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domingo, 11 de janeiro de 2015

The grass is greener where it rains.

Hoje está na algibeira um post demasiado depressivo para ser escrito aqui mas vou-me conter porque o Mundo já é um lugar demasiado triste. Precisava apenas de estar diante desta caixinha de texto por saber que alguém há-de estar desse lado.
Os domingos são, pontualmente, os dias mais emocionalmente desgastantes, o que me dificulta ultrapassar com equilíbrio uma semana de trabalho...
Acho que me estou a desculpar com o pobre do domingo, que não tem culpa desta minha veia depressiva, cada vez mais acentuada. Nem o domingo tem culpa, nem as pessoas à minha volta a têm. O grande problema está em mim. Mas a grande culpada desta minha desorientação, deste meu "afundamento" é da minha ocupação profissional. Está a sugar-me a sanidade, a auto-estima, as horas de sono e tudo o que já fui. Tenho medo de afastar as pessoas que me querem bem. Ninguém atura muito tempo uma "maluquinha". Eu já ando cansada de mim... imagino os outros. Não quero ficar sozinha...
Não estou bem, a sério. E só eu me posso ajudar. Mas como me sinto num beco sem saída, não tenho bem a certeza do que fazer para me ajudar. Quer dizer, tenho uma pequena ideia, mas não pode ser transcrita para o mundo real. Hoje escrevo a página nº 11 de 365, no total. Quem sabe se amanhã não será um novo capítulo?




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Como saber se está infeliz com o seu emprego

Parece uma afirmação quase óbvia. Desde pequenos que temos a mania de sabermos logo o que gostamos e o que não gostamos, e dizemos, sem preconceitos, a quem se atreve a questionar-nos a nossa sincera opinião: batatas fritas em vez de esparregado, da tia Lili em vez da amiga chata da mãe, de jogar tetris debaixo dos lençóis em vez de dormir (olá geração de 80).
Ora bem, parece que com o crescimento surge uma espécie de barreira maquiavélica que não nos permite fazer aquilo que gostamos e esquecemo-nos, inclusivamente, de assumir a nossa posição em relação ao que realmente "nos cai no goto". Temos informação a mais e demasiado confusa na nossa cabeça para perceber se estamos realmente felizes ou acomodados. Por isso é que nunca sabemos se afinal gostamos mesmo do nosso emprego, ou gostamos de uns trocos ao fim do mês e de "estar entretido" durante a semana.
Hoje trago aqui uma lista preciosa de sinais, para que possa perceber se está infeliz com o seu emprego, ou se está a fazer algo que realmente gosta:

Como saber se está infeliz com o seu emprego:


1- Insulta os seus chefes mentalmente enquanto eles falam consigo;
2- Passa o dia a fingir que trabalha, quando na verdade anda a navegar na internet à procura de oportunidades de emprego e de artigos sobre "como saber se chegou a altura de se demitir" ou até mesmo "como saber se está infeliz com o seu emprego";
3- Actualiza o seu Blog na hora de expediente;
4- Não participa de eventos sociais da empresa, porque sabe que os seus colegas são umas ovelhas ronhosas e quando realmente precisa deles ninguém colabora. Entende, portanto, que não vale a pena andar a engraxar ninguém nem fingir que são todos muito amigos só para as "comilanças" (o mesmo se aplica aos seus chefes);
5- Chega atrasado de manhã porque quando pensa em se levantar e olhar para a cara de todos eles, deseja que lhe dê um ataque logo ali na sua confortável cama;
6- Chega atrasado depois de almoço porque "surgiu um imprevisto";
7- Cumpre escrupulosamente o horário de saída, ainda que só tenha entrado ao trabalho meia hora antes (porque surgiu "um imprevisto") pois os horários de saída são para respeitar;
8- Finge ter algum problema a meio da tarde para poder sair mais cedo e ir fazer compras de Natal;
9- Só pensa em maneiras de ser demitido sem justa causa, para que possa, pelo menos, ter algum rendimento enquanto se aventura no Novo Mundo (e para que não pareça tão negativo chegar a casa e dizer: demiti-me! (com ar de super guerreiro). Sempre tem outro impacto chegar a casa e dizer: fui demitido... (e fazer uma cara triste). Os comentários, as reacções e a complacência são outros... acredite.). Em último caso faz Novenas, pede Milagres e reza a todos os Santos que lhe encontrem uma solução para que não lhe renovem o contrato;
10- Na altura de desespero, acorda uma manhã decidido a ir falar com o chefe e negociar a sua saída. Até que chega à empresa e se depara que o chefe, mais uma vez, não aparece nesse dia;
11- Já só consegue pensar numa solução radical: espetar uma tesoura ou qualquer objecto pontiagudo no peito para acabar com o seu sofrimento.

Se respondeu "Sim" a uma ou mais afirmações é melhor mudar de rumo... Ou ainda o vão encontrar numa poça de sangue e com uma tesoura ao lado.
Não descure a sua sanidade mental.  

"You don't hate mondays, you just hate your job".








(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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