias e políticas. Acho que temos de ser nós. E é por isso que há tantos por aí a fazer sucesso, mesmo que ninguém repare na incoerência gramatical "da coisa"... Eu incluída, claro. Mas eu, ainda estou "na sombra"... :)





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Inspirações...

Hoje é isto... :)
Inspirem-se.





fonte da imagem: favim.com




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Carta ao Pai Natal

A árvore de Natal está montada, a casa decorada, o aconchego do lar reitera-se, a lista de presentes está definida em processo de conclusão e só falta a tradicional Carta ao Pai Natal.
Tenho escrito algumas ao longo da minha existência... recordo-me daquelas que são mais felizes em que só pedia nenucos e bonecas Pinypon. Outras estão espalhadas aí por outros blogs aos quais não posso fazer referência, só por esta questão de "anonimato".

Hoje, decidi escrever a carta para este Ano vindouro. Estou mesmo no dia perfeito para escrever os meus pedidos: sinto-me como todos os dias - sem inspiração, sem esperança no futuro, com raiva do mundo e de todos os que se acham superiores.

Querido Pai Natal,

Sei que tenho sido uma pessoa bipolar nos últimos meses. Se houvesse um gráfico que ilustrasse o meu estado de espírito ao longo de 2014 seria uma espécie de montanha russa, com predominância para quedas vertiginosas nos últimos meses.
Tu sabes que me empenho nos meus projectos e que me considero uma pessoa altamente sonhadora e positiva em relação às minhas ideias, à concretização de projectos... não me falta força de vontade, mas neste momento não tenho como me manobrar. Estou num beco sem saída. 
Obrigada porque me presenteaste este ano com um emprego diferente; não posso não estar grata por esse presente. No entanto, sabes que esta minha ocupação profissional está cada vez mais longe das expectativas. é muito difícil trabalhar com pessoas inflexíveis, individualistas e que me tratam como uma miúda... Querido Pai Natal, tu sabes como isso está a matar a minha auto-estima, a deprimir os meus dias e a destruir a felicidade que gostava de ver nas pequenas coisas. É muito difícil chegar às 9H00 e já ter alguém a falar mal do chefe, do trabalho, da vida, dos dias e de qualquer outra porcaria que lhe venha a cabeça que só desilude e deprime as pessoas que estão à sua volta. Estou assim desde Janeiro, Pai Natal. Nos primeiros meses o trabalho era suportável porque queremos sempre impressionar as pessoas e eu vinha muito motivada. Mas agora é insuportável trabalhar assim neste ambiente. Em que a Direcção não quer saber dos empregados e onde cada "colega" de trabalho só está preocupado em tramar a vida dos outros. Não sei viver num clima de individualismo e arrogância. Como é que eu tenho uma chefe que vai de férias e me deixa na mão?
Eu sei que todos os trabalho têm os seus dias maus e difíceis, mas não considero normal que o meu emprego seja péssimo todos os dias. Por isso, Pai Natal, só te vinha pedir a possibilidade de sair do meu emprego. Eu sei que sou uma egoísta, pois existe tanta gente à procura de um trabalho e eu "deveria era agradecer o que tenho". Sou uma egoísta, eu sei. Mas eu só queria ser feliz.
Começo a pensar que escolhi a profissão errada, o curso, sei lá... Quero mudar o rumo da minha vida e é isto que te venho pedir para 2015. Por favor Pai Natal, ajuda-me. Ajuda-me! Não quero continuar aqui mais um ano... não quero...

De resto, tenho muita coisa para te agradecer também: por ter a minha família junto a mim, por todos estarem vivos mais um ano. Tenho uma relação muito saudável, que me equilibra, completa e me preenche. Sou muito feliz ao lado dele. Sou genuinamente feliz, mesmo nos dias em que me apetece desaparecer e chorar até não poder mais. Neste momento, é das poucas coisas que realmente dá sentido à minha vida. Podes acreditar, Pai Natal.

Obrigada pelas oportunidades que me dás para eu ser feliz: poder aconchegar-me no sofá e partilhar tempo com alguém; passear de mão dada nem que seja no supermercado; o tempo que ainda tenho disponível para fazer o que eu gosto; poder ir às compras com a minha mãe; passear o meu cão nos dias de Verão; dormir a sesta com o meu gato aos pés; viver momentos que não voltam mais, mas que me enchem de felicidade e tranquilidade.

Não te esqueças de mim, querido Pai Natal, nem das pessoas que estão à minha volta.

Obrigada.





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

domingo, 30 de novembro de 2014

"Dezembroaólica"

- Sim, eu sou aquela pessoa que ouve músicas de Natal desde o primeiro dia de Dezembro até ao dia 31, todos os dias, desde a hora que se levanta, até à hora que se deita. Não estou a exagerar.
Por isso a minha experiência laboral preferida foi estar numas típicas casinhas de Natal a prestar informações turísticas a hóspedes, onde ouvia 10 horas de músicas de Natal sem qualquer sacrifício. Desculpem-me as pessoas que trabalham em centros comerciais, mas não entendo o vosso "sofrimento". Sofrimento? Quem é que sofre com músicas de Natal? Who are you people??

- Eu também sou aquela pessoa que começa a planear as festividades com 4 semanas de antecedência, anotando tudo no meu bloquinho pessoal. Cada semana até ao Natal compreende tarefas específicas, que vou cumprindo religiosamente, para não acumular tarefas de umas para as outras.

- Sim, eu tenho meias com motivos natalícios (obrigada Mana) e brincos com bonecos de Natal (obrigada também Mana);

- Sim, também tenho um pijama de Natal;

- E uma camisola que também visto no primeiro dia de Dezembro e só tiro quando desmancho a árvore de Natal.

- Faço biscoitos com formas natalícias, pelo menos duas vezes no mês de Dezembro.

- Só entro em "modo Natal" a partir do dia 1 de Dezembro. E recuso-me a aceitar os Centros Comerciais enfeitados no mês de Novembro. Querido Novembro, pára de tirar protagonismo ao teu mês vizinho.

- Demoro 2 dias a enfeitar a casa toda (sim, tenho a desculpa da casa ser grande).

- Sim, amanhã começa o meu mês preferido :)



















(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

"Na Cozinha" - Receita de Bolo de Uva

O Outono é a minha primeira estação preferida, depois vem o Inverno (mas só gosto daqueles primeiros quinze dias quando começa, em Dezembro), a seguir é a Primavera e depois o Verão.
Gosto do Outono porque, só de pensar, me desperta os sentidos: as cores, o aroma das primeiras chuvas, o barulho das folhas nos pés, o conforto do quentinho dos agasalhos, o cheiro das castanhas, dos bolos, da comida...
Sim, hoje o post é dedicado à comida :)
Um dos meus lugares preferidos para estar nos dias chuvosos de outono é na cozinha. Aconchega-me o coração estar de volta da farinha, do livro de receitas e ficar "pasmada" a olhar para o forno à espera de resultados. Não sou uma cozinheira profissional, sou daquelas de trazer por casa; tenho preferência por bolos e coisinhas doces.
Desde o ano passado que tenho pensado inaugurar uma rúbrica num dos blogs onde tenho "autorização" para escrever. Acho que este é o mais indicado, uma vez que já abandonei um blog pessoal que tinha para me dedicar a este e os outros são demasiado técnicos para levarem com as minhas tentativas de chef.

Não estou a querer fazer disto um blog de cozinha, gostaria apenas de partilhar algumas receitas pouco populares por aí e que resultam em iguarias fantásticas.
A rúbrica "Na Cozinha" inaugura hoje com uma receita de Bolo de Uva. Experimentei o ano passado, em Outubro e caiu que nem ginjas!
Ora vejam lá a receita:

Bolo de Uva

Para uma forma de bolo inglês com 20 cm de comprimento

Ingredientes para a massa:
  • 250 g de uvas sem grainhas
  • 80 g de manteiga, 80 g de açúcar
  • 40 g de pasta de amêndoa
  • 2 ovos
  • 150 g de farinha
  • 1 c. de chá de fermento em pó
  • 2 c. de sopa de amêndoa em palitos
  • 1 c. de chá de raspa de casca de 1 limão
  • 2 c. de sopa de iogurte
Ingredientes para o frosting de pasta de amêndoa:
  • 125 g de pasta de amêndoa
  • 50 ml de natas
  • 25 g de manteiga amolecida
  • 2 c. de sopa de açúcar em pó
  • 100 g de queijo creme
E ainda:
 Manteiga e farinha para a forma | Açúcar em pó para polvilhar

1. Pré-aquecer o forno a 180ºC, untar a forma com manteiga e polvilhar com a farinha. Lavar e enxugar as uvas. Derreter a manteiga num tacho. Depois retirar do lume.
2. Bater o açúcar com a pasta de amêndoa finamente picada e os ovos até obter um creme espesso e espumoso. Adicionar a manteiga ainda fluida. Misturar a farinha com o fermento e peneirar sobre o preparado anterior. Misturar tudo com a amêndoa em palitos, a raspa de limão e o iogurte. Por fim, envolver as uvas.
3. Deitar a massa na forma, alisar a superfície e colocar na posição intermédia do forno para cozer durante 40 minutos. Retirar, deixar na forma durante alguns instantes, depois colocar sobre a grade para bolos para arrefecer completamente.
4. Para o frosting, picar a pasta de amêndoa e misturar com as natas até ficar homogéneo. Misturar a manteiga e o açúcar em pó. Bater o queijo creme e envolver na pasta de amêndoa. Deitar na parte de cima do bolo e alisar. Colocar no frigorífico durante pelo menos 30 minutos antes de servir.




Posso-vos garantir que é uma receita fácil e que o meu bolo ficou igual ao da fotografia do livro. Já tenho alguns livros desta colecção que realmente eleva a nossa auto-estima enquanto pasteleiras, na medida em que conseguimos reproduzir fielmente a imagem dos docinhos.



A receita foi retirada de: Pequenos Bolos - Doces Tentações.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Questões Existenciais

Aqui há dias passei os olhos por um artigo muito interessante intitulado: "30 perguntas que me fizeram desistir do meu trabalho e começar a viajar" (traduzido do inglês)
Tendo em conta que ando numa fase de muita introspecção, decidi adaptar estas perguntas à mudança. Porque é que ainda não mudei?

1. Se não for agora, então é quando?
Se não for agora, acho que não será mais tarde. O sexto sentido não me engana e realmente sinto que o momento é agora.
2. O que é que farias se ninguém te julgasse?
Despedia-me do meu actual emprego, tirava um curso de formação, arranjava um part-time em qualquer lugar para poder financiar a formação e abraçava o meu projecto turístico com toda a força. O melhor é que me poderia dedicar a formar as pessoas, a ensinar e a fazer a diferença nas suas vidas. É o meu grande sonho.
3. Fizeste alguma coisa  que valha a pena ser lembrada mais tarde?
Sou parte de uma relação feliz.

4. Tempo ou dinheiro
TEMPO.
5. Qual é a coisa da qual te sentes mais orgulhoso(a) mas que nunca colocarias num Currículo?
Sinto-me orgulhosa por ser tão determinada, por ter um espírito empreendedor, por organizar tão bem a minha casa, os espaços. Sinto-me orgulhosa por tudo o que eu faço com muito amor. Sinto-me orgulhosa de ter viajado sozinha para um país estrangeiro e ter conseguido "sobreviver".
6. Daqui a 20 anos o que é que queres recordar?
Quero recordar a mudança. Que fui capaz.
7. Se tivesses que mudar de país para onde seria e porquê?
Gostava de mudar para a Alemanha. Sei que é um amor incompreendido, mas identifico-me muito com a cultura. E adoro a língua. E a gastronomia :)
8. Qual é a coisa que sempre quiseste fazer desde que eras uma criança?
Viajar muito.
9. Quando é que te apercebeste que a vida é demasiado curta?
Quando comecei a perceber que tenho desperdiçado o meu tempo em coisas que não gosto realmente de fazer.

10. Que memória do passado te faz mesmo sorrir?
Quando consegui entrar na Universidade.
11. Sentes-te orgulhoso (a) do que estás a fazer ou do que já fizeste?
Do que eu já fiz.
12. Daqui a um ano como é que queres ser diferente?
Quero ser diferente como profissional.
13. Estás a fazer aquilo em que acreditas ou estás a contentar-te com o que fazes?
Estou a não querer contentar-me.
14. O que é que precisas para fazer acontecer?
Preciso de que alguém me empurre e me faça acreditar. Que me diga: arrisca, não importa que falhes, mas pelo menos vais em busca do teu sonho. 
15. O que é que realmente amas na vida?
A paz, os dias de sol, as folhas no outono, a família, o amor, a tranquilidade.
16. Quando é que foi a última vez que notaste o som da tua própria respiração?
Quando decidi experimentar Yoga.
17. O teu maior medo alguma vez se tornou realidade?
Não. Mas eventualmente tornará. Não há nada pior que termos medo de perder as pessoas que mais amamos e isso realmente suceder, um dia.

18. O que é o sucesso para ti?
O sucesso é ser feliz no que eu faço. Sucesso é sentir-me completamente realizada profissionalmente. Sem fingimentos.
19. O que te faz sentir maravilhosa em relação a ti?
A minha capacidade de amar as pessoas à minha volta.
20. O que é que mais admiras no mundo?
A Natureza. A obra de Deus.
21. Se a vida é tão curta, porque é que fazemos tantas coisas que não gostamos?
Por obrigação. Por medo. 
22. Quando é que foi a última vez que começaste alguma coisa nova?
Ontem. Porque na verdade ideias e projectos não me faltam... falta-me saber que consigo ir mais longe. Saber que se fosse possível, arriscaria tudo.
23. Por ordem de importância, como classificarias: felicidade, dinheiro, amor, saúde, fama?
Felicidade, Amor, Saúde, Dinheiro, Fama.
24. O que e que não durou para sempre, mas mesmo assim valeu a pena?
Trabalhar nas "Casinhas de Natal".
25. O que é que o medo ou o facto de falhar te impediu de fazer?
Seguir realmente o rumo que quero dar à minha vida. É a única coisa que neste momento me impede.
26. Numa palavra, como é que passarias o último mês da tua vida?
Vivendo sem limitações (está bem, foram 3 palavras... mas necessárias :))

27. Pelo que queres ser conhecida(o)?
Pela perseverança.
28. Pelo que é que estás agradecida (o)?
No meio de todo o caos que muitas vezes sou responsável, tenho a dizer que sou uma pessoa abençoada, pela família que tenho, pelo namorado, pelos pequenos luxos que posso fazer. Por ter um tecto, por ser saudável e por ter pessoas que realmente se preocupam comigo.

29. O que é que precisas de deixar ir?
A insegurança e a tristeza.
30. Se ainda não conquistaste o que é que tens a perder?
A credibilidade perante as pessoas...

O meu propósito tem sido descobrir porque é que ainda não desisti e "parti para outra". Muitas vezes os receios falam mais alto e colocamos muita coisa em jogo, em particular a nossa sanidade mental.
Seria tudo mais fácil se realmente conseguíssemos ir em busca do que nos faz realmente felizes.


Este artigo foi inspirado em: http://www.travelettes.net/30-questions-that-made-me-quit-my-job-and-start-traveling/


(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dicas para descobrir se tem "bons genes" - e as suas consequências:

Sou daquelas pessoas que os outros indicam como ter "bons genes". Poderia dar muitos exemplos de como a minha carinha passa facilmente por 10 anos mais nova, como daquela vez na discoteca que me pediram o bilhete de identidade... 2 VEZES!!! No entanto, o que trago aqui hoje são dicas para descobrir se padece deste mesmo mal desta mesma condição e que consequências poderá sentir ou vivenciar:

1. Tem um almoço de negócios com um cliente masculino/feminino e as pessoas julgam que é seu pai/mãe (nesta situação, das duas uma: ou você tem mesmo um ar muito jovem, ou o cliente tem um ar de idade muito avançada);

2. Imagine que é do sexo feminino e tem um almoço de negócios com um cliente do sexo masculino. Estão sentados na mesa a discutir questões de trabalho (ou a arranjar temas de conversa) e alguém vos deita um olhar inquisidor durante toda a vossa refeição, julgando que o cliente a contratou como acompanhante de luxo (isto depende muito da maldade que vai na cabeça das pessoas que vos observam; normalmente veem a maldade deles reflectida nos outros. E sim, isto aconteceu-me. O homem passou a refeição a olhar para nós. Este cavalheiro observador estava "acompanhado" por uma "menina" que eu reconheci dos meus tempos de Recepcionista...);

3. Não tem credibilidade no seu emprego (os "dinossauros" dirigem-lhe palavras como: "é só uma miúda", "não constitui realmente uma mais valia para a Empresa", "ainda é nova, ela que carregue com os pesos" e expressões machistas e conservadoras similares);

4. Se tem quase 30 anos e passa pelos miúdos do liceu, é olhada/o como uma/um garota/o (a mim, não é isso que me incomoda. É o ar de superioridade que esta garotada - não toda- hoje em dia pensa que tem);

5. Se comenta alguma dificuldade que tem na vida ou se se mostra solidária/o com alguma situação de um colega, dizem-lhe que ainda é muito nova/o para perceber o que custa realmente a vida (fico sempre a perguntar-me se há uma idade certa para sermos realmente sofredores. Ou as pessoas mais velhas ficam com a ideia que os mais jovens não sofrem e que a vida é um mundo cor-de-rosa que alguém pintou por eles?);

6. Não é possível queixar-se de ter doenças ("os mais velhos" não acreditam que as tenha. Ainda é muito jovem)

8. Se ainda vive com os pais, então não terá credibilidade nenhuma no círculo de colegas do emprego (será o funcionário que não precisa de fins de semana, que não sai a horas, que pode facilmente abdicar da sua agenda pessoal pois não tem filhos para alimentar nem tem o respectivo cônjuge à espera. Fiquem a saber que a minha maior realização pessoal está, exactamente, fora das minhas horas de trabalho. Não são vocês que me enchem de beijinhos, nem me levam a passear);

9. À semelhança das crianças, se alguma coisa correr mal, sempre se pode desculpar que é uma/um jovem com pouca experiência e passar por alguém louco, irreverente e que anda atrás das melhores sensações da vida.

10. Um dia, quando se encontrar nos "-entas" (leia-se quarentas, cinquentas...) vai agradecer continuar com esse ar tão jovem.






(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

26 Anos e alguns Pensamentos

Parabéns para mim, porque faço hoje 26 anos de idade. 26 anos... não posso crer que já passei de um quarto de século. Onde é que estão os 21 anos? Não dei conta de passar nem pelos 25, quanto mais. Então, hoje é o primeiro dia em que me habituo a dizer às pessoas que tenho 26 anos. Assim que me habituar, já tenho 27... o costume.
26 anos são quase 30 e quase 30 obrigam a uma panóplia de coisas que devem ser feitas ou que já deveriam ser feitas. Há menos 10 anos atrás tinha projectos e ideias para a minha vida, que ou ainda não se proporcionaram, ou estarão para se proporcionar... ou já não se proporcionam de todo.
Hoje apresento aqui um Top 10 do que eu pensava (há 10 anos atrás) que a minha vida seria:

1- Estar num emprego estável, ser muito bem sucedida e ter a admiração das pessoas. Basicamente ser uma "boss" :D (keep dreaming girl)
2- Assustava-me muito ser uma empresária de sucesso e não saber como me pentear. Mission Accomplished. Aprendi que é importante cortar o cabelo (mature me).
3- Pensei que por esta altura já teria uma casa, daquelas de catálogo, com uma sala gigante. (Hoje, só penso num T0, aconchegante, onde eu me sinta em casa e onde tenha um cantinho onde possa estar concentrada a actualizar os meus blogs)
4- Estava convencida que ia emigrar para a Alemanha. (Acho que neste momento, não faço questão)
5- Sonhava em ter alguém ao meu lado, mas acreditava que nunca ninguém ia sequer dar conta de mim (ser adolescente, faz-nos deturpar tanto o mundo... :) )
6- Pensei que ser grande era "giro" (Agora descobri que dá muito trabalho... e quantos mais anos passam, mais trabalho dá).
7- Felizmente aprendi como se usa maquilhagem desde os meus 16 anos.
8- Nunca teria que me preocupar com o que comia... nem pegava numa peça de fruta... (agora é só ver-me ser saudável!)
9- Tinha gostos musicais dúbios, há 10 anos atrás. Felizmente, isso passou-me.
10- Tinha ideia que ter 20 e tal anos era sinal de "velhice precoce". Na verdade, somos muito jovens ainda. Nem sequer a sociedade nos consegue levar muito a sério.

Como realmente é a minha vida aos 26 anos:

1- Estou sempre insatisfeita com qualquer emprego, pois descobri que tenho tendência para empreender nos meus próprios projectos e isso realiza-me profundamente.
2- A maneira como me visto ou como me penteio espelha a minha personalidade. Aos 16 anos, não temos auto-confiança suficiente nem para levar uma saia para a escola, se alguma "amiga" não levar também.
3- Casa dos pais. Trato a casa como minha, porque gosto de arrumar, de organizar, de cozinhar e fazer bolinhos.
4- Tenho quase um jardim zoológico em casa.
5- Preocupo-me muito em investir na minha educação e formação. Os anos ensinam-nos que devemos fazer a diferença.
6- Senti-me subitamente "rica" quando consegui comprar o meu carro.
7- A minha vida social não é muito activa. (Cat Lady)
8- Tenho um companheiro para a vida.
9- Fico frustrada facilmente com as limitações da vida.
10- Aprendi a dar ainda mais valor às pessoas e às suas atitudes.
Item extra: olho para os "garotos" de 16 anos e dá-me saudades de ser assim tão despreocupada.

A melhor parte, é que ninguém me dá 26 anos. E prova disso foi o último "barramento" que me fizeram na porta da discoteca...

Happy Birthday to me :)




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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