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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Definição de Serviço Externo

 Uma das novidades do meu emprego de Não-Recepcionista é o Serviço Externo frequente. Quando estava no Hotel, tive um ou outro serviço super externo, na medida em que tinha de sair do país...
Neste emprego, serviço externo, para além dos eventos fora da nossa cidade, significa sempre alguma Reunião. No entanto, a minha colega orienta-nos sempre, e muito bem, para uma Reunião que aparentemente demora entre 2h a 3h. E é por isso mesmo que adoro o Serviço Externo... Vou passar a enumerar as razões:
1- Se temos de fazer compras de necessidade para os eventos, aproveitamos sempre e fazemos as nossas compras para casa (conferir texto a negrito).
2- Quer tenhamos de sair de manhã, quer tenhamos de sair à tarde, há sempre tempo para um "lanchinho". Não sei se já experimentaram os Muffins de Frutos Silvestres da pastelaria do Continente... eu fiquei fã.
3- Quando calha, temos sempre oportunidade de espreitar as montras do comércio local.
4- Sempre espairecemos do ambiente fechado de tortura da empresa.
5- Consigo andar na rua com aquele ar sofisticado de pasta na mão e a carteira na outra, a parecer uma verdadeira businnes woman.
6- Apanhamos com aquele solinho maravilhoso das tardes de primavera/verão/outono.
7- O tempo até à hora de saída passa mais depressa.
8- E basicamente é isto.
Nos entretantos, também acontecem coisas engraçadas pelo meio:
Numa tarde de Maio, depois de uma breve limpeza de uma arrecadação, decidimos que era necessário adquirir daquelas caixas de plástico de arrumação, para conseguirmos levar algum material para um evento que íamos ter em Junho.
Então, à tarde, pegamos no carro de serviço e dirigimo-nos a um espaço comercial, que para além de ter artigos de organização, tinha também objectos irresistíveis para a casa (foi onde eu comprei o meu mini puff-sofá que tem uma tampinha e onde eu posso arrumar o que anda à solta pelo quarto...combina tão bem com a decoração que era pecado não o trazer.). Comprámos o que necessitámos para a casa, guardámos tudo no carro e fomos espreitar outra loja que também tinha as tais caixas, apenas para comparar preços. Como a última loja não satisfazia as nossas necessidades, voltámos à primeira e lá comprámos as caixas de arrumação. Solicitámos à menina da loja que nos guardasse as caixas por uns minutos, pois pretendíamos ir lanchar na pastelaria ao lado e não nos apetecia nada levar 3 objectos gigantes que mais pareciam mini monovolumes de transporte... Entrámos, conversámos e degustámos o nosso lanche. Abandonámos a pastelaria e dirigimo-nos ao carro, muito animadas a conversar. 
Chegámos à empresa para descarregar as caixas e demos conta que foram totalmente negligenciadas à custa do nosso lanche... Voltámos à loja, que by the way, dista quase 10 km do sítio onde trabalhamos e recuperámos as caixas que estavam religiosamente guardadas.
A parte boa é que quando voltámos pela segunda vez à empresa, já estava na hora de irmos embora...



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Coisas que mudam... outras não.


A melhor coisa que já me aconteceu desde que entrei no mundo do trabalho é saborear os fins de semana, feriados e fins de semana XL. E que sorte, logo este ano que há pontes pelo meio!
Tenho pensado nos "desgraçados" dos meus colegas do hotel, a queixarem-se com o trabalho, com a falta de pessoal, com as horas a mais, com o dinheiro a menos.
Num acto de loucura, fui fazer-lhes uma visita, a um sábado claro, e estava tudo de pantanas. O hotel cheio, com um serviço paralelo de almoço/jantar e um corrupio de louça e roupa diversa. Ah, como as coisas não mudam...
Tenho feito uma profunda introspecção sobre o que já ganhei desde a minha mudança de horários:
- tempo para me dedicar à cozinha;
- tempo para dedicar ao artesanato;
- almoçar tranquilamente no Domingo de Páscoa sem estar a olhar para o relógio, a contar os minutos que tenho para engolir as entradas, o prato e a sobremesa, porque o Padre decidiu atrasar-se na Visita Pascal.
Estas são as mudanças que tanto almejava.

Entretanto, algumas coisas caricatas têm-me acontecido também... Já não lido tanto com o público, mas lido com alguns passantes... nomeadamente jardineiros que trabalham por lá.
Tive o azar de passar pelo Sr. Jardineiro no hall de entrada e do meu colega me ter oferecido para acompanhar o dito Sr. Jardineiro à máquina do café. Acompanhei-o corredor fora e quando chegamos ao bar, pede a uma das minhas colegas que lhe tire um café... Eu improvisei e disse logo que eu o ajudava, que ele andava meio perdido. Depois o Sr. Jardineiro, armado em engatatão por sinal, também me pergunta: Então, estás aqui a estagiar? (qual é a moda agora dos desconhecidos me tratarem por tu?) eu claro que me deu vontade de rir, mas disse-lhe que já trabalhava ali há um par de anos.... hehe não vai descobrir mesmo, né?
Despachei o Sr. Jardineiro. Mas eis que surge outro personagem, que, encostado à porta do meu gabinete me diz: Ah! Pensei que não estava aqui ninguém! E eu com cara de ponto de interrogação... Continua a personagem: Ontem apaguei a luz do TEU gabinete 2 vezes! Tem que se poupar! E eu continuo com cara de um sinal de pontuação, mas desta vez de exclamação. Quer dizer, eu não vou apagar a luz sempre que tenho que me deslocar a outros gabinetes ou tratar de algum assunto... Como é que esta personagem ousa duvidar do meu carinho pelo meio ambiente? Eu! Que faço a separação do lixo, uso folhas de rascunho para não gastar folhas brancas, até não caber nenhum ponto final e só não vou a pé para o trabalho porque não é de todo possível. Agora, aquela personagem que contribui para o maldito ambiente de monóxido de carbono e nicotina dentro daquele edifício, e consequentemente para fazer de mim uma fumadora passiva.... Isso já não interessa... Não é?
Oh home, vá ver se eu estou lá fora... e se eu estiver, pode ir confirmar que apaguei a luz do gabinete.



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Exercício, Linhas e Sapatos

O tempo tem voado e eu não tenho acompanhado a velocidade. Mas o que é que se passa com os dias que passam a correr? Tenho andado atarantada com tanta tarefa que já implorava por uma pausazita.
Nos entretantos, já me comecei a vacinar contra eventos. E já me apercebi também que trabalhar no hotel tinha uma (unicazinha) coisa positiva: caminhava tanto que conseguia manter a linha. Agora, 7h atrás de uma secretária obriga-me a pensar nos snacks do meio da manhã, a fazer três série de 12 repetições de agachamentos e andar com um termo de chá atrás para não me esquecer de beber líquidos. Sim, isto acontece-me... e não, ainda não fui apanhada em posições estranhas de agachamento enquanto trabalho... Lucky me!
Neste novo trabalho o que mais exercitamos é a gastronomia e os vinhos. Vamos para visitas, pumba, prova lá um vinho, temos reuniões, pumba, toma lá um almoço hiper calórico, temos que trabalhar até tarde, pumba... toma lá bolachinhas de água e sal que é que o que há na despensa e é para aprenderes a comer mais ao almoço e não te dar a fome ao fim do dia.
Contudo, para não pensarem que me tornei numa bola, tenho também a assinalar tarefas físicas desgastantes a que já fui submetida:
1- Salto alto. Caixas para carregar. 500 metros. Paralelo durante 100 metros. 3 viagens. Sol quente de primavera (que ao que parece anda desaparecido). Vantagem: comprei uns sapatos novos no Vasco da Gama. Desgastei o bife do almoço que não devia ter comido porque era sexta-feira de Quaresma...
2- Copos infinitos. Montar sala (i.e. carregar mesas e cadeiras). 3 minutos a caminhar entre o local dos materiais e a sala - inclui escadaria de pedra gigante (materiais: caixas de vinho, champanheiras, gelo, brochuras e coisas bonitas para os convidados). 2 dias seguidos. Vantagem: perdi umas gramas.
3- Reza a lenda que a partir daqui só piora.

Nota mental: andar sempre com um par de sapatos extra, de preferência rasteiros e que se assemelhem a pantufinhas.

E está na hora de mais uns agachamentos...





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 7 de março de 2014

Sã e Salva

Regressei à base! Foram dias atribulados que me pareceram eternos. Ainda bem que estamos quase no fim de semana! E ainda bem que está sol :) E mais outro ainda bem: ainda bem que o sol entra pela minha janela do gabinete a tarde toda.
Fazendo uma perspectiva da minha experiência no evento em que participei, posso resumir os dias em algumas palavras. Ora aqui vai:

Dia 1: almoço pobre, enjoo na viagem, 1º abordagem de um estranho para pedir cigarros (eu nem fumo...), carregar com tralha, conhecer muita gente (nota mental: começar a levar um bloco de notas para anotar nomes e cargos profissionais e máquina para tirar fotoas aos rostos das pessoas), caminhar muito, tirar fotos, sair à pressa, 2ª abordagem de um estranho portador de HIV para comprar pulseiras, viagem no autocarro, pensar no que vestir no dia seguinte, ser conduzida por um taxista maluco, casa.

Dia 2: sair de manhã, almoço bom, conhecer mais gente, chuva e mais chuva, caminhar muito, tirar fotos, saída tardia, conduzir, parar e comer uma tosta mista, conduzir, pensar no que vou vestir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.

Dia 3: sair de manhã, muita chuva, nevoeiro, almoço bom, conhecer mais gente, encontrar um ex-fornecedor do hotel (que a propósito eu juro que não fazia ideia quem era, no início...), caminhar muito, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant misto, conduzir, pensar no que vou vestir no dia seguinte, chegar ao meu carro, conduzir, casa.

Dia 4: é o último dia!!! Sair de manhã, chuva, almoço bom, ver as pessoas que fui conhecendo, encontrar um antigo estagiário do Hotel (sim, este eu lembrava) caminhar, organizar coisas, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant com doce de morango, conduzir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.

Foram dias de puro conhecimento e experiências genuínas. Beberam-se uns copitos, comeram-se umas bolachas, dissemos mal do tempo, da distância e desejámos que esta semana passasse num instante, para finalmente termos direito ao nosso fim de semana. Gostei :) Para a semana há mais!



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Keep calm...?!

Amanhã começa a minha aventura nos eventos: PÂNICO. Estou aterrorizada, angustiada, desconfiada e muito expectante... Estarei ausente do blog por uns dias, mas de certeza que quando voltar trarei histórias na algibeira. Vão ser 4 dias de pura adrenalina... Não posso esconder este apertozinho no peito... não sei se típico das novas experiências ou de saber que vou trabalhar 2 semanas seguidas sem fins de semana.... Já não estou habituada, confesso.... Nem a família... nem ele. Anda aqui tudo contente com o evento e eu feita barata tonta sem saber o que pensar. Parte engraçada: poder participar nas actividades paralelas a decorrer... vou vingar-me nos chocolates, nos frutos do mar e no espumante, para esquecer não sei bem o quê. Estou mesmo em Pânico! Mais do que pânico... angustiada.
E depois há a questão feminina das coisas... o que vestir, o que calçar, como domar uma juba encaracolada indomável? Aceito sugestões: o ambiente é chique, num edifício chique, com pessoas chiques... e há um pequeno pormenor, vou ter que caminhar muito durante os 4 dias. Help?




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lições de Vida

Tenho tido saudades de escrever aqui. Não tenho vindo, porque tenho tido uma rotina meia "amalucada". Não me estou a queixar :D Nem podia.
Ora bem, faz um mês e dez dias que estou num trabalho em que não sou recepcionista. Não me posso acostumar muito, que dentro em breve voltarei para trás de um balcão com funções de Técnica de Enoturismo. Estarei numa espécie de posto de turismo para vinhos. Nunca há um dia igual neste meu novo trabalho. Entretanto, aqui estão algumas coisas que já aprendi, observei e constatei:
- é difícil trabalhar numa área tão direccionada para os homens;
- é ainda mais difícil ser a pessoa mais nova de um local de trabalho (em idade e experiência)
- é difícil também suportar chicos-espertismos
- e claro que também é difícil resistir às tentativas de rebaixamento pelas pessoas "mais velhas"
- não é assim tão difícil sobreviver a isto
- é complicado dialogar com pessoas acima dos 50 anos que sejam "muito ocupadas" (salvo excepções)
- é bom trabalhar com pessoas jovens e dinâmicas (facto)
- é difícil trabalhar fechada num sítio onde sou a única que não fuma
- nem toda a gente acorda bem disposta de manhã
- se alguém é extremamente simpático connosco é porque está a aprontar alguma
- ao contrário do que nos ensinaram na escola, se não percebemos uma coisa, não devemos perguntar de novo. Fazemos da maneira que entendemos. De todas as formas, se a tarefa tem que ser avaliada, virá com as eventuais correcções
- é difícil trabalhar com homens que ocupam os cargos de chefias, especialmente se tiverem mau gosto
- é bom poder trabalhar no meu gabinete e ouvir música
- é bom poder sair para reuniões e lanchar numa pastelaria na viagem de regresso
- é bom poder sair e ir a pé a qualquer lado
- os "beirões" são homens terríveis.

Tenho dito :)



(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Sou da Brigada do Vinho

Cá estou eu, completamente adaptada ao meu novo estilo de vida. Cá estou eu, uma pessoa a sentir-se mais realizada a cada dia que passa. Cá estou eu a surpreender-me. Porque desde há muito tempo que é a mim que quero agradar.
Continuo a adaptar-me à minha nova actividade profissional, a aprender todos os dias um bocadinho! Têm sido dias cansativos mas de descoberta. Não há nada que saiba melhor que trabalhar no terreno, que conhecer pessoas que me estimulam intelectualmente e que me dão a sua visão mais madura das coisas. Estou num processo contínuo de crescimento. Apesar de ter mudado de ares, as histórias engraçadas começam a aparecer lentamente.
A história de hoje tem uma pequena ligação com estes senhores e alimentou em muito o meu ego hoje.
Começando do princípio... sou parte integrante de uma equipa que está no terreno a avaliar produtores de vinho e a sua possível integração numa Rota Enoturística. A equipa é fantástica e cheia de experiência e posso acrescentar que sou uma privilegiada. Ora, hoje foi mais um dia dedicado às visitas e tivemos oportunidade de almoçar num sítio considerado de "elite" pelos "senhores" enunciados em cima. Estava eu muito descansadinha a degustar a minha tosta com cogumelos e molho vinagrete de laranja, quando me entra aquela tropa de perús... quase que cuspi a crosta crocante da broa, com o susto. Os "senhores" olharam para mim interrogados, perguntando-se o que raio estaria eu ali a fazer num almoço que aparentava de trabalho e logo num sítio tão "fora das possibilidades de uma Recepcionista (ex)". Tive um gozo enorme de estar ali sentada a ter uma conversa inteligente enquanto continuava a ser observada de longe, entre um poste e uma planta decorativa. A refeição, muito bem regada com o néctar de baco, correu super bem e não sei se foi da variada combinação de sumos vínicos que me encheu de coragem e me levou perto da mesa deles, só mesmo para dizer "boa tarde" e para deixar um deles com vontadinha de me perguntar "então, está aqui?" e aí eu responderia: "obviamente que estou! Ou acha que ia ficar a minha vida toda a servir animais como o senhor?", ou se foi a vontade de lhes mostrar que, ao contrário deles, consigo chegar a algum lado. Mas não deixei que me perguntassem nada. A pergunta ficou no olhar curioso daquela gentinha enquanto eu virei costas e fui à minha vida. Porque afinal eu sempre sei ir à luta. Afinal eu já não sou a recepcionista que tinha que os aturar e mostrei claramente que superei as expectativas que alguma vez poderiam ter de mim. Parece-me familiar...
Cheers!





(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

sábado, 11 de janeiro de 2014

Ano Novo, Vida Nova

É um cliché. Mas nunca pareceu tão certo. Ano Novo, Vida Nova e finalmente encontrei a minha vida nova. Aquela que eu procurava, que eu literalmente sonhava em ter. Um emprego das 9h-18h, poder apanhar trânsito no regresso a casa (sim, sabe-me bem não ser a única a conduzir como acontecia quando saia perto da 01h da manhã :) ), ter uma experiência diferente todos os dias que não incluem novas maneiras de fazer tostas deliciosas ou resolver um problema inimaginável, ter hora para refeições, poder ir descansada fazer xixi sem ter a preocupação que alguém vai "tocar à campainha" da recepção... são cenários que ainda me traumatizam e povoam de vez em quando o meu pensamento. Do que tenho saudades?... hummm... hummm... .... Das conversas. Dos estagiários.
Apenas :)
Estou numa área totalmente diferente em que não tenho que aturar clientes, reclamações nem investidas pouco oportunas... Tenho um gabinete só para mim e que posso personalizar. Tenho papéis de responsabilidade que implicam mudanças de estratégias na área do Turismo. Estou na minha praia :)
Sinto-me realizada e feliz e sei que tudo o que experimentei e vivi me trouxeram a este lugar onde estou hoje. E tenho também a certeza que virão histórias engraçadas para contar. Posso adiantar apenas que agora trabalho para o Departamento de Comunicação e Marketing de uma entidade privada, responsável pela promoção de Agentes Económicos e mais não posso adiantar :)
E para este Ano Novo, só desejo que todos sejam felizes nas suas ocupações. É importante gostarmos do que fazemos.

Tenho recebido muitos e-mails que leio com muito carinho e apreço. Recebo histórias, desabafos ou apenas palavras amigas. Tenho-me revisto em muitos testemunhos e gosto de pensar que este Blog tem sido uma companhia :) Agradeço muito todos os e-mails que recebo, todo o reconhecimento e todo o companheirismo. Obrigada por seguirem o Blog.






















(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Let's get it started...

Estou já sem unhas de tanto as roer, tal é o nervoso miudinho. Do que é que tenho receio? Não sei bem... de falhar, de não saber lidar com as pessoas, de não me adaptar...
Apesar de ter experiência ao balcão, de ter experiência e ser dedicada no atendimento ao público, são os colegas que sempre me metem mais medo. Fui feita para trabalhar isolada do mundo, encaixotada numa secretária, sem ter que lidar com equipas de trabalho, especialmente em meios pequenos. É tão irónico...
Sou tão fechada ao mundo que tenho pânico de pessoas novas. Não gosto de conversas de circunstâncias, de contar a minha vida a colegas de trabalho... gosto apenas de ser eu, caladita, reservada e sem me sentir na obrigação de ter que estar a fingir coisas que não sou. Toda a gente diz que devemos ser nós próprios, não temos que agradar a toda a gente.... e será que isso se pode aplicar no mundo do trabalho? Se formos profissionais, não precisamos de ser mais nada. Não precisamos de ser uns cínicos, super queridinhos uns para os outros. Só temos que chegar, fazer o nosso trabalho e não misturar mais nada. É assim que eu gosto, a menos que se encontre alguém no local de trabalho que nos inspire confiança e torne o trabalho mais leve e suportável.
O problema é que trabalhando só com mulheres, duvido muito... mas posso estar enganada


Até breve, de um novo local de trabalho :)




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Goodbye, cruel world!

É oficial! Estou divorciada da hotelaria. Estive de férias, é verdade, e algumas coisas mudaram... segundo a minha perspectiva, para melhor... but who knows?
Para não pensarem que sou uma pessoa sem consideração nenhuma pela Hotelaria, esta área que prontamente me acolheu após longos meses no desemprego, partilho com vocês a minha carta de despedida que dirigi a este sector do Turismo:

Querida Hotelaria,
não sei bem como te dizer isto, mas como deves ter reparado as coisas entre nós já não andavam muito bem... no meio de todo o stress emocional que me foste causando, fui esquecendo os tempos em que fomos felizes e fui esquecendo o motivo que me levava a estar contigo, a trabalhar ao teu lado. Foste esgotando as minhas forças, a minha perseverança e sobretudo a minha sanidade mental. Desculpa, mas já não aguento mais... Tenho que te confessar que no tempo que estive de férias, no tempo que estivemos separadas, conheci outros locais de emprego, onde tudo me pareceu tão positivo e motivador. Experimentei um mundo onde não existem turnos da noite, onde não tenho que estar sozinha e a enlouquecer diariamente. Descobri que não tenho que passar o resto dos meus dias a fazer tostas, a aturar malucos que chamam a GNR por eu não expulsar os bêbados do Bar, a servir com a maior das cortesias as pessoas que vão lá para me humilhar... Encontrei um mundo novo, querida Hotelaria, e lamento imenso, mas tenho que continuar os meus sonhos sem ti. E desculpa que te diga, mas o problema aqui não sou eu... és mesmo tu! Sei que há pessoas que gostam de ti e que te acompanharão para sempre, mas eu não sou uma delas. Aprende a manter essas pessoas e vê se melhoras o teu mau feitio, para não afastares outras tantas de ti.
A minha decisão está tomada e quero divorciar-me de ti. Não há mais nada que possas fazer... não neste momento. 
Talvez nos voltemos a encontrar, não como tua escrava, mas como tua cliente.
Não me peças mais para voltar. Não me procures, porque eu vou fazer o mesmo. E cada vez que vir um anúncio para Recepcionista de Hotel não me vou dar nem ao trabalho de abrir... vou pensar é na pessoa que se vai desgraçar ao relacionar-se contigo.
Despeço-me aqui, Hotelaria, e espero mesmo não ter que te voltar a ver.

Até um dia,
A eterna Recepcionista.




(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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