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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Insólitos na procura de um Emprego

Não escondo que gosto de estudar o mercado de trabalho e saber que ofertas andam por aí... porque nunca se sabe que oportunidades estão à minha espera. Segundo dizem é sempre mais fácil mudar de emprego quando ainda estamos empregados... Ou então não. Tenho passado, ultimamente, por situações muito insólitas. Não me vou estender na sua descrição, para não alimentar mais a minha fúria interior. Deixo o resto dos pensamentos à vossa consideração... Sintam-se à vontade para partilhar também as vossas "cenas insólitas"... :)

Cena insólita nº 1: Ligo para um número para responder a uma oferta de emprego. O "senhor" desliga-me o telefone na cara a pensar que eu estava a mentir sobre a minha localização geográfica. Torno a ligar de outro número, uns dias depois. Ele assegura que aquele número já lhe tinha ligado porque terminava por 444... A minha pergunta é... quantos números não andam por aí com as mesmas terminações. Desligou-me o telefone na cara. O que eu penso sobre este "senhor":
  1. Que é um óptimo gestor de recursos humanos e de candidaturas;
  2. Que tem um negócio ilícito qualquer.
Não voltei a ligar. Que medo.

Cena insólita nº 2: Novamente o telefone. Novamente a má educação por estar a responder a uma oferta de emprego, estando já eu empregada. Ainda bem que sou "rejeitada" logo à partida. Para trabalhar com mentes tão pequeninas vale mais "estar quieta".

Cena insólita nº 3:Esta não é bem uma cena insólita... é mais um desabafo. Porque é que agora todos os cargos interessantes só pedem estágios profissionais? Na verdade eu sei porquê, mas gostava que alguém me explicasse melhor... 
Damn you.

 Cena insólita nº 4: Fruto de anúncios que vou publicando, numa espécie de "mini-currículos", vou recebendo chamadas com propostas pouco ortodoxas (não, não tenho interesse em apoiar na edição de filmes para adultos) e pouco adaptadas ao meu anúncio (não, também não quero trabalhar em "bares" e não estou disponível para trabalhar à noite. E ainda há aquela chamada que aconteceu há uns 15 minutos em que o "senhor telefonista"da parte da Randstad referiu que tinha uma proposta de emprego para a minha área. Eu desconfio logo na voz das pessoas, mas ainda assim lhes dou algum crédito. Então sucede que o "senhor telefonista" me pediu para aguardar pois ia passar a chamada ao Técnico, mas por sua vez o Técnico estava numa chamada. Durante aqueles 2 minutos em que estava feita parva à espera pensei... se o Técnico estava numa chamada, obviamente que não ia pedir uma outra e deixar a pessoa à espera. Não é assim que funciona. E sim, mais uma vez fiz de trouxa.

Ainda dizem que há esperança na Humanidade...







(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Alternativas, procuram-se.

Sou uma moçoila de gostos ligeiros, sem muitas peneiras. No entanto, tenho um bocadinho de um lado feminino que basicamente implora por vernizes, rímel e lápis de olhos. Saio à rua com uma maquilhagem o mais natural possível, de maneira a disfarçar os 18 anos que sempre me dão (onde já vão...).
Recentemente este lado feminino descobriu uma paixão por batons que não sejam para o cieiro, no entanto ainda não me tinha arriscado à experimentação deste artigo que dizem (os blogs de moda) ser essencial.
Sou uma naba no que toca às cores que eventualmente poderia usar, sem parecer um sinal luminoso e parar o trânsito mal saísse porta fora. Lembrei-me então de me dirigir a uma loja que costuma alimentar o meu "vício" por vernizes (tem quatro letras: começa por K e acaba em O). Enchi-me de coragem e perguntei à moça o que me recomendava. A conclusão disto tudo é que ela ainda percebia menos daquilo do que eu. Não, eu não vou usar um batom roxo choque, nem um acastanhado com brilhantes. Mais triste ainda é que fiquei com aquela sensação que a senhora não percebeu nada do que eu queria, não entendeu o meu estilo pessoal e pior do que isso, não usou o bom senso para avaliar o tipo de maquilhagem que eu estava a usar naquela hora (rimel e... mais nada). Onde é que está a compreensão por tons neutros? Onde é que está "vestir a pele do cleinte"? Entender as suas necessidades? E ainda me pergunta, a mim, que lhe fui pedir conselhos, se preferia mesmo os tons pastéis, acrescentando: "mas olhe que não se vai notar nada"; mas ó senhora, eu disse-lhe por acaso que queria dar nas vistas? Disse-lhe por acaso que queria experimentar a última moda de batons que dão volume e não saem nem lavando com detergente? Não. Eu só lhe pedi, humildemente, que me recomendasse o tom mais claro e natural possível que combinasse comigo e com a minha pele.
Ponho-me a pensar que talvez seja eu que não percebo nada daquilo e que no fundo deveria usar um batom roxo com purpurina...
Estas modas...

(P.S. - Só em jeito de bisbilhotice, já é a segunda vez que sou mal atendida naquela loja sempre que preciso de alguma informação. À terceira, só cai quem quer... Não vou arriscar mais, portanto. Aceito alternativas a esta loja italiana).



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

2 Anos!

Faz hoje 2 anos que o Blog nasceu! :) ... Nasceu de uma ideia numa escada rolante, num centro comercial, enquanto conversava com o meu M. Nasceu antes de um turno da noite. Nasceu da vontade de mostrar ao mundo que há coisas que nem contadas as pessoas acreditam no que se passa atrás de um balcão de uma recepção. Nem acredito que passaram dois anos...
Ainda hoje dei por mim a recordar aquela época fatídica em que tínhamos o jantar daquele grupo de empresários duas quartas-feiras por mês. Numa das vezes (uma das últimas e na altura em que eu já estava mesmo a querer pôr-me a andar), estava na Recepção, a servir as pessoas no jantar, a recolher a louça, a atender o telefone, a servir no bar, a levantar as mesas do jantar... até que com a pressa, escorrego no chão gordurento da cozinha e caio em cheio com o meu "bum-bum"... Quando me vi naquela posição de tartaruga, pensei para mim: chegaste ao fundo.

Parabéns ao Blog e a vocês, que me acompanham há 2 anos :) Obrigada.

fonte da imgem: favim.com


(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Definição de Serviço Externo

 Uma das novidades do meu emprego de Não-Recepcionista é o Serviço Externo frequente. Quando estava no Hotel, tive um ou outro serviço super externo, na medida em que tinha de sair do país...
Neste emprego, serviço externo, para além dos eventos fora da nossa cidade, significa sempre alguma Reunião. No entanto, a minha colega orienta-nos sempre, e muito bem, para uma Reunião que aparentemente demora entre 2h a 3h. E é por isso mesmo que adoro o Serviço Externo... Vou passar a enumerar as razões:
1- Se temos de fazer compras de necessidade para os eventos, aproveitamos sempre e fazemos as nossas compras para casa (conferir texto a negrito).
2- Quer tenhamos de sair de manhã, quer tenhamos de sair à tarde, há sempre tempo para um "lanchinho". Não sei se já experimentaram os Muffins de Frutos Silvestres da pastelaria do Continente... eu fiquei fã.
3- Quando calha, temos sempre oportunidade de espreitar as montras do comércio local.
4- Sempre espairecemos do ambiente fechado de tortura da empresa.
5- Consigo andar na rua com aquele ar sofisticado de pasta na mão e a carteira na outra, a parecer uma verdadeira businnes woman.
6- Apanhamos com aquele solinho maravilhoso das tardes de primavera/verão/outono.
7- O tempo até à hora de saída passa mais depressa.
8- E basicamente é isto.
Nos entretantos, também acontecem coisas engraçadas pelo meio:
Numa tarde de Maio, depois de uma breve limpeza de uma arrecadação, decidimos que era necessário adquirir daquelas caixas de plástico de arrumação, para conseguirmos levar algum material para um evento que íamos ter em Junho.
Então, à tarde, pegamos no carro de serviço e dirigimo-nos a um espaço comercial, que para além de ter artigos de organização, tinha também objectos irresistíveis para a casa (foi onde eu comprei o meu mini puff-sofá que tem uma tampinha e onde eu posso arrumar o que anda à solta pelo quarto...combina tão bem com a decoração que era pecado não o trazer.). Comprámos o que necessitámos para a casa, guardámos tudo no carro e fomos espreitar outra loja que também tinha as tais caixas, apenas para comparar preços. Como a última loja não satisfazia as nossas necessidades, voltámos à primeira e lá comprámos as caixas de arrumação. Solicitámos à menina da loja que nos guardasse as caixas por uns minutos, pois pretendíamos ir lanchar na pastelaria ao lado e não nos apetecia nada levar 3 objectos gigantes que mais pareciam mini monovolumes de transporte... Entrámos, conversámos e degustámos o nosso lanche. Abandonámos a pastelaria e dirigimo-nos ao carro, muito animadas a conversar. 
Chegámos à empresa para descarregar as caixas e demos conta que foram totalmente negligenciadas à custa do nosso lanche... Voltámos à loja, que by the way, dista quase 10 km do sítio onde trabalhamos e recuperámos as caixas que estavam religiosamente guardadas.
A parte boa é que quando voltámos pela segunda vez à empresa, já estava na hora de irmos embora...



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sábado, 28 de junho de 2014

Confissões de uma Ex-Recepcionista.

Cada dia que passa lembro-me aqui deste meu cantinho, que está a ser negligenciado... a ser alvo de uma incorrecta gestão de tempo... Shame on me, confesso...
Tenho que reconhecer uma coisa muito positiva de começar no mercado de trabalho atrás de uma recepção de um hotel: ficamos preparados para quase tudo:
- maus humores de chefes (isto aprendemos com os hóspedes mal encarados)
- trabalhar horas infinitas
- conseguimos completar diversas tarefas ao mesmo tempo
- lidar com telefonemas/clientes chatos
- conseguimos trabalhar no caos
- e eu, pessoalmente, consigo avaliar a perfeição de uma tosta mista e de um sumo natural de laranja, quando vou lanchar a um qualquer sítio por aí.

Tenho a dizer que neste momento tenho uma relação de amor-ódio com a hotelaria. A parte do amor renasceu quando virei hóspede - muahahahahah (uma tendência que tem vinho a aumentar nos últimos meses devido ao meu novo trabalho). A parte do ódio continua cá dentro quando me lembro de coisas que me fizeram escrever este post. 
Mas querem saber uma coisa muito, muito estranha? Sonho muitas vezes com o hotel... que estou atrasada, que estou na recepção, com os meus colegas... e neste momento de pura loucura e confissões... tenho saudades de algumas coisas... de algumas rotinas... Epá, nem acredito que disse isto. Mas é só um bocadinho. São mais as coisas das quais não tenho saudades... Encerramos agora aqui este capítulo semi-lamechas. Ninguém fala mais sobre esta minha confissão.

Gostava, agora, de fazer uma pequena dissertação sobre a minha perspectiva do mundo hoteleiro, mas do lado certo do balcão: o de fora
Em Maio hospedei-me num hotel em Lisboa e tive pena dos recepcionistas mal pus o pé na porta. Não consigo esconder isso. Depois, tive que me deslocar a outro hotel e em conversa com o recepcionista disse-lhe também que já tinha sido Recepcionista, mas que tinha fugido. Responde-me ele: "Fez muito bem! É preciso muita paciência..." Ai, como eu sei disso. E nem sonhas tu, caro ex-colega, as histórias que eu já contei aqui. Mas não te podia dizer, porque sou uma "Anónima".
Eu sou daquelas hóspedes que não dá trabalho. Compreendo bem as informações que me são transmitidas na Recepção de Hotel, uso o serviço de despertar apenas se o conseguir accionar com o telefone do quarto, não usurpo as amenities em todos os dias que lá estou, só sujo uma toalha de rosto e uma de banho (sim, caros hóspedes, lá por terem duas toalhas de cada espécie no quarto não quer dizer que as tenham que utilizar todas no mesmo dia! - Cof, cof, desculpem este aparte... há coisas que ficam "cá dentro"), deixo a casa de banho arrumadinha, o lixo dentro dos saquinhos de plástico, a cama em jeito de ser feita e não ponho roupa espalhada por todo o lado.Sou é, irremediavelmente exigente com a limpeza, talvez por saber como se processa tudo. Não posso ver cabelos de outras pessoas na casa de banho e passo os lençóis a pente fino antes de me deitar. De resto, valorizo e muito o trabalho de todos os funcionários. Mas neste caso, uma das recepcionistas era tão antipática que tive que reclamar. Oh senhora, eu sei que o seu trabalho é super chato, mas ninguém tem culpa.
Outra coisa que me despedaça o coração é ver estagiários atrás do balcão: NÃO! POR FAVOR! MUDEM ENQUANTO É TEMPO. Tanto da primeira, como da segunda vez que lá estive, vi várias carinhas novas a tentar ser o mais competentes e profissionais possível. Estavam, evidentemente, a sair-se bem. Mas repensem nas vossas opções...
Uma coisa que continuo a ser muito boa é a decorar números dos quartos... dos outros! Tanto tempo que andei a decorar e a relacionar hóspedes e números de quartos, que não pensei que eu também precisasse de um quarto, um dia, eventualmente (é que durante o tempo que trabalhei no Hotel, não tinha sequer tempo para ir de férias e alojar-me num hotel... é como se me tivesse esquecido de ser hóspede!).

Então tenho a cena mais engraçada para contar enquanto hóspede:
Primeiro dia do pequeno almoço, depois de uma quase directa em trabalho. Chego eu e os restantes colegas à Sala do Pequeno Almoço e a menina pede-nos o número dos quartos. Auxiliei os meus colegas na árdua tarefa de recordar o número dos seus quartos. Eu, que fiquei para o fim, tive que ir confirmar o número do meu quarto ao Recepcionista. E lá fui, depois, tomar o pequeno almoço.

Uma coisa é certa, é muito estranho estar do outro lado. Ser Recepcionista de hotel é uma coisa que vai ficar realmente para sempre, não importa há quanto tempo abandonámos a profissão. Vai sempre reflectir-se nas pequenas coisas: nas gorjetas que deixamos, na compaixão que sentimos pelos ex-colegas, na partilha de histórias interessantes. E num outro lado de loucura, posso dizer também que tenho muito orgulho em ter tido a oportunidade de envergar uma farda imaculada de Recepcionista. Continua ali, no cantinho do meu armário... :)




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Coisas que mudam... outras não.


A melhor coisa que já me aconteceu desde que entrei no mundo do trabalho é saborear os fins de semana, feriados e fins de semana XL. E que sorte, logo este ano que há pontes pelo meio!
Tenho pensado nos "desgraçados" dos meus colegas do hotel, a queixarem-se com o trabalho, com a falta de pessoal, com as horas a mais, com o dinheiro a menos.
Num acto de loucura, fui fazer-lhes uma visita, a um sábado claro, e estava tudo de pantanas. O hotel cheio, com um serviço paralelo de almoço/jantar e um corrupio de louça e roupa diversa. Ah, como as coisas não mudam...
Tenho feito uma profunda introspecção sobre o que já ganhei desde a minha mudança de horários:
- tempo para me dedicar à cozinha;
- tempo para dedicar ao artesanato;
- almoçar tranquilamente no Domingo de Páscoa sem estar a olhar para o relógio, a contar os minutos que tenho para engolir as entradas, o prato e a sobremesa, porque o Padre decidiu atrasar-se na Visita Pascal.
Estas são as mudanças que tanto almejava.

Entretanto, algumas coisas caricatas têm-me acontecido também... Já não lido tanto com o público, mas lido com alguns passantes... nomeadamente jardineiros que trabalham por lá.
Tive o azar de passar pelo Sr. Jardineiro no hall de entrada e do meu colega me ter oferecido para acompanhar o dito Sr. Jardineiro à máquina do café. Acompanhei-o corredor fora e quando chegamos ao bar, pede a uma das minhas colegas que lhe tire um café... Eu improvisei e disse logo que eu o ajudava, que ele andava meio perdido. Depois o Sr. Jardineiro, armado em engatatão por sinal, também me pergunta: Então, estás aqui a estagiar? (qual é a moda agora dos desconhecidos me tratarem por tu?) eu claro que me deu vontade de rir, mas disse-lhe que já trabalhava ali há um par de anos.... hehe não vai descobrir mesmo, né?
Despachei o Sr. Jardineiro. Mas eis que surge outro personagem, que, encostado à porta do meu gabinete me diz: Ah! Pensei que não estava aqui ninguém! E eu com cara de ponto de interrogação... Continua a personagem: Ontem apaguei a luz do TEU gabinete 2 vezes! Tem que se poupar! E eu continuo com cara de um sinal de pontuação, mas desta vez de exclamação. Quer dizer, eu não vou apagar a luz sempre que tenho que me deslocar a outros gabinetes ou tratar de algum assunto... Como é que esta personagem ousa duvidar do meu carinho pelo meio ambiente? Eu! Que faço a separação do lixo, uso folhas de rascunho para não gastar folhas brancas, até não caber nenhum ponto final e só não vou a pé para o trabalho porque não é de todo possível. Agora, aquela personagem que contribui para o maldito ambiente de monóxido de carbono e nicotina dentro daquele edifício, e consequentemente para fazer de mim uma fumadora passiva.... Isso já não interessa... Não é?
Oh home, vá ver se eu estou lá fora... e se eu estiver, pode ir confirmar que apaguei a luz do gabinete.



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Exercício, Linhas e Sapatos

O tempo tem voado e eu não tenho acompanhado a velocidade. Mas o que é que se passa com os dias que passam a correr? Tenho andado atarantada com tanta tarefa que já implorava por uma pausazita.
Nos entretantos, já me comecei a vacinar contra eventos. E já me apercebi também que trabalhar no hotel tinha uma (unicazinha) coisa positiva: caminhava tanto que conseguia manter a linha. Agora, 7h atrás de uma secretária obriga-me a pensar nos snacks do meio da manhã, a fazer três série de 12 repetições de agachamentos e andar com um termo de chá atrás para não me esquecer de beber líquidos. Sim, isto acontece-me... e não, ainda não fui apanhada em posições estranhas de agachamento enquanto trabalho... Lucky me!
Neste novo trabalho o que mais exercitamos é a gastronomia e os vinhos. Vamos para visitas, pumba, prova lá um vinho, temos reuniões, pumba, toma lá um almoço hiper calórico, temos que trabalhar até tarde, pumba... toma lá bolachinhas de água e sal que é que o que há na despensa e é para aprenderes a comer mais ao almoço e não te dar a fome ao fim do dia.
Contudo, para não pensarem que me tornei numa bola, tenho também a assinalar tarefas físicas desgastantes a que já fui submetida:
1- Salto alto. Caixas para carregar. 500 metros. Paralelo durante 100 metros. 3 viagens. Sol quente de primavera (que ao que parece anda desaparecido). Vantagem: comprei uns sapatos novos no Vasco da Gama. Desgastei o bife do almoço que não devia ter comido porque era sexta-feira de Quaresma...
2- Copos infinitos. Montar sala (i.e. carregar mesas e cadeiras). 3 minutos a caminhar entre o local dos materiais e a sala - inclui escadaria de pedra gigante (materiais: caixas de vinho, champanheiras, gelo, brochuras e coisas bonitas para os convidados). 2 dias seguidos. Vantagem: perdi umas gramas.
3- Reza a lenda que a partir daqui só piora.

Nota mental: andar sempre com um par de sapatos extra, de preferência rasteiros e que se assemelhem a pantufinhas.

E está na hora de mais uns agachamentos...





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Sã e Salva

Regressei à base! Foram dias atribulados que me pareceram eternos. Ainda bem que estamos quase no fim de semana! E ainda bem que está sol :) E mais outro ainda bem: ainda bem que o sol entra pela minha janela do gabinete a tarde toda.
Fazendo uma perspectiva da minha experiência no evento em que participei, posso resumir os dias em algumas palavras. Ora aqui vai:

Dia 1: almoço pobre, enjoo na viagem, 1º abordagem de um estranho para pedir cigarros (eu nem fumo...), carregar com tralha, conhecer muita gente (nota mental: começar a levar um bloco de notas para anotar nomes e cargos profissionais e máquina para tirar fotoas aos rostos das pessoas), caminhar muito, tirar fotos, sair à pressa, 2ª abordagem de um estranho portador de HIV para comprar pulseiras, viagem no autocarro, pensar no que vestir no dia seguinte, ser conduzida por um taxista maluco, casa.

Dia 2: sair de manhã, almoço bom, conhecer mais gente, chuva e mais chuva, caminhar muito, tirar fotos, saída tardia, conduzir, parar e comer uma tosta mista, conduzir, pensar no que vou vestir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.

Dia 3: sair de manhã, muita chuva, nevoeiro, almoço bom, conhecer mais gente, encontrar um ex-fornecedor do hotel (que a propósito eu juro que não fazia ideia quem era, no início...), caminhar muito, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant misto, conduzir, pensar no que vou vestir no dia seguinte, chegar ao meu carro, conduzir, casa.

Dia 4: é o último dia!!! Sair de manhã, chuva, almoço bom, ver as pessoas que fui conhecendo, encontrar um antigo estagiário do Hotel (sim, este eu lembrava) caminhar, organizar coisas, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant com doce de morango, conduzir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.

Foram dias de puro conhecimento e experiências genuínas. Beberam-se uns copitos, comeram-se umas bolachas, dissemos mal do tempo, da distância e desejámos que esta semana passasse num instante, para finalmente termos direito ao nosso fim de semana. Gostei :) Para a semana há mais!



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sou da Brigada do Vinho

Cá estou eu, completamente adaptada ao meu novo estilo de vida. Cá estou eu, uma pessoa a sentir-se mais realizada a cada dia que passa. Cá estou eu a surpreender-me. Porque desde há muito tempo que é a mim que quero agradar.
Continuo a adaptar-me à minha nova actividade profissional, a aprender todos os dias um bocadinho! Têm sido dias cansativos mas de descoberta. Não há nada que saiba melhor que trabalhar no terreno, que conhecer pessoas que me estimulam intelectualmente e que me dão a sua visão mais madura das coisas. Estou num processo contínuo de crescimento. Apesar de ter mudado de ares, as histórias engraçadas começam a aparecer lentamente.
A história de hoje tem uma pequena ligação com estes senhores e alimentou em muito o meu ego hoje.
Começando do princípio... sou parte integrante de uma equipa que está no terreno a avaliar produtores de vinho e a sua possível integração numa Rota Enoturística. A equipa é fantástica e cheia de experiência e posso acrescentar que sou uma privilegiada. Ora, hoje foi mais um dia dedicado às visitas e tivemos oportunidade de almoçar num sítio considerado de "elite" pelos "senhores" enunciados em cima. Estava eu muito descansadinha a degustar a minha tosta com cogumelos e molho vinagrete de laranja, quando me entra aquela tropa de perús... quase que cuspi a crosta crocante da broa, com o susto. Os "senhores" olharam para mim interrogados, perguntando-se o que raio estaria eu ali a fazer num almoço que aparentava de trabalho e logo num sítio tão "fora das possibilidades de uma Recepcionista (ex)". Tive um gozo enorme de estar ali sentada a ter uma conversa inteligente enquanto continuava a ser observada de longe, entre um poste e uma planta decorativa. A refeição, muito bem regada com o néctar de baco, correu super bem e não sei se foi da variada combinação de sumos vínicos que me encheu de coragem e me levou perto da mesa deles, só mesmo para dizer "boa tarde" e para deixar um deles com vontadinha de me perguntar "então, está aqui?" e aí eu responderia: "obviamente que estou! Ou acha que ia ficar a minha vida toda a servir animais como o senhor?", ou se foi a vontade de lhes mostrar que, ao contrário deles, consigo chegar a algum lado. Mas não deixei que me perguntassem nada. A pergunta ficou no olhar curioso daquela gentinha enquanto eu virei costas e fui à minha vida. Porque afinal eu sempre sei ir à luta. Afinal eu já não sou a recepcionista que tinha que os aturar e mostrei claramente que superei as expectativas que alguma vez poderiam ter de mim. Parece-me familiar...
Cheers!





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Revolução Francesa

Bem vindo à actualização de informação sobre a Revolução Francesa.
Vai chegar ao fim deste post com a sensação que afinal enquanto estudava história, tinha razão em não querer saber nada daquilo. É tudo mentira meus senhores.
A Revolução Francesa não se iniciou em 14 de Julho de 1789 com a queda da Bastilha. A culpa não foi dos revolucionários que quiseram tirar Luis XVI do poder e nem sequer existiram os Girondinos e os Jacobinos a travarem guerras de ideiais entre si.
A Revolução Francesa começou exactamente no dia 28 de Agosto de 2013, com a chegada dos primeiros hóspedes ao Hotel que tomaram a Recepção de assalto, atemorizando a única recepcionista que lá existia naquela hora... A Recepcionista atormentada, digitava o mais depressa que podia os nomes e números de bilhetes de identidade no sistema informático.
Arrancaram-na à força da recepção para a torturarem no Bar, de onde nunca mais saiu. Os franceses, mais unidos que nunca, pediam cerveja aos litros, vinho tinto "frrresquinho porr favorr" e vinho do porto infinito. Sem dó nem piedade, consumiam, consumiam, consumiam.... e nunca paravam de chegar tropas francesas que não largavam o bar, nem a campainha da recepção.
O verdadeiro Golpe do Brumário deu-se há poucos dias e felizmente não tiveram que passar 10 anos, nem tivemos que chamar o Napoleão para pôr mão nestas tropas revolucionárias da hotelaria. Mas o certo é que se viveu uma verdadeira fase de terror

The End


(a quem ainda está a estudar História, poderá comparar esta minha história com a realidade apenas com propósitos científicos. Não se confundam e contem a minha versão da Revolução Francesa, para bem das vossas notas :) )



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

domingo, 25 de agosto de 2013

Best of Summer 2013

 Tenho tido tanta inspiração para escrever e tão pouco tempo... O verão é repleto de histórias e aventuras, (para hóspedes e recepcionistas). É repleto de calor e trabalho extra (para recepcionistas), de exigências e pedidos (para os hóspedes). É o tempo em que recepcionistas, como eu, apanham um esgotamento porque têm de assegurar um turno sozinhos e mais: têm de enfrentar serviços organizados quase todas as semanas, com falta de pessoal em todos os sectores! Este verão especializei-me em:
- lacinhos para guardanapos;
- desengordurar louça
- bater records de lavar louça enquanto atendo o telefone, faço umas tostas, aqueço sopas e faço check-ins;
- ficar maluca.
O verão (leia-se época alta) ainda parece longe de terminar (no fim de setembro, mais especificamente) e a única coisa que me deixa contente é poder ter histórias para contar.

Fica aqui um best of do meu verão como recepcionista:
- Estar 2 horas sem aparecer ninguém na recepção e quando me levanto para ir jantar, chegar tudo ao mesmo tempo, tocar o telefone e ter serviço de bar.
- Fazer caipirinhas à pressão para um casamento com mais de 200 convidados.
- Servir de psicóloga a cada meia hora.
- O barril da cerveja acabar sempre comigo (o aspecto positivo é que pelo menos a cerveja hidrata o cabelo)
- Fazer milhentos lacinhos para guardanapos em menos de um turno repleto de movimento.
- Ter uma crise de soluços quando chegam precisamente hóspedes a pedirem as mais complexas informações (onde posso comer? e a internet? queria fazer uma pré-reserva de quartos infinitos... o preço é mesmo esse que me está a dar? Não há descontos?)
- Estar no bar ocupada com as tostas e o telefone tocar.... Vou atender e é um das dezenas de bebés que se instalaram aqui há tempos no hotel. Julguei que era a convenção nacional dos bebés. Pior do que atender uma chamada, é o telefone estar sempre a tocar porque o bebé-achou-engraçado-ter-alguém-do-outro-lado-da-linha-e-a-mãezinha-dele-também-achou-engraçado-porque-pelo-menos-o-bebé-está-entretido-e-não-tem-que-o-aturar.
- E a propósito da convenção nacional dos bebés.... Um dia quando for mãe vou ter pena da pobre da recepcionista e não vou pedir que aqueça sopas, leites, águas, biberões, papinhas e etc, etc...!!!!  Socorro! Foi só o que eu pensei nesse dia. Foram dezenas de bebés nesse dia!
- Pedir ao piloto russo que se dirigiu ao bar que aguarde enquanto eu recebo o taxista que foi solicitado para um hóspede. O taxista e o hóspede seguem caminho e eu volto para a recepção tranquilamente, quando olho para o bar e vejo o russo à minha espera. Levei literalmente as mãos à cabeça e o russo desmanchou-se a rir. Pedi-lhe imensas desculpas, mas como eu estava a rir-me descontroladamente, acho que não fui muito convincente. Acabámos por nos rir os dois... vá lá (é que vou dispensar as reclamações das melhores histórias deste verão).
- Aturar uma rapariga o turno inteiro, que falava muito depressa, muito alto e sobre vários assuntos ao mesmo tempo!! Pior... ela ficou 3 semanas e andava sempre atrás de mim! A minha cabeça ficava saturada ao fim do dia. Ela esgotava o meu nível de "sociabilidade pós-turno" num instante!
- Não vou nem falar da quantidade de garotos, adultos e outras espécies que estão sempre a tocar à tal campainha engraçada enquanto eu estou a fazer o check-in.

... I'll be back!





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

domingo, 14 de julho de 2013

Prova do mal que nos desejam...

 Nem a propósito... hoje depois da minha sesta de preparação para o turno da noite (que, by the way, está a decorrer... mas não digam a ninguém) liguei a TV e estava a dar um programa sobre escândalos de celebridades. Então, no seguimento do meu post de ontem, pareceu-me interessante vir fazer queixinhas do Russell Crowe. Fiquei chocada com o que descobri! Secalhar sou a única pessoa neste mundo que não ainda não sabia disto!
Então, em jeito de indignação e protesto e talvez também para mostrar às pessoas o que é ser Recepcionista e elucidar os aspirantes a recepcionistas ao que estão sujeitos, deixo aqui este testemunho bastante ilustrativo... o Russell Crowe hospedou-se uma vez num Hotel e como o telefone do seu singelo quartinho não estava a funcionar, arranca-o da parede... "e vai daí", desce à recepção e atira-o à cara do recepcionista.
Já perceberam que nós, recepcionistas, somos tudo e temos culpa de tudo. Só não sabia ainda que as pessoas não tinha noção que também somos de carne e osso e que afinal também servimos de alvo de arremesso de objectos. Onde é que isto vai parar!
Felizmente nunca me aconteceu uma destas... mas por precaução, vou já amanhã meter um requerimento à Direcção para que as novas fardas incluam protecções, como aquelas que os jogadores de futebol americano utilizam.


(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ser Recepcionista: o Lado Lunar

 Têm-me chegado mensagens a questionar quais as maiores dificuldades de uma Recepcionista. Tenho evitado este post porque é chato... ninguém quer ouvir uma Recepcionista a reclamar do seu trabalho de subserviente e das suas tentativas falhadas de omnipresença no Bar, na Recepção e no Serviço de quartos.
Mas, como para mim, tudo é tema de conversa vou aqui deixar uma listinha interessante aos aspirantes a Recepcionistas. Estas são, no meu ponto de vista, as dificuldades maiores que eu vou encontrando no meu dia-a-dia:

- Ler pensamentos de hóspedes (há pessoas que insistem a chegar ao balcão e a olharem para nós, sem abrirem a boca, como se nós tivéssemos que saber quem é aquela personagem pasmada ali à nossa frente);
- Estar em vários sítios ao mesmo tempo (ainda não consegui desenvolver esta característica, que hoje em dia parece-se mais com um requisito da profissão);
- Lidar com assédios (é a verdade nua e crua. Isto acontece com alguma frequência e há que ter braço de ferro ou respostas para tudo na ponta da língua, para que não abusem. Pessoas sem cérebro consideram que as recepcionistas são algum alento de vista e interpretam mal a simpatia que lhes é dirigida; insistem em querer números de telefone, conversas parvas e consolo de solidões. Excelentíssimos Senhores, o máximo que podemos fazer é recomendar-vos um Bordel. Mais respeito se faz favor!).
- Lidar com má educação (há pessoas que nos vêm como bichos e que passam aqui sem abrir a boca. Eu costumo dizer que não se deve tratar mal quem nos serve. Especialmente no que toca a comidas e alojamento...).
- Esquecer Fins de Semana, Festividades, Aniversários, Datas Especiais, Momentos em Família (a hotelaria torna-nos pessoas frias, muitos frias e anti-sociais. Tão anti-sociais que eu nas folgas dispenso a companhia de estranhos e tento não pensar no que perdi, especialmente porque o meu horário se resume a um turno apenas - leia-se aquele que ninguém quer exactamente porque não permite vida social nenhuma - das 16h às 00h)
- Conciliar horários com a "minha metade" (não posso esconder esta realidade que me atormenta todos os dias. É exactamente por causa do meu maravilhoso horário que, mesmo tão perto, estou sempre longe e só posso fazer matar saudades nas folgas. Há quem considere isto secundário, mas eu não, a felicidade está nas pessoas que me rodeiam. O trabalho é acessório).
- "Guerrinhas" (não posso dizer que isto acontece aqui. Mas sei de locais em que existe muita competição entre colegas de recepção. Fazem tudo e descem muito baixo para prejudicar o outro. Sou uma pessoa de paz e não sei onde é que essas pessoas pretendem chegar assim. Todos no mundo temos um lugar e ninguém tira o lugar de ninguém. Pelo menos acredito nisso. E é por isso também, que um dia quando deixar de trabalhar neste Hotel, não vou para mais nenhum).
- Aturar "putos" (refiro-me aqueles de 18, 19 e 20 anos que vêm para aqui armados em adultos. Normalmente as raparigas têm o rei na barriga e olham para mim com desprezo ou com medo que eu lhes roube o namorado. Oh menina, vá mazé para casa. Eu na sua idade não tinha nem autorização para sair à noite. Está ai armada aos cucos só porque vem para um hotel... Grande coisa. Eu venho para cá todos os dias e não digo isso muito alto a ninguém. E pelo menos trago a boa educação comigo.

Assim de repente, é isto que me ocorre. O curioso é que todos os dias surje uma dificuldade nova com a qual tenho de lidar. E nem sempre sei como se lida com isso. Ninguém acredita como é stressante ser Recepcionista de Hotel e a prova disso é que aqui há tempos tive que ir ao médico devido a problemas de ansiedade e ele quase se riu na minha cara quando eu lhe disse que era Recepcionista de Hotel.

Estou tão vacinada contra coisas parvas, que a minha reacção é sempre sorrir, para o bem e para o mal.
Se isto fosse a melhor profissão do mundo eu não andava "à rasquinha" para mudar.

P.S.: Sonhadores e aspirantes a recepcionistas, fujam enquanto é tempo!!! :)





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

domingo, 23 de junho de 2013

#Awkward. (Parte I)

No mundo da hotelaria há de tudo um pouco... e há também espaço para aquelas cenas constrangedoras, que muitas vezes me fazem corar até à raiz dos cabelos.
Há uma que me deixa corada só de lembrar, dado ser uma rapariga "conservadora" nessas coisas...
Então o que se passou foi o seguinte:
O telefone da recepção toca e eu prontamente atendo. Um simpático e jovem hóspede a queixar-se da sintonização da televisão. Prontamente me dispus a deslocar-me ao quarto (não tinha outro remédio, na verdade). Bato à porta e vem-me aquela alminha nua, da cintura para cima, e quase da cintura para baixo. Não sei porquê, mas não tirei mais da cabeça aqueles boxers azuis às risquinhas e enquanto entrava no quarto, juro que nunca mais consegui encarar a cara do rapaz. A minha maior tortura foi ter que estar a sintonizar os canais e eles não apareciam. Até que o jovem acabou com o meu sofrimento e disse que ele próprio podia sintonizar. Deixei o quarto num ápice e rezei aos santinhos todos para não voltar a este quarto tão depressa. Não há nada mais estranho do que estar a falar com um completo desconhecido, que está quase nu!! Estava claramente escrito na minha cara o pouco à vontade com que eu estava. É que é daquelas coisas que não dá para disfarçar. E o jovem, super descontraído, com um arzinho maroto na cara...
Voltei para a recepção completamente desorientada e a rir-me da situação. O telefone toca de novo, mas felizmente estava o meu recepcionista preferido da noite já presente e a quem eu incumbi a árdua tarefa de voltar ao quarto do rapaz.
Reza a lenda do meu colega, que quando ele bateu na porta o tal jovem o mandou entrar. É que ao que parece o descontraído hóspede, estava deitado na cama meio tapado pelo lençol. Não se bem à espera do quê ou de quem. Disse-me também o meu colega, que desta vez quem ficou atrapalhado foi o hóspede.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 8 de março de 2013

Contos de Fadas!

Era uma vez 3 jovens armados em "gingões" e era uma vez uma recepcionista que não os podia ver nem pintados a ouro.
Eles eram convencidos e com a mania que tinham charme e ela fazia tudo para os evitar. Eles exigiam que as bebidas fossem servidas no salão de jogos e ela impunha o respeito e obrigava-os a levarem eles, as próprias bebidas (de acordo com as ordens superiores).
Uma noite estavam os 3 "gingões" no salão de jogos e a pobre da recepcionista, depois de um dia de cão, por entre reclamações, telefone, tostas e muito trabalho, ficou depois do horário do seu expediente para preparar uma sala para formação no dia seguinte. Andar para cima e para baixo na escadaria a carregar águas, copos e pratinhos era a gota de água do seu dia extenuante. Até que numa das viagens para a Sala se depara com falta de copos e garrafas de água. "Animais", pensou ela. "Foram eles!" A espumar pela boca, a recepcionista chega à sala de jogos para os confrontar "Nós?" - responderam eles - "Acha que temos cara de quem gosta de água?" "Não - pensa ela - têm cara de parvos". A recepcionista abandona o local com os nervos em franja, mais por terem feito dela parva. "Não esperam pela demora", diz a Recepcionista para os seus botões. "Vocês vêm cá pelo menos 1 vez por mês..."
Era uma vez 3 jovens "gingões" que na vez que voltaram ao Hotel levaram com uma conta extra de bar que incluia garrafas de água.... (e não reclamaram...)

Não se metam com os Recepcionistas.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 7 de março de 2013

Há coisas assim...

 Dois mexicanos amigos, cada um em seu quarto... O problema é serem muito parecidos... Nem consegui decorar sequer em que quarto é que estava cada um... Só pode dar barraca com certeza.
Chega-me o Mexicano 1 à Recepção e pede uma sandes de presunto e uma água com gás. Pergunta se eu posso levar o petisco ao quarto... "Sí, sin problema" respondo eu no meu melhor sotaque a roçar o mexicano e o espanhol.
Toca o telefone, chegam outras pessoas para o Bar, pessoas para fazer o check-in, enquanto eu tento arranjar a merenda do senhor. Apronto o tabuleiro todo bonitinho e encaminho-me para o quarto. Pelo caminho explico à minha estagiária como segurar bem num tabuleiro sem correr o risco de o deixar cair.
"Knock, Knock". O Mexicano abre-me a porta... E só percebi pela cara que ele fez que me tinha enganado no mexicano....
E eu a pensar que só os chineses e os japoneses é que tinham as caras iguais....







(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Fim do Mundo nos Hotéis

O Blog entrou num pausa inesperada... não por falta de momentos interessantes, mas por razões de inspiração. No entanto, no meio de tanta trapalhada que vai neste Pais plantado à beira-mar, considerei voltar para os meus Fãs :D
Posso adiantar que o Ano Novo não começou da melhor maneira... Clientes a sairem sem pagar, reclamações e devoluções... Espero que não seja nenhum agoiro ou bruxaria e que o ano que continua a correr não seja o espelho do seu início.

Para já, deixo um pequeno diálogo, proveniente de uma chamada telefónica de serviço de quartos:

Eu: Recepção, boa noite.
Hóspede: Boa noite... olhe... o que é que têm que se possa comer?
Eu: (olho para o relógio: 22h30... penso: acabei de lavar o tacho da sopa, nem penses sugerir que há sopa): temos tostas, torradas, bolo caseiro...
Hóspede: Só sandes e assim... hummmm... Olhe queria uma Torrada e para beber...
Eu: Temos néctares, ice tea, chá...
Hóspede: Pode ser um néctar...
Eu: Tem alguma preferência?
Hóspede: O que é que tem?
Eu: Pêssego, pêra, Laranja, Manga...
Hóspede: E alperce?
Eu: Alperce não temos... lamento
Hóspede: Então pode ser um de alperce por favor.

True Story.

Final da história: acabei por lhe levar um de Laranja e disse ao senhor que já não tínhamos de alperce. ele não se importou.


(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Coisas Engraçadas



Hoje é o dia dos momentos engraçados. Sempre no dia antes de eu ir de folga, acontece sempre alguma… ou me chateiam até me fazerem chorar, ou simplesmente fazem coisas que só me dão vontade de rir ou me deixam sem saber bem como reagir. Hoje houve um pouco de tudo.
A hora dos check-ins é sempre a mais promissora… Chegam os 3 senhores, mais ou menos habituais da casa, que se perderam no corredor. Mais, perderam-se uns dos outros e vieram pedir a minha ajuda. Quando encontrei o responsável, veio reclamar comigo porque a reserva que pediu à Empresa era na Ala onde eles se perderam… Não encontravam o quarto obviamente, mas mesmo assim insistiam em andar lá às voltas no corredor, como que por magia os quartos, que são de outra Ala aparecessem assim ali… teimosos os hóspedes hein? E a culpa ainda foi minha. Só me limitei a fazer a reserva conforme me chegou às mãos. Os recepcionistas são os Bodes Expiatórios para tudo… até para a televisão que não dava do senhor chique. O mesmo senhor que veio reclamar do ar condicionado… Gentilmente troquei-lhe o quarto. Quando desceu para a Recepção disse: olhe, enquanto estava a mudar as coisas, o ar condicionado já estava a funcionar… mas não quis voltar para lá.” Poiiiiss… quando eu digo que têm de esperar uns minutos para o termóstato do ar condicionado aquecer, é porque têm de esperar uns minutos! Estão num Hotel, mas as coisas não são todas automáticas e como desejam. Somos Recepcionistas, não Génios da Lâmpada. Este mesmo senhor, fez  pouco dos outros 3 quando chegou um deles à Recepção a pedir ajuda pelos desaparecidos… “Queria ver se fosse no Egipto… Lá são centenas de quartos ahahahahah” 
Oh senhor… ninguém queria saber que já esteve no Egipto…





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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