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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Como saber se está infeliz com o seu emprego

Parece uma afirmação quase óbvia. Desde pequenos que temos a mania de sabermos logo o que gostamos e o que não gostamos, e dizemos, sem preconceitos, a quem se atreve a questionar-nos a nossa sincera opinião: batatas fritas em vez de esparregado, da tia Lili em vez da amiga chata da mãe, de jogar tetris debaixo dos lençóis em vez de dormir (olá geração de 80).
Ora bem, parece que com o crescimento surge uma espécie de barreira maquiavélica que não nos permite fazer aquilo que gostamos e esquecemo-nos, inclusivamente, de assumir a nossa posição em relação ao que realmente "nos cai no goto". Temos informação a mais e demasiado confusa na nossa cabeça para perceber se estamos realmente felizes ou acomodados. Por isso é que nunca sabemos se afinal gostamos mesmo do nosso emprego, ou gostamos de uns trocos ao fim do mês e de "estar entretido" durante a semana.
Hoje trago aqui uma lista preciosa de sinais, para que possa perceber se está infeliz com o seu emprego, ou se está a fazer algo que realmente gosta:

Como saber se está infeliz com o seu emprego:


1- Insulta os seus chefes mentalmente enquanto eles falam consigo;
2- Passa o dia a fingir que trabalha, quando na verdade anda a navegar na internet à procura de oportunidades de emprego e de artigos sobre "como saber se chegou a altura de se demitir" ou até mesmo "como saber se está infeliz com o seu emprego";
3- Actualiza o seu Blog na hora de expediente;
4- Não participa de eventos sociais da empresa, porque sabe que os seus colegas são umas ovelhas ronhosas e quando realmente precisa deles ninguém colabora. Entende, portanto, que não vale a pena andar a engraxar ninguém nem fingir que são todos muito amigos só para as "comilanças" (o mesmo se aplica aos seus chefes);
5- Chega atrasado de manhã porque quando pensa em se levantar e olhar para a cara de todos eles, deseja que lhe dê um ataque logo ali na sua confortável cama;
6- Chega atrasado depois de almoço porque "surgiu um imprevisto";
7- Cumpre escrupulosamente o horário de saída, ainda que só tenha entrado ao trabalho meia hora antes (porque surgiu "um imprevisto") pois os horários de saída são para respeitar;
8- Finge ter algum problema a meio da tarde para poder sair mais cedo e ir fazer compras de Natal;
9- Só pensa em maneiras de ser demitido sem justa causa, para que possa, pelo menos, ter algum rendimento enquanto se aventura no Novo Mundo (e para que não pareça tão negativo chegar a casa e dizer: demiti-me! (com ar de super guerreiro). Sempre tem outro impacto chegar a casa e dizer: fui demitido... (e fazer uma cara triste). Os comentários, as reacções e a complacência são outros... acredite.). Em último caso faz Novenas, pede Milagres e reza a todos os Santos que lhe encontrem uma solução para que não lhe renovem o contrato;
10- Na altura de desespero, acorda uma manhã decidido a ir falar com o chefe e negociar a sua saída. Até que chega à empresa e se depara que o chefe, mais uma vez, não aparece nesse dia;
11- Já só consegue pensar numa solução radical: espetar uma tesoura ou qualquer objecto pontiagudo no peito para acabar com o seu sofrimento.

Se respondeu "Sim" a uma ou mais afirmações é melhor mudar de rumo... Ou ainda o vão encontrar numa poça de sangue e com uma tesoura ao lado.
Não descure a sua sanidade mental.  

"You don't hate mondays, you just hate your job".








(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dicas para descobrir se tem "bons genes" - e as suas consequências:

Sou daquelas pessoas que os outros indicam como ter "bons genes". Poderia dar muitos exemplos de como a minha carinha passa facilmente por 10 anos mais nova, como daquela vez na discoteca que me pediram o bilhete de identidade... 2 VEZES!!! No entanto, o que trago aqui hoje são dicas para descobrir se padece deste mesmo mal desta mesma condição e que consequências poderá sentir ou vivenciar:

1. Tem um almoço de negócios com um cliente masculino/feminino e as pessoas julgam que é seu pai/mãe (nesta situação, das duas uma: ou você tem mesmo um ar muito jovem, ou o cliente tem um ar de idade muito avançada);

2. Imagine que é do sexo feminino e tem um almoço de negócios com um cliente do sexo masculino. Estão sentados na mesa a discutir questões de trabalho (ou a arranjar temas de conversa) e alguém vos deita um olhar inquisidor durante toda a vossa refeição, julgando que o cliente a contratou como acompanhante de luxo (isto depende muito da maldade que vai na cabeça das pessoas que vos observam; normalmente veem a maldade deles reflectida nos outros. E sim, isto aconteceu-me. O homem passou a refeição a olhar para nós. Este cavalheiro observador estava "acompanhado" por uma "menina" que eu reconheci dos meus tempos de Recepcionista...);

3. Não tem credibilidade no seu emprego (os "dinossauros" dirigem-lhe palavras como: "é só uma miúda", "não constitui realmente uma mais valia para a Empresa", "ainda é nova, ela que carregue com os pesos" e expressões machistas e conservadoras similares);

4. Se tem quase 30 anos e passa pelos miúdos do liceu, é olhada/o como uma/um garota/o (a mim, não é isso que me incomoda. É o ar de superioridade que esta garotada - não toda- hoje em dia pensa que tem);

5. Se comenta alguma dificuldade que tem na vida ou se se mostra solidária/o com alguma situação de um colega, dizem-lhe que ainda é muito nova/o para perceber o que custa realmente a vida (fico sempre a perguntar-me se há uma idade certa para sermos realmente sofredores. Ou as pessoas mais velhas ficam com a ideia que os mais jovens não sofrem e que a vida é um mundo cor-de-rosa que alguém pintou por eles?);

6. Não é possível queixar-se de ter doenças ("os mais velhos" não acreditam que as tenha. Ainda é muito jovem)

8. Se ainda vive com os pais, então não terá credibilidade nenhuma no círculo de colegas do emprego (será o funcionário que não precisa de fins de semana, que não sai a horas, que pode facilmente abdicar da sua agenda pessoal pois não tem filhos para alimentar nem tem o respectivo cônjuge à espera. Fiquem a saber que a minha maior realização pessoal está, exactamente, fora das minhas horas de trabalho. Não são vocês que me enchem de beijinhos, nem me levam a passear);

9. À semelhança das crianças, se alguma coisa correr mal, sempre se pode desculpar que é uma/um jovem com pouca experiência e passar por alguém louco, irreverente e que anda atrás das melhores sensações da vida.

10. Um dia, quando se encontrar nos "-entas" (leia-se quarentas, cinquentas...) vai agradecer continuar com esse ar tão jovem.






(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

domingo, 5 de outubro de 2014

O que precisa de saber na 1ª aula de Yoga

 Sou uma pessoa dada a experimentações e se há coisas que me despertam curiosidade são aulas de grupo de demonstração de qualquer actividade física, porque sei que, à partida, quem vai lá também não percebe muito "da coisa" e assim, fico-me a sentir menos inculta.
Este fim de semana, decidi experimentar, pela primeira vez, uma aula de Yoga Lu-Jong (Yoga tibetano de cura). Estava super entusiasmada com a iniciativa e cheguei com muitas expectativas. Nunca tinha experimentado nada do género, mas sentia-me à vontade, apesar de não saber, quase, "para o que ia".
Depois daquela hora de yoga aprendi coisas essenciais que me vão servir para futuras aulas de yoga (e similares), que vou deixar aqui, para o caso de alguém se encontrar, um dia, eventualmente, na mesma situação que eu.
Ora aqui está a lista das 8 coisas que aprendi:

1 -  É muito importante, muito importante mesmo, andar sempre com os pés minimamente mimados (unhas cortadas, peles tratadas, calos escondidos e se possível, alguma cor nas unhas - ter o dedo grande com a verniz a cascar e ter o dedo a seguir só com um vestígio de verniz não conta...) Se por acaso os seus pés têm sido negligenciados, vai estar a aula toda preocupado (a) com este membro de locomoção e não vai relaxar nem vai preparar o corpo para transformar a mente. Mas também poderá utilizar a solução que lhe apresento no ponto 2:

2 - Ainda sobre os pés, não calce umas meias quaisquer: poderá precisar delas para "tapar as vergonhas" citadas no ponto 1. E não importa o que venha... não as tire, nunca! Nem que os seus pés estejam a ferver. Porque se tiver que ficar muito próximo a alguém da sala, pelo menos os seus pés estão cobertos. É muito importante. Acrescente pontos extra combinando padrões divertidos às suas meias.

3 - Sobre "arranjar um par" para fazer algum dos exercícios da sessão... Escolha sempre alguém do seu sexo. Ou vai arriscar-se a ser apalpado (literalmente!), involuntariamente, por alguém que não conhece de lado nenhum. Quase que me espalhava nesta... Obrigada, senhora dos caracóis, por me ter piscado o olho. Conquistou-me.

4 - Vão existir sempre aquelas pessoas já praticantes que levarão o seu tapetezinho de yoga, roupa a combinar e com o seu ar sereno característico. Não se deixe intimidar! Faça a sua melhor cara de Rambo e aguente aquele exercício que vai desafiar o seu equilíbrio e a elasticidade da sua coluna.

5 - Eventualmente, poderá sentir-se um pouco perdido nas instruções. Basta olhar para os "já praticantes". E coloque também um ar sereno e descontraído, para passar a imagem que percebe mesmo daquilo.

6 - Pelo sim, pelo não, vá exercitando aquele cruzar de pernas "à chinês". Pode ser doloroso e desconfortável na primeira aula.

7 - Muito, muito importante: não se esqueça de respirar. Se não, vai acabar todos os exercícios com uma dor de cabeça inigualável.

8 - Se ficar na última fila, vai ter pesadelos com rabos toda a noite. Se ficar entre as duas primeiras, lembre-se que o seu rabo vai ser o motivo de pesadelo das pessoas das filas de trás.

Depois desta experiência, já me enchi de coragem para fazer outras coisas mais agressivas, tipo Body Pump, Body Jump, Body Combat ou qualquer outra coisa que meta Body pelo meio.



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lições de Vida

Tenho tido saudades de escrever aqui. Não tenho vindo, porque tenho tido uma rotina meia "amalucada". Não me estou a queixar :D Nem podia.
Ora bem, faz um mês e dez dias que estou num trabalho em que não sou recepcionista. Não me posso acostumar muito, que dentro em breve voltarei para trás de um balcão com funções de Técnica de Enoturismo. Estarei numa espécie de posto de turismo para vinhos. Nunca há um dia igual neste meu novo trabalho. Entretanto, aqui estão algumas coisas que já aprendi, observei e constatei:
- é difícil trabalhar numa área tão direccionada para os homens;
- é ainda mais difícil ser a pessoa mais nova de um local de trabalho (em idade e experiência)
- é difícil também suportar chicos-espertismos
- e claro que também é difícil resistir às tentativas de rebaixamento pelas pessoas "mais velhas"
- não é assim tão difícil sobreviver a isto
- é complicado dialogar com pessoas acima dos 50 anos que sejam "muito ocupadas" (salvo excepções)
- é bom trabalhar com pessoas jovens e dinâmicas (facto)
- é difícil trabalhar fechada num sítio onde sou a única que não fuma
- nem toda a gente acorda bem disposta de manhã
- se alguém é extremamente simpático connosco é porque está a aprontar alguma
- ao contrário do que nos ensinaram na escola, se não percebemos uma coisa, não devemos perguntar de novo. Fazemos da maneira que entendemos. De todas as formas, se a tarefa tem que ser avaliada, virá com as eventuais correcções
- é difícil trabalhar com homens que ocupam os cargos de chefias, especialmente se tiverem mau gosto
- é bom poder trabalhar no meu gabinete e ouvir música
- é bom poder sair para reuniões e lanchar numa pastelaria na viagem de regresso
- é bom poder sair e ir a pé a qualquer lado
- os "beirões" são homens terríveis.

Tenho dito :)



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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