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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

2 Anos!

Faz hoje 2 anos que o Blog nasceu! :) ... Nasceu de uma ideia numa escada rolante, num centro comercial, enquanto conversava com o meu M. Nasceu antes de um turno da noite. Nasceu da vontade de mostrar ao mundo que há coisas que nem contadas as pessoas acreditam no que se passa atrás de um balcão de uma recepção. Nem acredito que passaram dois anos...
Ainda hoje dei por mim a recordar aquela época fatídica em que tínhamos o jantar daquele grupo de empresários duas quartas-feiras por mês. Numa das vezes (uma das últimas e na altura em que eu já estava mesmo a querer pôr-me a andar), estava na Recepção, a servir as pessoas no jantar, a recolher a louça, a atender o telefone, a servir no bar, a levantar as mesas do jantar... até que com a pressa, escorrego no chão gordurento da cozinha e caio em cheio com o meu "bum-bum"... Quando me vi naquela posição de tartaruga, pensei para mim: chegaste ao fundo.

Parabéns ao Blog e a vocês, que me acompanham há 2 anos :) Obrigada.

fonte da imgem: favim.com


(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"Sometimes you win, sometimes you learn"

Às vezes não sei se é defeito meu, se exijo demasiado do mundo, se tenho expectativas tão grandes que acabo por me "auto-defraudar". Estou numa fase em que me sinto completamente à deriva. Eu sei que o Blog é para vos entreter um pouco, para contar coisas engraçadas... mas hoje sinto mesmo que bati no fundo. Estou a precisar simplesmente de escrever. De desabafar. Estou a precisar de exteriorizar tudo, sem pensar que alguém que me esteja a ouvir está a pensar que eu sou apenas doida, que ando sempre a arranjar conflitos interiores. Sem pensar que estou a desiludir alguém.
Estava sentada no meu gabinete, a ver a chuva a cair e a tentar concentrar-me. Mas não conseguia. Só tinha mesmo vontade de pegar nas minhas coisas e não voltar a aparecer mais. O que é que se passa. Perguntam-me... vocês, o mundo, eu... Não sei, respondo eu. Respondo-vos a vocês, ao mundo, a mim. Simplesmente não sei. Simplesmente descobri que não me sinto realizada em nada que faça. Simplesmente me dei conta que ando a deixar passar os dias e não faço nada por mim, pelos meus sonhos e começo a acreditar que é tarde demais. Porque no meu projecto de vida, já deveria estar orientada. Mas não estou. Sinto-me sozinha e sem norte. Sinto-me realmente à deriva. Tenho os meus sonhos encaixotados, a espreitarem de vez em quando, como se fossem uns pequenos olhinhos num caixote arrumado num sótão escuro.
O que realmente me apetecia era largar tudo. Largar tudo e lutar pelos meus sonhos. Apetecia-me que não existissem coisas negativas. Apetecia-me estar por minha conta, que o dinheiro não fosse importante e que eu pudesse simplesmente partir em busca disto tudo que tenho atravessado no meu caminho.
Estou perdida. Estou mesmo perdida. Nunca me senti assim. Não é como quando queria sair do Hotel, não é como quando me sentia parada no meu percurso. Não sinto que estou pelos cabelos. O que sinto é desanimo, covardia... sinto-me muito pequenina. Sinto que não tenho motivação. Sinto que realmente ainda não encontrei o meu caminho.
Não sinto que queira desistir, na verdade quero ir à luta, mas não por esta causa. Este ainda não é o meu lugar. E quando me apercebo disso, sem saber o que fazer, só consigo deixar rolar estas lagrimitas... E quem me dera que elas resolvessem tudo. Como eu gostava de tirar este nó da minha garganta... porque ultimamente é assim que acordo. Com um nó permanente, como que a lembrar-me do que está a faltar na minha vida. Do que eu deveria estar a fazer. E eu vou engolindo em seco, a ver se passa. Mas cada vez está maior. Cada vez é mais difícil engolir. O que é que eu faço? Estou tão perdida. Quero sair dali. Mas e depois? Estou a falhar na expectativa de todos. Como é que eu vou levar isto para a frente? Como é que eu engulo este nó? Como é que cheguei aqui assim...
Estou lá no fundinho e a acenar a minha mão. Preciso de ajuda.

Será que me aborreço depressa demais das coisas? Sou uma mal agradecida? Será que sou uma pessoa inconformada? Não sei. Não sei nada.
Não quero voltar para lá. Não é o que quero. Sinto-me triste, porque não entendo o que sou. Não entendo porque não me sinto realizada. Só há uma coisa que eu sei: sei o que quero para mim. Só sei que quero trabalhar para mim. Só não tenho é coragem de enfrentar o mundo. Preciso de um novo milagre. Com urgência...

Desculpem o desabafo.






(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Estar no lodo.

Encontro-me num lodo desgraçado.
Para quem não sabe, estar no lodo é uma giría na restauração, que significa estar completamente desorientado, cheio de trabalho e sem saber por onde se virar.
Assim estou eu, e não estou num Hotel. Aprendi este conceito com o meu primeiro companheiro do turno da tarde; um senhor com idade para ser quase meu avô. Muito simpático, paciente e que me ensinou coisas que eu senti que não aprenderia com mais ninguém.
O bichinho do empreendedorismo continuar a mexer-se cá dentro e nos meus piores dias fica-me a segredar ao ouvido: sai porta fora!
Mas ainda não tive coragem.
O que mais me magoa no mundo, não é trabalhar até cair para o lado. É trabalhar para pessoas que são egoístas, rancorosas, vingativas e sem consideração pelo próprio.
Alguém me diz, para que lado fica o norte? Ou a porta de saída. Só para apanhar ar fresco.





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Novidades!

Como as Redes Sociais estão na moda e sendo eu uma viciada em Internet, finalmente inaugurei a página no Facebook do "Diário". Estou muito feliz porque tenho recebido muitos e-mails de seguidores do Blog e o meu objectivo sempre foi criar um blog dirigido às pessoas. Muito obrigada por me acompanharem! Muito obrigada mesmo por fazerem valer a pena a minha dedicação, por me incentivarem a escrever e por me inspirarem. Sinto que o Blog continua a crescer e não poderia estar mais satisfeita!!
Então depois deste bocadinho mais sentimental, dou por aberta a sessão de inauguração da página no Facebook: https://www.facebook.com/diario.ex.recepcionista?ref=hl Entrem, revejam histórias, inspirem-se e inaugurem também esta página que pretende acompanhar os vossos dias.

Entretanto, já regressei das minhas férias. A primeira semana foi muito complicada... foi quase como entrar num comboio em andamento, mas obrigarem-me a ir no tejadilho do comboio a correr. Então hoje fiz uma pausa. Preciso de recuperar energias, de encontrar o meu equilíbrio, de me organizar e de me dedicar a coisas que eu gosto. Desde cedo que tenho traçado um caminho para mim: ser uma freelancer, trabalhar por minha conta e sentir-me realizada. Ainda me falta muito para chegar onde quero, mas sei que já estive mais longe. Por isso aqui estou hoje, a dedicar-me às coisas que gosto :)
Não há nada como sentir liberdade.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sábado, 30 de agosto de 2014

It's Summer Time!

Férias!! YEY!! Férias como as pessoas "normais"! YEY! Finalmente tenho um bronze de verão conseguido com FÉRIAS DE VERÃO! Sim, estou muito contente por finalmente ter a oportunidade de gozar o tempo de ócio que o Estio convida. Praia, passear, deitar tarde, levantar tarde, comer gelados, passear, estar infinitamente despreocupada porque não tenho que estar a gerir folgas em pleno verão, tempo com a família (já disse passear?)... Enfim, é um mundo de escolhas intermináveis que alimentam o meu gosto de viver.
Pronto estou de férias.
Estava a precisar. E para que não ande só aqui a denegrir o meu antigo trabalho como Recepcionista, passo a explicar que também tenho tido dias muiiiiiiiiiitoo complicados  no trabalho. O que me deixa com os cabelos em pé são as reuniões com os mestres máximos. São daquelas pessoas que só existem em novelas, não sabemos bem quando estou a "aprontar" alguma, quando estão a falar a sério ou quando estão a tentar ser competentes. Mas no fundo, não é bem isso que me apoquenta nas reuniões. A verdade é que é muito difícil ser uma mulher, nesta área de trabalho tão direccionado para os homens. Mais difícil se torna, ser jovem e passar por incompetente. Sinto que preciso de estar constantemente a provar a toda a gente que sou capaz, como se nunca confiassem em mim. Depois existe a pressão, de sentir também que têm as expectativas tão elevadas, colocam-me responsabilidades nos ombros que vão muito para além do meu poder dentro da empresa... Mas enfim, não há empregos perfeitos e não há desafio maior que tentar vencer com os maiores obstáculos.

Entretanto, vou aproveitar mais uns raios de sol. Não tarda, chega a hora de me enclausurar no meu gabinete e ficar a sonhar pela janela pelos próximos dias de Verão...

Até breve!!





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sábado, 28 de junho de 2014

Confissões de uma Ex-Recepcionista.

Cada dia que passa lembro-me aqui deste meu cantinho, que está a ser negligenciado... a ser alvo de uma incorrecta gestão de tempo... Shame on me, confesso...
Tenho que reconhecer uma coisa muito positiva de começar no mercado de trabalho atrás de uma recepção de um hotel: ficamos preparados para quase tudo:
- maus humores de chefes (isto aprendemos com os hóspedes mal encarados)
- trabalhar horas infinitas
- conseguimos completar diversas tarefas ao mesmo tempo
- lidar com telefonemas/clientes chatos
- conseguimos trabalhar no caos
- e eu, pessoalmente, consigo avaliar a perfeição de uma tosta mista e de um sumo natural de laranja, quando vou lanchar a um qualquer sítio por aí.

Tenho a dizer que neste momento tenho uma relação de amor-ódio com a hotelaria. A parte do amor renasceu quando virei hóspede - muahahahahah (uma tendência que tem vinho a aumentar nos últimos meses devido ao meu novo trabalho). A parte do ódio continua cá dentro quando me lembro de coisas que me fizeram escrever este post. 
Mas querem saber uma coisa muito, muito estranha? Sonho muitas vezes com o hotel... que estou atrasada, que estou na recepção, com os meus colegas... e neste momento de pura loucura e confissões... tenho saudades de algumas coisas... de algumas rotinas... Epá, nem acredito que disse isto. Mas é só um bocadinho. São mais as coisas das quais não tenho saudades... Encerramos agora aqui este capítulo semi-lamechas. Ninguém fala mais sobre esta minha confissão.

Gostava, agora, de fazer uma pequena dissertação sobre a minha perspectiva do mundo hoteleiro, mas do lado certo do balcão: o de fora
Em Maio hospedei-me num hotel em Lisboa e tive pena dos recepcionistas mal pus o pé na porta. Não consigo esconder isso. Depois, tive que me deslocar a outro hotel e em conversa com o recepcionista disse-lhe também que já tinha sido Recepcionista, mas que tinha fugido. Responde-me ele: "Fez muito bem! É preciso muita paciência..." Ai, como eu sei disso. E nem sonhas tu, caro ex-colega, as histórias que eu já contei aqui. Mas não te podia dizer, porque sou uma "Anónima".
Eu sou daquelas hóspedes que não dá trabalho. Compreendo bem as informações que me são transmitidas na Recepção de Hotel, uso o serviço de despertar apenas se o conseguir accionar com o telefone do quarto, não usurpo as amenities em todos os dias que lá estou, só sujo uma toalha de rosto e uma de banho (sim, caros hóspedes, lá por terem duas toalhas de cada espécie no quarto não quer dizer que as tenham que utilizar todas no mesmo dia! - Cof, cof, desculpem este aparte... há coisas que ficam "cá dentro"), deixo a casa de banho arrumadinha, o lixo dentro dos saquinhos de plástico, a cama em jeito de ser feita e não ponho roupa espalhada por todo o lado.Sou é, irremediavelmente exigente com a limpeza, talvez por saber como se processa tudo. Não posso ver cabelos de outras pessoas na casa de banho e passo os lençóis a pente fino antes de me deitar. De resto, valorizo e muito o trabalho de todos os funcionários. Mas neste caso, uma das recepcionistas era tão antipática que tive que reclamar. Oh senhora, eu sei que o seu trabalho é super chato, mas ninguém tem culpa.
Outra coisa que me despedaça o coração é ver estagiários atrás do balcão: NÃO! POR FAVOR! MUDEM ENQUANTO É TEMPO. Tanto da primeira, como da segunda vez que lá estive, vi várias carinhas novas a tentar ser o mais competentes e profissionais possível. Estavam, evidentemente, a sair-se bem. Mas repensem nas vossas opções...
Uma coisa que continuo a ser muito boa é a decorar números dos quartos... dos outros! Tanto tempo que andei a decorar e a relacionar hóspedes e números de quartos, que não pensei que eu também precisasse de um quarto, um dia, eventualmente (é que durante o tempo que trabalhei no Hotel, não tinha sequer tempo para ir de férias e alojar-me num hotel... é como se me tivesse esquecido de ser hóspede!).

Então tenho a cena mais engraçada para contar enquanto hóspede:
Primeiro dia do pequeno almoço, depois de uma quase directa em trabalho. Chego eu e os restantes colegas à Sala do Pequeno Almoço e a menina pede-nos o número dos quartos. Auxiliei os meus colegas na árdua tarefa de recordar o número dos seus quartos. Eu, que fiquei para o fim, tive que ir confirmar o número do meu quarto ao Recepcionista. E lá fui, depois, tomar o pequeno almoço.

Uma coisa é certa, é muito estranho estar do outro lado. Ser Recepcionista de hotel é uma coisa que vai ficar realmente para sempre, não importa há quanto tempo abandonámos a profissão. Vai sempre reflectir-se nas pequenas coisas: nas gorjetas que deixamos, na compaixão que sentimos pelos ex-colegas, na partilha de histórias interessantes. E num outro lado de loucura, posso dizer também que tenho muito orgulho em ter tido a oportunidade de envergar uma farda imaculada de Recepcionista. Continua ali, no cantinho do meu armário... :)




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Keep calm...?!

Amanhã começa a minha aventura nos eventos: PÂNICO. Estou aterrorizada, angustiada, desconfiada e muito expectante... Estarei ausente do blog por uns dias, mas de certeza que quando voltar trarei histórias na algibeira. Vão ser 4 dias de pura adrenalina... Não posso esconder este apertozinho no peito... não sei se típico das novas experiências ou de saber que vou trabalhar 2 semanas seguidas sem fins de semana.... Já não estou habituada, confesso.... Nem a família... nem ele. Anda aqui tudo contente com o evento e eu feita barata tonta sem saber o que pensar. Parte engraçada: poder participar nas actividades paralelas a decorrer... vou vingar-me nos chocolates, nos frutos do mar e no espumante, para esquecer não sei bem o quê. Estou mesmo em Pânico! Mais do que pânico... angustiada.
E depois há a questão feminina das coisas... o que vestir, o que calçar, como domar uma juba encaracolada indomável? Aceito sugestões: o ambiente é chique, num edifício chique, com pessoas chiques... e há um pequeno pormenor, vou ter que caminhar muito durante os 4 dias. Help?




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

Dream Mode: On

Ainda influenciada pela música de ontem, pus-me a sonhar um pouco... aquela letra tem qualquer coisa que me desperta desejo nas coisas. Faz-me querer que me peçam para me mimar e para cuidarem de mim. Faz-me querer receber um ramo de flores no local de trabalho, faz-me querer receber, inesperadamente, cupcakes lamechas, cheios de chocolate e morangos. Faz-me querer que me dêem um beijo na minha bochecha e no olhar se veja o quanto me amam. Faz-me querer que partilhem os sentimentos bonitos. Faz-me querer que me surpreendam, me deixem recadinhos, mensagens, frases bonitas. Faz-me querer voar até às nuvens. Faz-me querer ser uma personagem numa bonita história de amor. Faz-me querer não querer acordar.
Não há nada mais bonito no mundo do que sentirmos que somos uma pessoa amada. Não há nada mais triste no mundo que sentir que não somos mais nada.

E sim... a tal música continua em modo repeat.



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Eu e... eu

Existe o eu da ex-recepcionista, o eu da técnica superior; existe o eu profissional e o eu que ninguém vê. Existe o eu que confidencia, o eu recatado, o eu envergonhado e o eu que manda nisto tudo. No fim de contas existo só eu, com muitos "eus" cá dentro. E este discurso tão cheio de rodeios serve apenas para dizer que para além da minha profissão, existo eu, genuinamente. O eu genuíno que vou querer mostrar aqui neste Blog. Porque não há nada como ser uma anónima e escrever. Escrever de tudo, para além do trabalho atrás de uma secretária, para além dos sonhos desfeitos, das conquistas conseguidas. Escrever sobre o que existe na pessoa atrás da secretária.
Bem vindos também, ao meu mundo :)



Agora vamos ao assunto de interesse do dia:

Acordei viciada nesta música... : http://www.youtube.com/watch?v=LWo1u421Orw
Talvez seja só eu, mas tenho arrepios cada vez que a ouço (e importa referir que a estou a ouvir desde as 9h em modo Repeat - TRUE STORY - sim, houve uma pausa forçada na hora de almoço... forçada, sublinho). Esta música está no meu top pessoal-e-extremamente-selectivo de músicas para a vida.



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Let's get it started...

Estou já sem unhas de tanto as roer, tal é o nervoso miudinho. Do que é que tenho receio? Não sei bem... de falhar, de não saber lidar com as pessoas, de não me adaptar...
Apesar de ter experiência ao balcão, de ter experiência e ser dedicada no atendimento ao público, são os colegas que sempre me metem mais medo. Fui feita para trabalhar isolada do mundo, encaixotada numa secretária, sem ter que lidar com equipas de trabalho, especialmente em meios pequenos. É tão irónico...
Sou tão fechada ao mundo que tenho pânico de pessoas novas. Não gosto de conversas de circunstâncias, de contar a minha vida a colegas de trabalho... gosto apenas de ser eu, caladita, reservada e sem me sentir na obrigação de ter que estar a fingir coisas que não sou. Toda a gente diz que devemos ser nós próprios, não temos que agradar a toda a gente.... e será que isso se pode aplicar no mundo do trabalho? Se formos profissionais, não precisamos de ser mais nada. Não precisamos de ser uns cínicos, super queridinhos uns para os outros. Só temos que chegar, fazer o nosso trabalho e não misturar mais nada. É assim que eu gosto, a menos que se encontre alguém no local de trabalho que nos inspire confiança e torne o trabalho mais leve e suportável.
O problema é que trabalhando só com mulheres, duvido muito... mas posso estar enganada


Até breve, de um novo local de trabalho :)




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Goodbye, cruel world!

É oficial! Estou divorciada da hotelaria. Estive de férias, é verdade, e algumas coisas mudaram... segundo a minha perspectiva, para melhor... but who knows?
Para não pensarem que sou uma pessoa sem consideração nenhuma pela Hotelaria, esta área que prontamente me acolheu após longos meses no desemprego, partilho com vocês a minha carta de despedida que dirigi a este sector do Turismo:

Querida Hotelaria,
não sei bem como te dizer isto, mas como deves ter reparado as coisas entre nós já não andavam muito bem... no meio de todo o stress emocional que me foste causando, fui esquecendo os tempos em que fomos felizes e fui esquecendo o motivo que me levava a estar contigo, a trabalhar ao teu lado. Foste esgotando as minhas forças, a minha perseverança e sobretudo a minha sanidade mental. Desculpa, mas já não aguento mais... Tenho que te confessar que no tempo que estive de férias, no tempo que estivemos separadas, conheci outros locais de emprego, onde tudo me pareceu tão positivo e motivador. Experimentei um mundo onde não existem turnos da noite, onde não tenho que estar sozinha e a enlouquecer diariamente. Descobri que não tenho que passar o resto dos meus dias a fazer tostas, a aturar malucos que chamam a GNR por eu não expulsar os bêbados do Bar, a servir com a maior das cortesias as pessoas que vão lá para me humilhar... Encontrei um mundo novo, querida Hotelaria, e lamento imenso, mas tenho que continuar os meus sonhos sem ti. E desculpa que te diga, mas o problema aqui não sou eu... és mesmo tu! Sei que há pessoas que gostam de ti e que te acompanharão para sempre, mas eu não sou uma delas. Aprende a manter essas pessoas e vê se melhoras o teu mau feitio, para não afastares outras tantas de ti.
A minha decisão está tomada e quero divorciar-me de ti. Não há mais nada que possas fazer... não neste momento. 
Talvez nos voltemos a encontrar, não como tua escrava, mas como tua cliente.
Não me peças mais para voltar. Não me procures, porque eu vou fazer o mesmo. E cada vez que vir um anúncio para Recepcionista de Hotel não me vou dar nem ao trabalho de abrir... vou pensar é na pessoa que se vai desgraçar ao relacionar-se contigo.
Despeço-me aqui, Hotelaria, e espero mesmo não ter que te voltar a ver.

Até um dia,
A eterna Recepcionista.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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