Hoje está na algibeira um post demasiado depressivo para ser escrito aqui mas vou-me conter porque o Mundo já é um lugar demasiado triste. Precisava apenas de estar diante desta caixinha de texto por saber que alguém há-de estar desse lado.
Os domingos são, pontualmente, os dias mais emocionalmente desgastantes, o que me dificulta ultrapassar com equilíbrio uma semana de trabalho...
Acho que me estou a desculpar com o pobre do domingo, que não tem culpa desta minha veia depressiva, cada vez mais acentuada. Nem o domingo tem culpa, nem as pessoas à minha volta a têm. O grande problema está em mim. Mas a grande culpada desta minha desorientação, deste meu "afundamento" é da minha ocupação profissional. Está a sugar-me a sanidade, a auto-estima, as horas de sono e tudo o que já fui. Tenho medo de afastar as pessoas que me querem bem. Ninguém atura muito tempo uma "maluquinha". Eu já ando cansada de mim... imagino os outros. Não quero ficar sozinha...
Não estou bem, a sério. E só eu me posso ajudar. Mas como me sinto num beco sem saída, não tenho bem a certeza do que fazer para me ajudar. Quer dizer, tenho uma pequena ideia, mas não pode ser transcrita para o mundo real. Hoje escrevo a página nº 11 de 365, no total. Quem sabe se amanhã não será um novo capítulo?
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. As primeiras histórias relatam o dia-a-dia num Hotel visto na perspectiva de uma Recepcionista. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização. Dou-lhe aqui, as boas vindas ao Mundo da Hotelaria, ao Mundo dos meus novos Projectos de Turismo... ao meu Mundo, em especial :)
Mostrando postagens com marcador confissões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador confissões. Mostrar todas as postagens
domingo, 11 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Je suis triste
Nunca foi objectivo das minhas postagens referirem-se a temas da actualidade...
No entanto, o que se passou ontem em Paris parece-me demasiado grave para ser passado em falso. Estou triste e envergonhada com o Mundo em que vivemos porque estes acontecimentos a grande escala têm origem em pequenas atitudes do dia a dia. Basta imaginar as pessoas com quem lidamos. Obviamente que não andam com armas apontadas aos outros e não lhes dão um tiro sempre que discordam com a sua opinião. Mas basta substituir as armas pelas atitudes: a intolerância, a incompreensão, a arrogância e os abusos de poder. Então temos aqui retratadas as principais armas que a nossa Sociedade utiliza. Temos aqui um atentado fiel à nossa Liberdade.
Cada vez acredito menos nos Países, nas Instituições que nos deveriam proteger. Estou a falar dos Governos, claro. Como é que nós, jovens, podemos ter esperança num futuro e numa Humanidade mais sensata, tolerante e solidária?
Eu acredito que o mundo melhor começa em cada um de nós quando fazemos uso da boa educação e da simpatia. Não temos de ser perfeitos, apenas temos de nos colocar no lugar dos outros. Isso chama-se compaixão.
Sou muito sincera quando digo que sinto uma tristeza profunda com a tragédia do Charlie Hebdo. Estamos a ser oprimidos, ameaçados e torturados por uma minoria de "pessoas" fundamentalistas que se desculpam com a religião. Eu acredito num Deus justo e misericordioso, tolerante, que ensina a Paz e o Amor entre as pessoas.
Não sou ninguém para julgar as atitudes dos alegados terroristas.
Não poderia deixar de estar solidária com a causa pela Liberdade de Expressão, porque se não fosse assim, seria inimaginável poder ter um Blog. Tenho muita pena... Tenho mesmo muita pena que nos queiram tirar o poder das palavras.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
No entanto, o que se passou ontem em Paris parece-me demasiado grave para ser passado em falso. Estou triste e envergonhada com o Mundo em que vivemos porque estes acontecimentos a grande escala têm origem em pequenas atitudes do dia a dia. Basta imaginar as pessoas com quem lidamos. Obviamente que não andam com armas apontadas aos outros e não lhes dão um tiro sempre que discordam com a sua opinião. Mas basta substituir as armas pelas atitudes: a intolerância, a incompreensão, a arrogância e os abusos de poder. Então temos aqui retratadas as principais armas que a nossa Sociedade utiliza. Temos aqui um atentado fiel à nossa Liberdade.
Cada vez acredito menos nos Países, nas Instituições que nos deveriam proteger. Estou a falar dos Governos, claro. Como é que nós, jovens, podemos ter esperança num futuro e numa Humanidade mais sensata, tolerante e solidária?
Eu acredito que o mundo melhor começa em cada um de nós quando fazemos uso da boa educação e da simpatia. Não temos de ser perfeitos, apenas temos de nos colocar no lugar dos outros. Isso chama-se compaixão.
Sou muito sincera quando digo que sinto uma tristeza profunda com a tragédia do Charlie Hebdo. Estamos a ser oprimidos, ameaçados e torturados por uma minoria de "pessoas" fundamentalistas que se desculpam com a religião. Eu acredito num Deus justo e misericordioso, tolerante, que ensina a Paz e o Amor entre as pessoas.
Não sou ninguém para julgar as atitudes dos alegados terroristas.
Não poderia deixar de estar solidária com a causa pela Liberdade de Expressão, porque se não fosse assim, seria inimaginável poder ter um Blog. Tenho muita pena... Tenho mesmo muita pena que nos queiram tirar o poder das palavras.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
charlie,
confissões,
decepção,
eu,
jesuischarlie
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Eu e os conflitos interiores
O mês de Dezembro é o meu preferido. Ainda assim, tenho vivido num antagonismo... Quando acordo e penso que tenho de ir para o trabalho, só desejo que o dia chegue depressa ao fim... ou pelo menos que as 18H00 cheguem depressa. E assim tem passado o meu querido mês de Dezembro... metade do mês já lá vai... e eu neste sofrimento existencial. Não há nada mais triste que olhar pela janela e desejar estar lá fora, mas não ter coragem de deixar tudo assim "do pé para a mão". Ando em busca das oportunidades, só Deus sabe... Ando à procura dos meus momentos simples de felicidade, tentando que os meus dias maus não se sobreponham à tranquilidade desta época que tanto adoro. Não tenho conseguido, excepto quando não estou sozinha. É muito difícil querer seguir em frente quando não temos uma estrada, quando ninguém nos abre a porta... ou uma janela. E que isto não saia daqui, mas a minha produtividade tem sido zero. Só me tenho preocupado em procurar emprego, em criar possibilidades na minha vida. Estou realmente à espera de uma intervenção divina: ou que me despeçam ou que eu encontre alguma coisa depressa... é que o relógio continua a contar e não tarda chega a data da "renovação do contrato". Alguém desse lado que reze por mim, por favor. Só me quero libertar.
Obrigada.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Obrigada.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Desabafos,
eu
Palavras que vêm do coração
Desde que me lembro que gosto de escrever. Não estou a dizer que escrevo bem, mas gosto. Quando ainda não sabia ler nem escrever, pegava num livro e inventava, pegava numa folha de papel e fazia uma espécie de hieróglifos infantis, fingindo escrever histórias.
Quando fui para a escola primária já sabia ler e escrever, muito graças também ao incentivo que tinha em casa e à paciência da minha irmã. O meu pai fazia-me ditados e a minha irmã obrigava-me a fazer cópias, mesmo quando eu ainda não sabia o que era a letra "a". A minha mãe preocupava-se com a apresentação da minha letra :)
Ainda "cachopa", participava em concursos literários da biblioteca da escola ou daqueles nacionais promovidos por editoras nacionais. Tenho um caderno onde guardo todas as histórias que escrevi, os poemas e nunca me esqueço de ter uma professora de português que me incentivava a escrever e num dos concursos permitiu que eu fosse desclassificada, porque não me explicou que tipo de texto deveria ser apresentado. Eu fiz uma narrativa. Não deveria. O mundo é cruel.
Todas as minhas fases estão escritas em palavras e quando quero recordar vou aos diários e, mais recentemente, aos Blogs.
Gostava de fazer da escrita uma espécie de profissão. Contribuir para blogs, para sites... para alguma coisa que me fizesse escrever o dia todo, que me alimentasse a fome da minha veia criativa. Tenho ideia que segui o curso errado para isso... Não basta tirar uma folha de papel e escrever como se não houvesse amanhã. É preciso estar atento ao mundo, ao enquadramento das palavras. Algo que parece tão simples como escrever, também tem a sua ciência. Acredito, no fundo, que o que nos inspira é o que dá o cunho pessoal à nossa escrita. Não temos que ser todos "pseudo-intelectuais", a fazer referências literárias e políticas. Acho que temos de ser nós. E é por isso que há tantos por aí a fazer sucesso, mesmo que ninguém repare na incoerência gramatical "da coisa"... Eu incluída, claro. Mas eu, ainda estou "na sombra"... :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Quando fui para a escola primária já sabia ler e escrever, muito graças também ao incentivo que tinha em casa e à paciência da minha irmã. O meu pai fazia-me ditados e a minha irmã obrigava-me a fazer cópias, mesmo quando eu ainda não sabia o que era a letra "a". A minha mãe preocupava-se com a apresentação da minha letra :)
Ainda "cachopa", participava em concursos literários da biblioteca da escola ou daqueles nacionais promovidos por editoras nacionais. Tenho um caderno onde guardo todas as histórias que escrevi, os poemas e nunca me esqueço de ter uma professora de português que me incentivava a escrever e num dos concursos permitiu que eu fosse desclassificada, porque não me explicou que tipo de texto deveria ser apresentado. Eu fiz uma narrativa. Não deveria. O mundo é cruel.
Todas as minhas fases estão escritas em palavras e quando quero recordar vou aos diários e, mais recentemente, aos Blogs.
Gostava de fazer da escrita uma espécie de profissão. Contribuir para blogs, para sites... para alguma coisa que me fizesse escrever o dia todo, que me alimentasse a fome da minha veia criativa. Tenho ideia que segui o curso errado para isso... Não basta tirar uma folha de papel e escrever como se não houvesse amanhã. É preciso estar atento ao mundo, ao enquadramento das palavras. Algo que parece tão simples como escrever, também tem a sua ciência. Acredito, no fundo, que o que nos inspira é o que dá o cunho pessoal à nossa escrita. Não temos que ser todos "pseudo-intelectuais", a fazer referências literárias e políticas. Acho que temos de ser nós. E é por isso que há tantos por aí a fazer sucesso, mesmo que ninguém repare na incoerência gramatical "da coisa"... Eu incluída, claro. Mas eu, ainda estou "na sombra"... :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Carta ao Pai Natal
A árvore de Natal está montada, a casa decorada, o aconchego do lar reitera-se, a lista de presentes está definida em processo de conclusão e só falta a tradicional Carta ao Pai Natal.
Tenho escrito algumas ao longo da minha existência... recordo-me daquelas que são mais felizes em que só pedia nenucos e bonecas Pinypon. Outras estão espalhadas aí por outros blogs aos quais não posso fazer referência, só por esta questão de "anonimato".
Hoje, decidi escrever a carta para este Ano vindouro. Estou mesmo no dia perfeito para escrever os meus pedidos: sinto-me como todos os dias - sem inspiração, sem esperança no futuro, com raiva do mundo e de todos os que se acham superiores.
Querido Pai Natal,
Sei que tenho sido uma pessoa bipolar nos últimos meses. Se houvesse um gráfico que ilustrasse o meu estado de espírito ao longo de 2014 seria uma espécie de montanha russa, com predominância para quedas vertiginosas nos últimos meses.
Tu sabes que me empenho nos meus projectos e que me considero uma pessoa altamente sonhadora e positiva em relação às minhas ideias, à concretização de projectos... não me falta força de vontade, mas neste momento não tenho como me manobrar. Estou num beco sem saída.
Obrigada porque me presenteaste este ano com um emprego diferente; não posso não estar grata por esse presente. No entanto, sabes que esta minha ocupação profissional está cada vez mais longe das expectativas. é muito difícil trabalhar com pessoas inflexíveis, individualistas e que me tratam como uma miúda... Querido Pai Natal, tu sabes como isso está a matar a minha auto-estima, a deprimir os meus dias e a destruir a felicidade que gostava de ver nas pequenas coisas. É muito difícil chegar às 9H00 e já ter alguém a falar mal do chefe, do trabalho, da vida, dos dias e de qualquer outra porcaria que lhe venha a cabeça que só desilude e deprime as pessoas que estão à sua volta. Estou assim desde Janeiro, Pai Natal. Nos primeiros meses o trabalho era suportável porque queremos sempre impressionar as pessoas e eu vinha muito motivada. Mas agora é insuportável trabalhar assim neste ambiente. Em que a Direcção não quer saber dos empregados e onde cada "colega" de trabalho só está preocupado em tramar a vida dos outros. Não sei viver num clima de individualismo e arrogância. Como é que eu tenho uma chefe que vai de férias e me deixa na mão?
Eu sei que todos os trabalho têm os seus dias maus e difíceis, mas não considero normal que o meu emprego seja péssimo todos os dias. Por isso, Pai Natal, só te vinha pedir a possibilidade de sair do meu emprego. Eu sei que sou uma egoísta, pois existe tanta gente à procura de um trabalho e eu "deveria era agradecer o que tenho". Sou uma egoísta, eu sei. Mas eu só queria ser feliz.
Começo a pensar que escolhi a profissão errada, o curso, sei lá... Quero mudar o rumo da minha vida e é isto que te venho pedir para 2015. Por favor Pai Natal, ajuda-me. Ajuda-me! Não quero continuar aqui mais um ano... não quero...
De resto, tenho muita coisa para te agradecer também: por ter a minha família junto a mim, por todos estarem vivos mais um ano. Tenho uma relação muito saudável, que me equilibra, completa e me preenche. Sou muito feliz ao lado dele. Sou genuinamente feliz, mesmo nos dias em que me apetece desaparecer e chorar até não poder mais. Neste momento, é das poucas coisas que realmente dá sentido à minha vida. Podes acreditar, Pai Natal.
Obrigada pelas oportunidades que me dás para eu ser feliz: poder aconchegar-me no sofá e partilhar tempo com alguém; passear de mão dada nem que seja no supermercado; o tempo que ainda tenho disponível para fazer o que eu gosto; poder ir às compras com a minha mãe; passear o meu cão nos dias de Verão; dormir a sesta com o meu gato aos pés; viver momentos que não voltam mais, mas que me enchem de felicidade e tranquilidade.
Não te esqueças de mim, querido Pai Natal, nem das pessoas que estão à minha volta.
Obrigada.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Tenho escrito algumas ao longo da minha existência... recordo-me daquelas que são mais felizes em que só pedia nenucos e bonecas Pinypon. Outras estão espalhadas aí por outros blogs aos quais não posso fazer referência, só por esta questão de "anonimato".
Hoje, decidi escrever a carta para este Ano vindouro. Estou mesmo no dia perfeito para escrever os meus pedidos: sinto-me como todos os dias - sem inspiração, sem esperança no futuro, com raiva do mundo e de todos os que se acham superiores.
Querido Pai Natal,
Sei que tenho sido uma pessoa bipolar nos últimos meses. Se houvesse um gráfico que ilustrasse o meu estado de espírito ao longo de 2014 seria uma espécie de montanha russa, com predominância para quedas vertiginosas nos últimos meses.
Tu sabes que me empenho nos meus projectos e que me considero uma pessoa altamente sonhadora e positiva em relação às minhas ideias, à concretização de projectos... não me falta força de vontade, mas neste momento não tenho como me manobrar. Estou num beco sem saída.
Obrigada porque me presenteaste este ano com um emprego diferente; não posso não estar grata por esse presente. No entanto, sabes que esta minha ocupação profissional está cada vez mais longe das expectativas. é muito difícil trabalhar com pessoas inflexíveis, individualistas e que me tratam como uma miúda... Querido Pai Natal, tu sabes como isso está a matar a minha auto-estima, a deprimir os meus dias e a destruir a felicidade que gostava de ver nas pequenas coisas. É muito difícil chegar às 9H00 e já ter alguém a falar mal do chefe, do trabalho, da vida, dos dias e de qualquer outra porcaria que lhe venha a cabeça que só desilude e deprime as pessoas que estão à sua volta. Estou assim desde Janeiro, Pai Natal. Nos primeiros meses o trabalho era suportável porque queremos sempre impressionar as pessoas e eu vinha muito motivada. Mas agora é insuportável trabalhar assim neste ambiente. Em que a Direcção não quer saber dos empregados e onde cada "colega" de trabalho só está preocupado em tramar a vida dos outros. Não sei viver num clima de individualismo e arrogância. Como é que eu tenho uma chefe que vai de férias e me deixa na mão?
Eu sei que todos os trabalho têm os seus dias maus e difíceis, mas não considero normal que o meu emprego seja péssimo todos os dias. Por isso, Pai Natal, só te vinha pedir a possibilidade de sair do meu emprego. Eu sei que sou uma egoísta, pois existe tanta gente à procura de um trabalho e eu "deveria era agradecer o que tenho". Sou uma egoísta, eu sei. Mas eu só queria ser feliz.
Começo a pensar que escolhi a profissão errada, o curso, sei lá... Quero mudar o rumo da minha vida e é isto que te venho pedir para 2015. Por favor Pai Natal, ajuda-me. Ajuda-me! Não quero continuar aqui mais um ano... não quero...
De resto, tenho muita coisa para te agradecer também: por ter a minha família junto a mim, por todos estarem vivos mais um ano. Tenho uma relação muito saudável, que me equilibra, completa e me preenche. Sou muito feliz ao lado dele. Sou genuinamente feliz, mesmo nos dias em que me apetece desaparecer e chorar até não poder mais. Neste momento, é das poucas coisas que realmente dá sentido à minha vida. Podes acreditar, Pai Natal.
Obrigada pelas oportunidades que me dás para eu ser feliz: poder aconchegar-me no sofá e partilhar tempo com alguém; passear de mão dada nem que seja no supermercado; o tempo que ainda tenho disponível para fazer o que eu gosto; poder ir às compras com a minha mãe; passear o meu cão nos dias de Verão; dormir a sesta com o meu gato aos pés; viver momentos que não voltam mais, mas que me enchem de felicidade e tranquilidade.
Não te esqueças de mim, querido Pai Natal, nem das pessoas que estão à minha volta.
Obrigada.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Desabafos,
eu
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Questões Existenciais
Aqui há dias passei os olhos por um artigo muito interessante intitulado: "30 perguntas que me fizeram desistir do meu trabalho e começar a viajar" (traduzido do inglês)
Tendo em conta que ando numa fase de muita introspecção, decidi adaptar estas perguntas à mudança. Porque é que ainda não mudei?
Despedia-me do meu actual emprego, tirava um curso de formação, arranjava um part-time em qualquer lugar para poder financiar a formação e abraçava o meu projecto turístico com toda a força. O melhor é que me poderia dedicar a formar as pessoas, a ensinar e a fazer a diferença nas suas vidas. É o meu grande sonho.
3. Fizeste alguma coisa que valha a pena ser lembrada mais tarde?
Sou parte de uma relação feliz.
4. Tempo ou dinheiro
TEMPO.
5. Qual é a coisa da qual te sentes mais orgulhoso(a) mas que nunca colocarias num Currículo?
Sinto-me orgulhosa por ser tão determinada, por ter um espírito empreendedor, por organizar tão bem a minha casa, os espaços. Sinto-me orgulhosa por tudo o que eu faço com muito amor. Sinto-me orgulhosa de ter viajado sozinha para um país estrangeiro e ter conseguido "sobreviver".
6. Daqui a 20 anos o que é que queres recordar?
Quero recordar a mudança. Que fui capaz.
7. Se tivesses que mudar de país para onde seria e porquê?
Gostava de mudar para a Alemanha. Sei que é um amor incompreendido, mas identifico-me muito com a cultura. E adoro a língua. E a gastronomia :)
8. Qual é a coisa que sempre quiseste fazer desde que eras uma criança?
Viajar muito.
9. Quando é que te apercebeste que a vida é demasiado curta?
Quando comecei a perceber que tenho desperdiçado o meu tempo em coisas que não gosto realmente de fazer.
10. Que memória do passado te faz mesmo sorrir?
Quando consegui entrar na Universidade.
11. Sentes-te orgulhoso (a) do que estás a fazer ou do que já fizeste?
Do que eu já fiz.
12. Daqui a um ano como é que queres ser diferente?
Quero ser diferente como profissional.
13. Estás a fazer aquilo em que acreditas ou estás a contentar-te com o que fazes?
Estou a não querer contentar-me.
14. O que é que precisas para fazer acontecer?
Preciso de que alguém me empurre e me faça acreditar. Que me diga: arrisca, não importa que falhes, mas pelo menos vais em busca do teu sonho.
15. O que é que realmente amas na vida?
A paz, os dias de sol, as folhas no outono, a família, o amor, a tranquilidade.
16. Quando é que foi a última vez que notaste o som da tua própria respiração?
Quando decidi experimentar Yoga.
17. O teu maior medo alguma vez se tornou realidade?
Não. Mas eventualmente tornará. Não há nada pior que termos medo de perder as pessoas que mais amamos e isso realmente suceder, um dia.
18. O que é o sucesso para ti?
O sucesso é ser feliz no que eu faço. Sucesso é sentir-me completamente realizada profissionalmente. Sem fingimentos.
19. O que te faz sentir maravilhosa em relação a ti?
A minha capacidade de amar as pessoas à minha volta.
20. O que é que mais admiras no mundo?
A Natureza. A obra de Deus.
21. Se a vida é tão curta, porque é que fazemos tantas coisas que não gostamos?
Por obrigação. Por medo.
22. Quando é que foi a última vez que começaste alguma coisa nova?
Ontem. Porque na verdade ideias e projectos não me faltam... falta-me saber que consigo ir mais longe. Saber que se fosse possível, arriscaria tudo.
23. Por ordem de importância, como classificarias: felicidade, dinheiro, amor, saúde, fama?
Felicidade, Amor, Saúde, Dinheiro, Fama.
24. O que e que não durou para sempre, mas mesmo assim valeu a pena?
Trabalhar nas "Casinhas de Natal".
25. O que é que o medo ou o facto de falhar te impediu de fazer?
Seguir realmente o rumo que quero dar à minha vida. É a única coisa que neste momento me impede.
26. Numa palavra, como é que passarias o último mês da tua vida?
Vivendo sem limitações (está bem, foram 3 palavras... mas necessárias :))
27. Pelo que queres ser conhecida(o)?
Pela perseverança.
28. Pelo que é que estás agradecida (o)?
No meio de todo o caos que muitas vezes sou responsável, tenho a dizer que sou uma pessoa abençoada, pela família que tenho, pelo namorado, pelos pequenos luxos que posso fazer. Por ter um tecto, por ser saudável e por ter pessoas que realmente se preocupam comigo.
29. O que é que precisas de deixar ir?
A insegurança e a tristeza.
30. Se ainda não conquistaste o que é que tens a perder?
A credibilidade perante as pessoas...
O meu propósito tem sido descobrir porque é que ainda não desisti e "parti para outra". Muitas vezes os receios falam mais alto e colocamos muita coisa em jogo, em particular a nossa sanidade mental.
Seria tudo mais fácil se realmente conseguíssemos ir em busca do que nos faz realmente felizes.
Este artigo foi inspirado em: http://www.travelettes.net/30-questions-that-made-me-quit-my-job-and-start-traveling/
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Tendo em conta que ando numa fase de muita introspecção, decidi adaptar estas perguntas à mudança. Porque é que ainda não mudei?
1. Se não for agora, então é quando?
Se não for agora, acho que não será mais tarde. O sexto sentido não me engana e realmente sinto que o momento é agora.
2. O que é que farias se ninguém te julgasse?Despedia-me do meu actual emprego, tirava um curso de formação, arranjava um part-time em qualquer lugar para poder financiar a formação e abraçava o meu projecto turístico com toda a força. O melhor é que me poderia dedicar a formar as pessoas, a ensinar e a fazer a diferença nas suas vidas. É o meu grande sonho.
3. Fizeste alguma coisa que valha a pena ser lembrada mais tarde?
Sou parte de uma relação feliz.
4. Tempo ou dinheiro
TEMPO.
5. Qual é a coisa da qual te sentes mais orgulhoso(a) mas que nunca colocarias num Currículo?
Sinto-me orgulhosa por ser tão determinada, por ter um espírito empreendedor, por organizar tão bem a minha casa, os espaços. Sinto-me orgulhosa por tudo o que eu faço com muito amor. Sinto-me orgulhosa de ter viajado sozinha para um país estrangeiro e ter conseguido "sobreviver".
6. Daqui a 20 anos o que é que queres recordar?
Quero recordar a mudança. Que fui capaz.
7. Se tivesses que mudar de país para onde seria e porquê?
Gostava de mudar para a Alemanha. Sei que é um amor incompreendido, mas identifico-me muito com a cultura. E adoro a língua. E a gastronomia :)
8. Qual é a coisa que sempre quiseste fazer desde que eras uma criança?
Viajar muito.
9. Quando é que te apercebeste que a vida é demasiado curta?
Quando comecei a perceber que tenho desperdiçado o meu tempo em coisas que não gosto realmente de fazer.
10. Que memória do passado te faz mesmo sorrir?
Quando consegui entrar na Universidade.
11. Sentes-te orgulhoso (a) do que estás a fazer ou do que já fizeste?
Do que eu já fiz.
12. Daqui a um ano como é que queres ser diferente?
Quero ser diferente como profissional.
13. Estás a fazer aquilo em que acreditas ou estás a contentar-te com o que fazes?
Estou a não querer contentar-me.
14. O que é que precisas para fazer acontecer?
Preciso de que alguém me empurre e me faça acreditar. Que me diga: arrisca, não importa que falhes, mas pelo menos vais em busca do teu sonho.
15. O que é que realmente amas na vida?
A paz, os dias de sol, as folhas no outono, a família, o amor, a tranquilidade.
16. Quando é que foi a última vez que notaste o som da tua própria respiração?
Quando decidi experimentar Yoga.
17. O teu maior medo alguma vez se tornou realidade?
Não. Mas eventualmente tornará. Não há nada pior que termos medo de perder as pessoas que mais amamos e isso realmente suceder, um dia.
18. O que é o sucesso para ti?
O sucesso é ser feliz no que eu faço. Sucesso é sentir-me completamente realizada profissionalmente. Sem fingimentos.
19. O que te faz sentir maravilhosa em relação a ti?
A minha capacidade de amar as pessoas à minha volta.
20. O que é que mais admiras no mundo?
A Natureza. A obra de Deus.
21. Se a vida é tão curta, porque é que fazemos tantas coisas que não gostamos?
Por obrigação. Por medo.
22. Quando é que foi a última vez que começaste alguma coisa nova?
Ontem. Porque na verdade ideias e projectos não me faltam... falta-me saber que consigo ir mais longe. Saber que se fosse possível, arriscaria tudo.
23. Por ordem de importância, como classificarias: felicidade, dinheiro, amor, saúde, fama?
Felicidade, Amor, Saúde, Dinheiro, Fama.
24. O que e que não durou para sempre, mas mesmo assim valeu a pena?
Trabalhar nas "Casinhas de Natal".
25. O que é que o medo ou o facto de falhar te impediu de fazer?
Seguir realmente o rumo que quero dar à minha vida. É a única coisa que neste momento me impede.
26. Numa palavra, como é que passarias o último mês da tua vida?
Vivendo sem limitações (está bem, foram 3 palavras... mas necessárias :))
27. Pelo que queres ser conhecida(o)?
Pela perseverança.
28. Pelo que é que estás agradecida (o)?
No meio de todo o caos que muitas vezes sou responsável, tenho a dizer que sou uma pessoa abençoada, pela família que tenho, pelo namorado, pelos pequenos luxos que posso fazer. Por ter um tecto, por ser saudável e por ter pessoas que realmente se preocupam comigo.
29. O que é que precisas de deixar ir?
A insegurança e a tristeza.
30. Se ainda não conquistaste o que é que tens a perder?
A credibilidade perante as pessoas...
O meu propósito tem sido descobrir porque é que ainda não desisti e "parti para outra". Muitas vezes os receios falam mais alto e colocamos muita coisa em jogo, em particular a nossa sanidade mental.
Seria tudo mais fácil se realmente conseguíssemos ir em busca do que nos faz realmente felizes.
Este artigo foi inspirado em: http://www.travelettes.net/30-questions-that-made-me-quit-my-job-and-start-traveling/
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Desabafos,
eu
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
2 Anos!
Faz hoje 2 anos que o Blog nasceu! :) ... Nasceu de uma ideia numa escada rolante, num centro comercial, enquanto conversava com o meu M. Nasceu antes de um turno da noite. Nasceu da vontade de mostrar ao mundo que há coisas que nem contadas as pessoas acreditam no que se passa atrás de um balcão de uma recepção. Nem acredito que passaram dois anos...
Ainda hoje dei por mim a recordar aquela época fatídica em que tínhamos o jantar daquele grupo de empresários duas quartas-feiras por mês. Numa das vezes (uma das últimas e na altura em que eu já estava mesmo a querer pôr-me a andar), estava na Recepção, a servir as pessoas no jantar, a recolher a louça, a atender o telefone, a servir no bar, a levantar as mesas do jantar... até que com a pressa, escorrego no chão gordurento da cozinha e caio em cheio com o meu "bum-bum"... Quando me vi naquela posição de tartaruga, pensei para mim: chegaste ao fundo.
Parabéns ao Blog e a vocês, que me acompanham há 2 anos :) Obrigada.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Ainda hoje dei por mim a recordar aquela época fatídica em que tínhamos o jantar daquele grupo de empresários duas quartas-feiras por mês. Numa das vezes (uma das últimas e na altura em que eu já estava mesmo a querer pôr-me a andar), estava na Recepção, a servir as pessoas no jantar, a recolher a louça, a atender o telefone, a servir no bar, a levantar as mesas do jantar... até que com a pressa, escorrego no chão gordurento da cozinha e caio em cheio com o meu "bum-bum"... Quando me vi naquela posição de tartaruga, pensei para mim: chegaste ao fundo.
Parabéns ao Blog e a vocês, que me acompanham há 2 anos :) Obrigada.
fonte da imgem: favim.com
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Curiosidades,
eu,
Histórias,
Trabalhar
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Novidades!
Como as Redes Sociais estão na moda e sendo eu uma viciada em Internet, finalmente inaugurei a página no Facebook do "Diário". Estou muito feliz porque tenho recebido muitos e-mails de seguidores do Blog e o meu objectivo sempre foi criar um blog dirigido às pessoas. Muito obrigada por me acompanharem! Muito obrigada mesmo por fazerem valer a pena a minha dedicação, por me incentivarem a escrever e por me inspirarem. Sinto que o Blog continua a crescer e não poderia estar mais satisfeita!!
Então depois deste bocadinho mais sentimental, dou por aberta a sessão de inauguração da página no Facebook: https://www.facebook.com/diario.ex.recepcionista?ref=hl Entrem, revejam histórias, inspirem-se e inaugurem também esta página que pretende acompanhar os vossos dias.
Entretanto, já regressei das minhas férias. A primeira semana foi muito complicada... foi quase como entrar num comboio em andamento, mas obrigarem-me a ir no tejadilho do comboio a correr. Então hoje fiz uma pausa. Preciso de recuperar energias, de encontrar o meu equilíbrio, de me organizar e de me dedicar a coisas que eu gosto. Desde cedo que tenho traçado um caminho para mim: ser uma freelancer, trabalhar por minha conta e sentir-me realizada. Ainda me falta muito para chegar onde quero, mas sei que já estive mais longe. Por isso aqui estou hoje, a dedicar-me às coisas que gosto :)
Não há nada como sentir liberdade.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Então depois deste bocadinho mais sentimental, dou por aberta a sessão de inauguração da página no Facebook: https://www.facebook.com/diario.ex.recepcionista?ref=hl Entrem, revejam histórias, inspirem-se e inaugurem também esta página que pretende acompanhar os vossos dias.
Entretanto, já regressei das minhas férias. A primeira semana foi muito complicada... foi quase como entrar num comboio em andamento, mas obrigarem-me a ir no tejadilho do comboio a correr. Então hoje fiz uma pausa. Preciso de recuperar energias, de encontrar o meu equilíbrio, de me organizar e de me dedicar a coisas que eu gosto. Desde cedo que tenho traçado um caminho para mim: ser uma freelancer, trabalhar por minha conta e sentir-me realizada. Ainda me falta muito para chegar onde quero, mas sei que já estive mais longe. Por isso aqui estou hoje, a dedicar-me às coisas que gosto :)
Não há nada como sentir liberdade.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
eu,
Novidades
sábado, 28 de junho de 2014
Confissões de uma Ex-Recepcionista.
Cada dia que passa lembro-me aqui deste meu cantinho, que está a ser negligenciado... a ser alvo de uma incorrecta gestão de tempo... Shame on me, confesso...
Tenho que reconhecer uma coisa muito positiva de começar no mercado de trabalho atrás de uma recepção de um hotel: ficamos preparados paraquase tudo:
- maus humores de chefes (isto aprendemos com os hóspedes mal encarados)
- trabalhar horas infinitas
- conseguimos completar diversas tarefas ao mesmo tempo
- lidar com telefonemas/clientes chatos
- conseguimos trabalhar no caos
- e eu, pessoalmente, consigo avaliar a perfeição de uma tosta mista e de um sumo natural de laranja, quando vou lanchar a um qualquer sítio por aí.
Tenho a dizer que neste momento tenho uma relação de amor-ódio com a hotelaria. A parte do amor renasceu quando virei hóspede - muahahahahah (uma tendência que tem vinho a aumentar nos últimos meses devido ao meu novo trabalho). A parte do ódio continua cá dentro quando me lembro de coisas que me fizeram escrever este post.
Mas querem saber uma coisa muito, muito estranha? Sonho muitas vezes com o hotel... que estou atrasada, que estou na recepção, com os meus colegas... e neste momento de pura loucura e confissões... tenho saudades de algumas coisas... de algumas rotinas... Epá, nem acredito que disse isto. Mas é só um bocadinho. São mais as coisas das quais não tenho saudades... Encerramos agora aqui este capítulo semi-lamechas. Ninguém fala mais sobre esta minha confissão.
Gostava, agora, de fazer uma pequena dissertação sobre a minha perspectiva do mundo hoteleiro, mas do lado certo do balcão: o de fora
Em Maio hospedei-me num hotel em Lisboa e tive pena dos recepcionistas mal pus o pé na porta. Não consigo esconder isso. Depois, tive que me deslocar a outro hotel e em conversa com o recepcionista disse-lhe também que já tinha sido Recepcionista, mas que tinha fugido. Responde-me ele: "Fez muito bem! É preciso muita paciência..." Ai, como eu sei disso. E nem sonhas tu, caro ex-colega, as histórias que eu já contei aqui. Mas não te podia dizer, porque sou uma "Anónima".
Eu sou daquelas hóspedes que não dá trabalho. Compreendo bem as informações que me são transmitidas na Recepção de Hotel, uso o serviço de despertar apenas se o conseguir accionar com o telefone do quarto, não usurpo as amenities em todos os dias que lá estou, só sujo uma toalha de rosto e uma de banho (sim, caros hóspedes, lá por terem duas toalhas de cada espécie no quarto não quer dizer que as tenham que utilizar todas no mesmo dia! - Cof, cof, desculpem este aparte... há coisas que ficam "cá dentro"), deixo a casa de banho arrumadinha, o lixo dentro dos saquinhos de plástico, a cama em jeito de ser feita e não ponho roupa espalhada por todo o lado.Sou é, irremediavelmente exigente com a limpeza, talvez por saber como se processa tudo. Não posso ver cabelos de outras pessoas na casa de banho e passo os lençóis a pente fino antes de me deitar. De resto, valorizo e muito o trabalho de todos os funcionários. Mas neste caso, uma das recepcionistas era tão antipática que tive que reclamar. Oh senhora, eu sei que o seu trabalho é super chato, mas ninguém tem culpa.
Outra coisa que me despedaça o coração é ver estagiários atrás do balcão: NÃO! POR FAVOR! MUDEM ENQUANTO É TEMPO. Tanto da primeira, como da segunda vez que lá estive, vi várias carinhas novas a tentar ser o mais competentes e profissionais possível. Estavam, evidentemente, a sair-se bem. Mas repensem nas vossas opções...
Uma coisa que continuo a ser muito boa é a decorar números dos quartos... dos outros! Tanto tempo que andei a decorar e a relacionar hóspedes e números de quartos, que não pensei que eu também precisasse de um quarto, um dia, eventualmente (é que durante o tempo que trabalhei no Hotel, não tinha sequer tempo para ir de férias e alojar-me num hotel... é como se me tivesse esquecido de ser hóspede!).
Então tenho a cena mais engraçada para contar enquanto hóspede:
Primeiro dia do pequeno almoço, depois de uma quase directa em trabalho. Chego eu e os restantes colegas à Sala do Pequeno Almoço e a menina pede-nos o número dos quartos. Auxiliei os meus colegas na árdua tarefa de recordar o número dos seus quartos. Eu, que fiquei para o fim, tive que ir confirmar o número do meu quarto ao Recepcionista. E lá fui, depois, tomar o pequeno almoço.
Uma coisa é certa, é muito estranho estar do outro lado. Ser Recepcionista de hotel é uma coisa que vai ficar realmente para sempre, não importa há quanto tempo abandonámos a profissão. Vai sempre reflectir-se nas pequenas coisas: nas gorjetas que deixamos, na compaixão que sentimos pelos ex-colegas, na partilha de histórias interessantes. E num outro lado de loucura, posso dizer também que tenho muito orgulho em ter tido a oportunidade de envergar uma farda imaculada de Recepcionista. Continua ali, no cantinho do meu armário... :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Tenho que reconhecer uma coisa muito positiva de começar no mercado de trabalho atrás de uma recepção de um hotel: ficamos preparados para
- maus humores de chefes (isto aprendemos com os hóspedes mal encarados)
- trabalhar horas infinitas
- conseguimos completar diversas tarefas ao mesmo tempo
- lidar com telefonemas/clientes chatos
- conseguimos trabalhar no caos
- e eu, pessoalmente, consigo avaliar a perfeição de uma tosta mista e de um sumo natural de laranja, quando vou lanchar a um qualquer sítio por aí.
Tenho a dizer que neste momento tenho uma relação de amor-ódio com a hotelaria. A parte do amor renasceu quando virei hóspede - muahahahahah (uma tendência que tem vinho a aumentar nos últimos meses devido ao meu novo trabalho). A parte do ódio continua cá dentro quando me lembro de coisas que me fizeram escrever este post.
Mas querem saber uma coisa muito, muito estranha? Sonho muitas vezes com o hotel... que estou atrasada, que estou na recepção, com os meus colegas... e neste momento de pura loucura e confissões... tenho saudades de algumas coisas... de algumas rotinas... Epá, nem acredito que disse isto. Mas é só um bocadinho. São mais as coisas das quais não tenho saudades... Encerramos agora aqui este capítulo semi-lamechas. Ninguém fala mais sobre esta minha confissão.
Gostava, agora, de fazer uma pequena dissertação sobre a minha perspectiva do mundo hoteleiro, mas do lado certo do balcão: o de fora
Em Maio hospedei-me num hotel em Lisboa e tive pena dos recepcionistas mal pus o pé na porta. Não consigo esconder isso. Depois, tive que me deslocar a outro hotel e em conversa com o recepcionista disse-lhe também que já tinha sido Recepcionista, mas que tinha fugido. Responde-me ele: "Fez muito bem! É preciso muita paciência..." Ai, como eu sei disso. E nem sonhas tu, caro ex-colega, as histórias que eu já contei aqui. Mas não te podia dizer, porque sou uma "Anónima".
Eu sou daquelas hóspedes que não dá trabalho. Compreendo bem as informações que me são transmitidas na Recepção de Hotel, uso o serviço de despertar apenas se o conseguir accionar com o telefone do quarto, não usurpo as amenities em todos os dias que lá estou, só sujo uma toalha de rosto e uma de banho (sim, caros hóspedes, lá por terem duas toalhas de cada espécie no quarto não quer dizer que as tenham que utilizar todas no mesmo dia! - Cof, cof, desculpem este aparte... há coisas que ficam "cá dentro"), deixo a casa de banho arrumadinha, o lixo dentro dos saquinhos de plástico, a cama em jeito de ser feita e não ponho roupa espalhada por todo o lado.Sou é, irremediavelmente exigente com a limpeza, talvez por saber como se processa tudo. Não posso ver cabelos de outras pessoas na casa de banho e passo os lençóis a pente fino antes de me deitar. De resto, valorizo e muito o trabalho de todos os funcionários. Mas neste caso, uma das recepcionistas era tão antipática que tive que reclamar. Oh senhora, eu sei que o seu trabalho é super chato, mas ninguém tem culpa.
Outra coisa que me despedaça o coração é ver estagiários atrás do balcão: NÃO! POR FAVOR! MUDEM ENQUANTO É TEMPO. Tanto da primeira, como da segunda vez que lá estive, vi várias carinhas novas a tentar ser o mais competentes e profissionais possível. Estavam, evidentemente, a sair-se bem. Mas repensem nas vossas opções...
Uma coisa que continuo a ser muito boa é a decorar números dos quartos... dos outros! Tanto tempo que andei a decorar e a relacionar hóspedes e números de quartos, que não pensei que eu também precisasse de um quarto, um dia, eventualmente (é que durante o tempo que trabalhei no Hotel, não tinha sequer tempo para ir de férias e alojar-me num hotel... é como se me tivesse esquecido de ser hóspede!).
Então tenho a cena mais engraçada para contar enquanto hóspede:
Primeiro dia do pequeno almoço, depois de uma quase directa em trabalho. Chego eu e os restantes colegas à Sala do Pequeno Almoço e a menina pede-nos o número dos quartos. Auxiliei os meus colegas na árdua tarefa de recordar o número dos seus quartos. Eu, que fiquei para o fim, tive que ir confirmar o número do meu quarto ao Recepcionista. E lá fui, depois, tomar o pequeno almoço.
Uma coisa é certa, é muito estranho estar do outro lado. Ser Recepcionista de hotel é uma coisa que vai ficar realmente para sempre, não importa há quanto tempo abandonámos a profissão. Vai sempre reflectir-se nas pequenas coisas: nas gorjetas que deixamos, na compaixão que sentimos pelos ex-colegas, na partilha de histórias interessantes. E num outro lado de loucura, posso dizer também que tenho muito orgulho em ter tido a oportunidade de envergar uma farda imaculada de Recepcionista. Continua ali, no cantinho do meu armário... :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Curiosidades,
eu,
Histórias,
mudança,
Novas experiências
terça-feira, 1 de abril de 2014
Exercício, Linhas e Sapatos
O tempo tem voado e eu não tenho acompanhado a velocidade. Mas o que é que se passa com os dias que passam a correr? Tenho andado atarantada com tanta tarefa que já implorava por uma pausazita.
Nos entretantos, já me comecei a vacinar contra eventos. E já me apercebi também que trabalhar no hotel tinha uma (unicazinha) coisa positiva: caminhava tanto que conseguia manter a linha. Agora, 7h atrás de uma secretária obriga-me a pensar nos snacks do meio da manhã, a fazer três série de 12 repetições de agachamentos e andar com um termo de chá atrás para não me esquecer de beber líquidos. Sim, isto acontece-me... e não, ainda não fui apanhada em posições estranhas de agachamento enquanto trabalho... Lucky me!
Neste novo trabalho o que mais exercitamos é a gastronomia e os vinhos. Vamos para visitas, pumba, prova lá um vinho, temos reuniões, pumba, toma lá um almoço hiper calórico, temos que trabalhar até tarde, pumba... toma lá bolachinhas de água e sal que é que o que há na despensa e é para aprenderes a comer mais ao almoço e não te dar a fome ao fim do dia.
Contudo, para não pensarem que me tornei numa bola, tenho também a assinalar tarefas físicas desgastantes a que já fui submetida:
1- Salto alto. Caixas para carregar. 500 metros. Paralelo durante 100 metros. 3 viagens. Sol quente de primavera (que ao que parece anda desaparecido). Vantagem: comprei uns sapatos novos no Vasco da Gama. Desgastei o bife do almoço que não devia ter comido porque era sexta-feira de Quaresma...
2- Copos infinitos. Montar sala (i.e. carregar mesas e cadeiras). 3 minutos a caminhar entre o local dos materiais e a sala - inclui escadaria de pedra gigante (materiais: caixas de vinho, champanheiras, gelo, brochuras e coisas bonitas para os convidados). 2 dias seguidos. Vantagem: perdi umas gramas.
3- Reza a lenda que a partir daqui só piora.
Nota mental: andar sempre com um par de sapatos extra, de preferência rasteiros e que se assemelhem a pantufinhas.
E está na hora de mais uns agachamentos...
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Nos entretantos, já me comecei a vacinar contra eventos. E já me apercebi também que trabalhar no hotel tinha uma (unicazinha) coisa positiva: caminhava tanto que conseguia manter a linha. Agora, 7h atrás de uma secretária obriga-me a pensar nos snacks do meio da manhã, a fazer três série de 12 repetições de agachamentos e andar com um termo de chá atrás para não me esquecer de beber líquidos. Sim, isto acontece-me... e não, ainda não fui apanhada em posições estranhas de agachamento enquanto trabalho... Lucky me!
Neste novo trabalho o que mais exercitamos é a gastronomia e os vinhos. Vamos para visitas, pumba, prova lá um vinho, temos reuniões, pumba, toma lá um almoço hiper calórico, temos que trabalhar até tarde, pumba... toma lá bolachinhas de água e sal que é que o que há na despensa e é para aprenderes a comer mais ao almoço e não te dar a fome ao fim do dia.
Contudo, para não pensarem que me tornei numa bola, tenho também a assinalar tarefas físicas desgastantes a que já fui submetida:
1- Salto alto. Caixas para carregar. 500 metros. Paralelo durante 100 metros. 3 viagens. Sol quente de primavera (que ao que parece anda desaparecido). Vantagem: comprei uns sapatos novos no Vasco da Gama. Desgastei o bife do almoço que não devia ter comido porque era sexta-feira de Quaresma...
2- Copos infinitos. Montar sala (i.e. carregar mesas e cadeiras). 3 minutos a caminhar entre o local dos materiais e a sala - inclui escadaria de pedra gigante (materiais: caixas de vinho, champanheiras, gelo, brochuras e coisas bonitas para os convidados). 2 dias seguidos. Vantagem: perdi umas gramas.
3- Reza a lenda que a partir daqui só piora.
Nota mental: andar sempre com um par de sapatos extra, de preferência rasteiros e que se assemelhem a pantufinhas.
E está na hora de mais uns agachamentos...
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Histórias,
Polivalência,
turismo
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Keep calm...?!
Amanhã começa a minha aventura nos eventos: PÂNICO. Estou aterrorizada, angustiada, desconfiada e muito expectante... Estarei ausente do blog por uns dias, mas de certeza que quando voltar trarei histórias na algibeira. Vão ser 4 dias de pura adrenalina... Não posso esconder este apertozinho no peito... não sei se típico das novas experiências ou de saber que vou trabalhar 2 semanas seguidas sem fins de semana.... Já não estou habituada, confesso.... Nem a família... nem ele. Anda aqui tudo contente com o evento e eu feita barata tonta sem saber o que pensar. Parte engraçada: poder participar nas actividades paralelas a decorrer... vou vingar-me nos chocolates, nos frutos do mar e no espumante, para esquecer não sei bem o quê. Estou mesmo em Pânico! Mais do que pânico... angustiada.
E depois há a questão feminina das coisas... o que vestir, o que calçar, como domar uma juba encaracolada indomável? Aceito sugestões: o ambiente é chique, num edifício chique, com pessoas chiques... e há um pequeno pormenor, vou ter que caminhar muito durante os 4 dias. Help?
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
E depois há a questão feminina das coisas... o que vestir, o que calçar, como domar uma juba encaracolada indomável? Aceito sugestões: o ambiente é chique, num edifício chique, com pessoas chiques... e há um pequeno pormenor, vou ter que caminhar muito durante os 4 dias. Help?
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
eu,
turismo
Dream Mode: On
Ainda influenciada pela música de ontem, pus-me a sonhar um pouco... aquela letra tem qualquer coisa que me desperta desejo nas coisas. Faz-me querer que me peçam para me mimar e para cuidarem de mim. Faz-me querer receber um ramo de flores no local de trabalho, faz-me querer receber, inesperadamente, cupcakes lamechas, cheios de chocolate e morangos. Faz-me querer que me dêem um beijo na minha bochecha e no olhar se veja o quanto me amam. Faz-me querer que partilhem os sentimentos bonitos. Faz-me querer que me surpreendam, me deixem recadinhos, mensagens, frases bonitas. Faz-me querer voar até às nuvens. Faz-me querer ser uma personagem numa bonita história de amor. Faz-me querer não querer acordar.
Não há nada mais bonito no mundo do que sentirmos que somos uma pessoa amada. Não há nada mais triste no mundo que sentir que não somos mais nada.
E sim... a tal música continua em modo repeat.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Não há nada mais bonito no mundo do que sentirmos que somos uma pessoa amada. Não há nada mais triste no mundo que sentir que não somos mais nada.
E sim... a tal música continua em modo repeat.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Marcadores:
confissões,
Desabafos,
eu
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Eu e... eu
Existe o eu da ex-recepcionista, o eu da técnica superior; existe o eu profissional e o eu que ninguém vê. Existe o eu que confidencia, o eu recatado, o eu envergonhado e o eu que manda nisto tudo. No fim de contas existo só eu, com muitos "eus" cá dentro. E este discurso tão cheio de rodeios serve apenas para dizer que para além da minha profissão, existo eu, genuinamente. O eu genuíno que vou querer mostrar aqui neste Blog. Porque não há nada como ser uma anónima e escrever. Escrever de tudo, para além do trabalho atrás de uma secretária, para além dos sonhos desfeitos, das conquistas conseguidas. Escrever sobre o que existe na pessoa atrás da secretária.
Bem vindos também, ao meu mundo :)
Agora vamos ao assunto de interesse do dia:
Acordei viciada nesta música... : http://www.youtube.com/watch?v=LWo1u421Orw
Talvez seja só eu, mas tenho arrepios cada vez que a ouço (e importa referir que a estou a ouvir desde as 9h em modo Repeat - TRUE STORY - sim, houve uma pausa forçada na hora de almoço... forçada, sublinho). Esta música está no meu top pessoal-e-extremamente-selectivo de músicas para a vida.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Bem vindos também, ao meu mundo :)
Agora vamos ao assunto de interesse do dia:
Acordei viciada nesta música... : http://www.youtube.com/watch?v=LWo1u421Orw
Talvez seja só eu, mas tenho arrepios cada vez que a ouço (e importa referir que a estou a ouvir desde as 9h em modo Repeat - TRUE STORY - sim, houve uma pausa forçada na hora de almoço... forçada, sublinho). Esta música está no meu top pessoal-e-extremamente-selectivo de músicas para a vida.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Assinar:
Postagens (Atom)













