Olá.
Bem-vind@ ao meu Blog. Este Blog nasceu enquanto trabalhava como Recepcionista de Hotel. Decidi começar a escrever algumas histórias interessantes que se passavam atrás de um balcão de hotel e que passam muito despercebidas a quem não está ligado ao mundo da hotelaria, directamente. Achei que seria positivo poder partilhar algumas confissões, alguns segredos e até alguns desabafos de uma recepcionista, que pode ser qualquer uma, em qualquer parte do mundo. As Histórias da Hotelaria retratam isso mesmo: a vida de um Recepcionista.
Abandonei a Hotelaria, mas não quis deixar morrer o blog e por isso mesmo, decidi continuar a relatar as minhas aventuras como Técnica de Turismo: as dificuldades que vou encontrando, as histórias curiosas,
as confissões e os pensamentos profundos que tenho em relação ao trabalho.
E aproveitando o facto deste blog ser anónimo, decidi deixar também um pouco do meu Mundo a descoberto: momentos felizes, de introspecção, de experiência e de vida, sobretudo, estão também aqui retratados.
Apesar de tudo, nunca deixarei de ser uma Ex-Recepcionista. Não importam as voltas que o mundo dê, é uma coisa que fica para sempre. Esta profissão tem tanta força, que nunca mais nos dissociamos dela... em cada pormenor da nossa vida prática, existe sempre um pouco de "Recepcionista" nela, até na forma como tratamos os (ex-)colegas, ou na maneira como deixamos a mesa do pequeno almoço no Hotel onde passámos férias, imaculadamente organizada...
Faça a sua reserva nesta aventura.
Boa leitura :)
A Ex-Recepcionista.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Bem vindos ao Blog de uma Técnica Superior de Turismo. As primeiras histórias relatam o dia-a-dia num Hotel visto na perspectiva de uma Recepcionista. Dificuldades, Histórias, Curiosidades, Horas de Desespero e de Realização. Dou-lhe aqui, as boas vindas ao Mundo da Hotelaria, ao Mundo dos meus novos Projectos de Turismo... ao meu Mundo, em especial :)
domingo, 5 de outubro de 2014
Sobre
O que precisa de saber na 1ª aula de Yoga
Sou uma pessoa dada a experimentações e se há coisas que me despertam curiosidade são aulas de grupo de demonstração de qualquer actividade física, porque sei que, à partida, quem vai lá também não percebe muito "da coisa" e assim, fico-me a sentir menos inculta.
Este fim de semana, decidi experimentar, pela primeira vez, uma aula de Yoga Lu-Jong (Yoga tibetano de cura). Estava super entusiasmada com a iniciativa e cheguei com muitas expectativas. Nunca tinha experimentado nada do género, mas sentia-me à vontade, apesar de não saber, quase, "para o que ia".
Depois daquela hora de yoga aprendi coisas essenciais que me vão servir para futuras aulas de yoga (e similares), que vou deixar aqui, para o caso de alguém se encontrar, um dia, eventualmente, na mesma situação que eu.
Ora aqui está a lista das 8 coisas que aprendi:
1 - É muito importante, muito importante mesmo, andar sempre com os pés minimamente mimados (unhas cortadas, peles tratadas, calos escondidos e se possível, alguma cor nas unhas - ter o dedo grande com a verniz a cascar e ter o dedo a seguir só com um vestígio de verniz não conta...) Se por acaso os seus pés têm sido negligenciados, vai estar a aula toda preocupado (a) com este membro de locomoção e não vai relaxar nem vai preparar o corpo para transformar a mente. Mas também poderá utilizar a solução que lhe apresento no ponto 2:
2 - Ainda sobre os pés, não calce umas meias quaisquer: poderá precisar delas para "tapar as vergonhas" citadas no ponto 1. E não importa o que venha... não as tire, nunca! Nem que os seus pés estejam a ferver. Porque se tiver que ficar muito próximo a alguém da sala, pelo menos os seus pés estão cobertos. É muito importante. Acrescente pontos extra combinando padrões divertidos às suas meias.
3 - Sobre "arranjar um par" para fazer algum dos exercícios da sessão... Escolha sempre alguém do seu sexo. Ou vai arriscar-se a ser apalpado (literalmente!), involuntariamente, por alguém que não conhece de lado nenhum. Quase que me espalhava nesta... Obrigada, senhora dos caracóis, por me ter piscado o olho. Conquistou-me.
4 - Vão existir sempre aquelas pessoas já praticantes que levarão o seu tapetezinho de yoga, roupa a combinar e com o seu ar sereno característico. Não se deixe intimidar! Faça a sua melhor cara de Rambo e aguente aquele exercício que vai desafiar o seu equilíbrio e a elasticidade da sua coluna.
5 - Eventualmente, poderá sentir-se um pouco perdido nas instruções. Basta olhar para os "já praticantes". E coloque também um ar sereno e descontraído, para passar a imagem que percebe mesmo daquilo.
6 - Pelo sim, pelo não, vá exercitando aquele cruzar de pernas "à chinês". Pode ser doloroso e desconfortável na primeira aula.
7 - Muito, muito importante: não se esqueça de respirar. Se não, vai acabar todos os exercícios com uma dor de cabeça inigualável.
8 - Se ficar na última fila, vai ter pesadelos com rabos toda a noite. Se ficar entre as duas primeiras, lembre-se que o seu rabo vai ser o motivo de pesadelo das pessoas das filas de trás.
Depois desta experiência, já me enchi de coragem para fazer outras coisas mais agressivas, tipo Body Pump, Body Jump, Body Combat ou qualquer outra coisa que meta Body pelo meio.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Este fim de semana, decidi experimentar, pela primeira vez, uma aula de Yoga Lu-Jong (Yoga tibetano de cura). Estava super entusiasmada com a iniciativa e cheguei com muitas expectativas. Nunca tinha experimentado nada do género, mas sentia-me à vontade, apesar de não saber, quase, "para o que ia".
Depois daquela hora de yoga aprendi coisas essenciais que me vão servir para futuras aulas de yoga (e similares), que vou deixar aqui, para o caso de alguém se encontrar, um dia, eventualmente, na mesma situação que eu.
Ora aqui está a lista das 8 coisas que aprendi:
1 - É muito importante, muito importante mesmo, andar sempre com os pés minimamente mimados (unhas cortadas, peles tratadas, calos escondidos e se possível, alguma cor nas unhas - ter o dedo grande com a verniz a cascar e ter o dedo a seguir só com um vestígio de verniz não conta...) Se por acaso os seus pés têm sido negligenciados, vai estar a aula toda preocupado (a) com este membro de locomoção e não vai relaxar nem vai preparar o corpo para transformar a mente. Mas também poderá utilizar a solução que lhe apresento no ponto 2:
2 - Ainda sobre os pés, não calce umas meias quaisquer: poderá precisar delas para "tapar as vergonhas" citadas no ponto 1. E não importa o que venha... não as tire, nunca! Nem que os seus pés estejam a ferver. Porque se tiver que ficar muito próximo a alguém da sala, pelo menos os seus pés estão cobertos. É muito importante. Acrescente pontos extra combinando padrões divertidos às suas meias.
3 - Sobre "arranjar um par" para fazer algum dos exercícios da sessão... Escolha sempre alguém do seu sexo. Ou vai arriscar-se a ser apalpado (literalmente!), involuntariamente, por alguém que não conhece de lado nenhum. Quase que me espalhava nesta... Obrigada, senhora dos caracóis, por me ter piscado o olho. Conquistou-me.
4 - Vão existir sempre aquelas pessoas já praticantes que levarão o seu tapetezinho de yoga, roupa a combinar e com o seu ar sereno característico. Não se deixe intimidar! Faça a sua melhor cara de Rambo e aguente aquele exercício que vai desafiar o seu equilíbrio e a elasticidade da sua coluna.
5 - Eventualmente, poderá sentir-se um pouco perdido nas instruções. Basta olhar para os "já praticantes". E coloque também um ar sereno e descontraído, para passar a imagem que percebe mesmo daquilo.
6 - Pelo sim, pelo não, vá exercitando aquele cruzar de pernas "à chinês". Pode ser doloroso e desconfortável na primeira aula.
7 - Muito, muito importante: não se esqueça de respirar. Se não, vai acabar todos os exercícios com uma dor de cabeça inigualável.
8 - Se ficar na última fila, vai ter pesadelos com rabos toda a noite. Se ficar entre as duas primeiras, lembre-se que o seu rabo vai ser o motivo de pesadelo das pessoas das filas de trás.
Depois desta experiência, já me enchi de coragem para fazer outras coisas mais agressivas, tipo Body Pump, Body Jump, Body Combat ou qualquer outra coisa que meta Body pelo meio.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Alternativas, procuram-se.
Sou uma moçoila de gostos ligeiros, sem muitas peneiras. No entanto, tenho um bocadinho de um lado feminino que basicamente implora por vernizes, rímel e lápis de olhos. Saio à rua com uma maquilhagem o mais natural possível, de maneira a disfarçar os 18 anos que sempre me dão (onde já vão...).
Recentemente este lado feminino descobriu uma paixão por batons que não sejam para o cieiro, no entanto ainda não me tinha arriscado à experimentação deste artigo que dizem (os blogs de moda) ser essencial.
Sou uma naba no que toca às cores que eventualmente poderia usar, sem parecer um sinal luminoso e parar o trânsito mal saísse porta fora. Lembrei-me então de me dirigir a uma loja que costuma alimentar o meu "vício" por vernizes (tem quatro letras: começa por K e acaba em O). Enchi-me de coragem e perguntei à moça o que me recomendava. A conclusão disto tudo é que ela ainda percebia menos daquilo do que eu. Não, eu não vou usar um batom roxo choque, nem um acastanhado com brilhantes. Mais triste ainda é que fiquei com aquela sensação que a senhora não percebeu nada do que eu queria, não entendeu o meu estilo pessoal e pior do que isso, não usou o bom senso para avaliar o tipo de maquilhagem que eu estava a usar naquela hora (rimel e... mais nada). Onde é que está a compreensão por tons neutros? Onde é que está "vestir a pele do cleinte"? Entender as suas necessidades? E ainda me pergunta, a mim, que lhe fui pedir conselhos, se preferia mesmo os tons pastéis, acrescentando: "mas olhe que não se vai notar nada"; mas ó senhora, eu disse-lhe por acaso que queria dar nas vistas? Disse-lhe por acaso que queria experimentar a última moda de batons que dão volume e não saem nem lavando com detergente? Não. Eu só lhe pedi, humildemente, que me recomendasse o tom mais claro e natural possível que combinasse comigo e com a minha pele.
Ponho-me a pensar que talvez seja eu que não percebo nada daquilo e que no fundo deveria usar um batom roxo com purpurina...
Estas modas...
(P.S. - Só em jeito de bisbilhotice, já é a segunda vez que sou mal atendida naquela loja sempre que preciso de alguma informação. À terceira, só cai quem quer... Não vou arriscar mais, portanto. Aceito alternativas a esta loja italiana).
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Recentemente este lado feminino descobriu uma paixão por batons que não sejam para o cieiro, no entanto ainda não me tinha arriscado à experimentação deste artigo que dizem (os blogs de moda) ser essencial.
Sou uma naba no que toca às cores que eventualmente poderia usar, sem parecer um sinal luminoso e parar o trânsito mal saísse porta fora. Lembrei-me então de me dirigir a uma loja que costuma alimentar o meu "vício" por vernizes (tem quatro letras: começa por K e acaba em O). Enchi-me de coragem e perguntei à moça o que me recomendava. A conclusão disto tudo é que ela ainda percebia menos daquilo do que eu. Não, eu não vou usar um batom roxo choque, nem um acastanhado com brilhantes. Mais triste ainda é que fiquei com aquela sensação que a senhora não percebeu nada do que eu queria, não entendeu o meu estilo pessoal e pior do que isso, não usou o bom senso para avaliar o tipo de maquilhagem que eu estava a usar naquela hora (rimel e... mais nada). Onde é que está a compreensão por tons neutros? Onde é que está "vestir a pele do cleinte"? Entender as suas necessidades? E ainda me pergunta, a mim, que lhe fui pedir conselhos, se preferia mesmo os tons pastéis, acrescentando: "mas olhe que não se vai notar nada"; mas ó senhora, eu disse-lhe por acaso que queria dar nas vistas? Disse-lhe por acaso que queria experimentar a última moda de batons que dão volume e não saem nem lavando com detergente? Não. Eu só lhe pedi, humildemente, que me recomendasse o tom mais claro e natural possível que combinasse comigo e com a minha pele.
Ponho-me a pensar que talvez seja eu que não percebo nada daquilo e que no fundo deveria usar um batom roxo com purpurina...
Estas modas...
(P.S. - Só em jeito de bisbilhotice, já é a segunda vez que sou mal atendida naquela loja sempre que preciso de alguma informação. À terceira, só cai quem quer... Não vou arriscar mais, portanto. Aceito alternativas a esta loja italiana).
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
2 Anos!
Faz hoje 2 anos que o Blog nasceu! :) ... Nasceu de uma ideia numa escada rolante, num centro comercial, enquanto conversava com o meu M. Nasceu antes de um turno da noite. Nasceu da vontade de mostrar ao mundo que há coisas que nem contadas as pessoas acreditam no que se passa atrás de um balcão de uma recepção. Nem acredito que passaram dois anos...
Ainda hoje dei por mim a recordar aquela época fatídica em que tínhamos o jantar daquele grupo de empresários duas quartas-feiras por mês. Numa das vezes (uma das últimas e na altura em que eu já estava mesmo a querer pôr-me a andar), estava na Recepção, a servir as pessoas no jantar, a recolher a louça, a atender o telefone, a servir no bar, a levantar as mesas do jantar... até que com a pressa, escorrego no chão gordurento da cozinha e caio em cheio com o meu "bum-bum"... Quando me vi naquela posição de tartaruga, pensei para mim: chegaste ao fundo.
Parabéns ao Blog e a vocês, que me acompanham há 2 anos :) Obrigada.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Ainda hoje dei por mim a recordar aquela época fatídica em que tínhamos o jantar daquele grupo de empresários duas quartas-feiras por mês. Numa das vezes (uma das últimas e na altura em que eu já estava mesmo a querer pôr-me a andar), estava na Recepção, a servir as pessoas no jantar, a recolher a louça, a atender o telefone, a servir no bar, a levantar as mesas do jantar... até que com a pressa, escorrego no chão gordurento da cozinha e caio em cheio com o meu "bum-bum"... Quando me vi naquela posição de tartaruga, pensei para mim: chegaste ao fundo.
Parabéns ao Blog e a vocês, que me acompanham há 2 anos :) Obrigada.
fonte da imgem: favim.com
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Definição de Serviço Externo
Uma das novidades do meu emprego de Não-Recepcionista é o Serviço Externo frequente. Quando estava no Hotel, tive um ou outro serviço super externo, na medida em que tinha de sair do país...
Neste emprego, serviço externo, para além dos eventos fora da nossa cidade, significa sempre alguma Reunião. No entanto, a minha colega orienta-nos sempre, e muito bem, para uma Reunião que aparentemente demora entre 2h a 3h. E é por isso mesmo que adoro o Serviço Externo... Vou passar a enumerar as razões:
1- Se temos de fazer compras de necessidade para os eventos, aproveitamos sempre e fazemos as nossas compras para casa (conferir texto a negrito).
2- Quer tenhamos de sair de manhã, quer tenhamos de sair à tarde, há sempre tempo para um "lanchinho". Não sei se já experimentaram os Muffins de Frutos Silvestres da pastelaria do Continente... eu fiquei fã.
3- Quando calha, temos sempre oportunidade de espreitar as montras do comércio local.
4- Sempre espairecemos do ambiente fechado de tortura da empresa.
5- Consigo andar na rua com aquele ar sofisticado de pasta na mão e a carteira na outra, a parecer uma verdadeira businnes woman.
6- Apanhamos com aquele solinho maravilhoso das tardes de primavera/verão/outono.
7- O tempo até à hora de saída passa mais depressa.
8- E basicamente é isto.
Nos entretantos, também acontecem coisas engraçadas pelo meio:
Numa tarde de Maio, depois de uma breve limpeza de uma arrecadação, decidimos que era necessário adquirir daquelas caixas de plástico de arrumação, para conseguirmos levar algum material para um evento que íamos ter em Junho.
Então, à tarde, pegamos no carro de serviço e dirigimo-nos a um espaço comercial, que para além de ter artigos de organização, tinha também objectos irresistíveis para a casa (foi onde eu comprei o meu mini puff-sofá que tem uma tampinha e onde eu posso arrumar o que anda à solta pelo quarto...combina tão bem com a decoração que era pecado não o trazer.). Comprámos o que necessitámos para a casa, guardámos tudo no carro e fomos espreitar outra loja que também tinha as tais caixas, apenas para comparar preços. Como a última loja não satisfazia as nossas necessidades, voltámos à primeira e lá comprámos as caixas de arrumação. Solicitámos à menina da loja que nos guardasse as caixas por uns minutos, pois pretendíamos ir lanchar na pastelaria ao lado e não nos apetecia nada levar 3 objectos gigantes que mais pareciam mini monovolumes de transporte... Entrámos, conversámos e degustámos o nosso lanche. Abandonámos a pastelaria e dirigimo-nos ao carro, muito animadas a conversar.
Chegámos à empresa para descarregar as caixas e demos conta que foram totalmente negligenciadas à custa do nosso lanche... Voltámos à loja, que by the way, dista quase 10 km do sítio onde trabalhamos e recuperámos as caixas que estavam religiosamente guardadas.
A parte boa é que quando voltámos pela segunda vez à empresa, já estava na hora de irmos embora...
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Neste emprego, serviço externo, para além dos eventos fora da nossa cidade, significa sempre alguma Reunião. No entanto, a minha colega orienta-nos sempre, e muito bem, para uma Reunião que aparentemente demora entre 2h a 3h. E é por isso mesmo que adoro o Serviço Externo... Vou passar a enumerar as razões:
1- Se temos de fazer compras de necessidade para os eventos, aproveitamos sempre e fazemos as nossas compras para casa (conferir texto a negrito).
2- Quer tenhamos de sair de manhã, quer tenhamos de sair à tarde, há sempre tempo para um "lanchinho". Não sei se já experimentaram os Muffins de Frutos Silvestres da pastelaria do Continente... eu fiquei fã.
3- Quando calha, temos sempre oportunidade de espreitar as montras do comércio local.
4- Sempre espairecemos do ambiente fechado de tortura da empresa.
5- Consigo andar na rua com aquele ar sofisticado de pasta na mão e a carteira na outra, a parecer uma verdadeira businnes woman.
6- Apanhamos com aquele solinho maravilhoso das tardes de primavera/verão/outono.
7- O tempo até à hora de saída passa mais depressa.
8- E basicamente é isto.
Nos entretantos, também acontecem coisas engraçadas pelo meio:
Numa tarde de Maio, depois de uma breve limpeza de uma arrecadação, decidimos que era necessário adquirir daquelas caixas de plástico de arrumação, para conseguirmos levar algum material para um evento que íamos ter em Junho.
Então, à tarde, pegamos no carro de serviço e dirigimo-nos a um espaço comercial, que para além de ter artigos de organização, tinha também objectos irresistíveis para a casa (foi onde eu comprei o meu mini puff-sofá que tem uma tampinha e onde eu posso arrumar o que anda à solta pelo quarto...combina tão bem com a decoração que era pecado não o trazer.). Comprámos o que necessitámos para a casa, guardámos tudo no carro e fomos espreitar outra loja que também tinha as tais caixas, apenas para comparar preços. Como a última loja não satisfazia as nossas necessidades, voltámos à primeira e lá comprámos as caixas de arrumação. Solicitámos à menina da loja que nos guardasse as caixas por uns minutos, pois pretendíamos ir lanchar na pastelaria ao lado e não nos apetecia nada levar 3 objectos gigantes que mais pareciam mini monovolumes de transporte... Entrámos, conversámos e degustámos o nosso lanche. Abandonámos a pastelaria e dirigimo-nos ao carro, muito animadas a conversar.
Chegámos à empresa para descarregar as caixas e demos conta que foram totalmente negligenciadas à custa do nosso lanche... Voltámos à loja, que by the way, dista quase 10 km do sítio onde trabalhamos e recuperámos as caixas que estavam religiosamente guardadas.
A parte boa é que quando voltámos pela segunda vez à empresa, já estava na hora de irmos embora...
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014
"Sometimes you win, sometimes you learn"
Às vezes não sei se é defeito meu, se exijo demasiado do mundo, se tenho expectativas tão grandes que acabo por me "auto-defraudar". Estou numa fase em que me sinto completamente à deriva. Eu sei que o Blog é para vos entreter um pouco, para contar coisas engraçadas... mas hoje sinto mesmo que bati no fundo. Estou a precisar simplesmente de escrever. De desabafar. Estou a precisar de exteriorizar tudo, sem pensar que alguém que me esteja a ouvir está a pensar que eu sou apenas doida, que ando sempre a arranjar conflitos interiores. Sem pensar que estou a desiludir alguém.
Estava sentada no meu gabinete, a ver a chuva a cair e a tentar concentrar-me. Mas não conseguia. Só tinha mesmo vontade de pegar nas minhas coisas e não voltar a aparecer mais. O que é que se passa. Perguntam-me... vocês, o mundo, eu... Não sei, respondo eu. Respondo-vos a vocês, ao mundo, a mim. Simplesmente não sei. Simplesmente descobri que não me sinto realizada em nada que faça. Simplesmente me dei conta que ando a deixar passar os dias e não faço nada por mim, pelos meus sonhos e começo a acreditar que é tarde demais. Porque no meu projecto de vida, já deveria estar orientada. Mas não estou. Sinto-me sozinha e sem norte. Sinto-me realmente à deriva. Tenho os meus sonhos encaixotados, a espreitarem de vez em quando, como se fossem uns pequenos olhinhos num caixote arrumado num sótão escuro.
O que realmente me apetecia era largar tudo. Largar tudo e lutar pelos meus sonhos. Apetecia-me que não existissem coisas negativas. Apetecia-me estar por minha conta, que o dinheiro não fosse importante e que eu pudesse simplesmente partir em busca disto tudo que tenho atravessado no meu caminho.
Estou perdida. Estou mesmo perdida. Nunca me senti assim. Não é como quando queria sair do Hotel, não é como quando me sentia parada no meu percurso. Não sinto que estou pelos cabelos. O que sinto é desanimo, covardia... sinto-me muito pequenina. Sinto que não tenho motivação. Sinto que realmente ainda não encontrei o meu caminho.
Não sinto que queira desistir, na verdade quero ir à luta, mas não por esta causa. Este ainda não é o meu lugar. E quando me apercebo disso, sem saber o que fazer, só consigo deixar rolar estas lagrimitas... E quem me dera que elas resolvessem tudo. Como eu gostava de tirar este nó da minha garganta... porque ultimamente é assim que acordo. Com um nó permanente, como que a lembrar-me do que está a faltar na minha vida. Do que eu deveria estar a fazer. E eu vou engolindo em seco, a ver se passa. Mas cada vez está maior. Cada vez é mais difícil engolir. O que é que eu faço? Estou tão perdida. Quero sair dali. Mas e depois? Estou a falhar na expectativa de todos. Como é que eu vou levar isto para a frente? Como é que eu engulo este nó? Como é que cheguei aqui assim...
Estou lá no fundinho e a acenar a minha mão. Preciso de ajuda.
Será que me aborreço depressa demais das coisas? Sou uma mal agradecida? Será que sou uma pessoa inconformada? Não sei. Não sei nada.
Não quero voltar para lá. Não é o que quero. Sinto-me triste, porque não entendo o que sou. Não entendo porque não me sinto realizada. Só há uma coisa que eu sei: sei o que quero para mim. Só sei que quero trabalhar para mim. Só não tenho é coragem de enfrentar o mundo. Preciso de um novo milagre. Com urgência...
Desculpem o desabafo.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Estava sentada no meu gabinete, a ver a chuva a cair e a tentar concentrar-me. Mas não conseguia. Só tinha mesmo vontade de pegar nas minhas coisas e não voltar a aparecer mais. O que é que se passa. Perguntam-me... vocês, o mundo, eu... Não sei, respondo eu. Respondo-vos a vocês, ao mundo, a mim. Simplesmente não sei. Simplesmente descobri que não me sinto realizada em nada que faça. Simplesmente me dei conta que ando a deixar passar os dias e não faço nada por mim, pelos meus sonhos e começo a acreditar que é tarde demais. Porque no meu projecto de vida, já deveria estar orientada. Mas não estou. Sinto-me sozinha e sem norte. Sinto-me realmente à deriva. Tenho os meus sonhos encaixotados, a espreitarem de vez em quando, como se fossem uns pequenos olhinhos num caixote arrumado num sótão escuro.
O que realmente me apetecia era largar tudo. Largar tudo e lutar pelos meus sonhos. Apetecia-me que não existissem coisas negativas. Apetecia-me estar por minha conta, que o dinheiro não fosse importante e que eu pudesse simplesmente partir em busca disto tudo que tenho atravessado no meu caminho.
Estou perdida. Estou mesmo perdida. Nunca me senti assim. Não é como quando queria sair do Hotel, não é como quando me sentia parada no meu percurso. Não sinto que estou pelos cabelos. O que sinto é desanimo, covardia... sinto-me muito pequenina. Sinto que não tenho motivação. Sinto que realmente ainda não encontrei o meu caminho.
Não sinto que queira desistir, na verdade quero ir à luta, mas não por esta causa. Este ainda não é o meu lugar. E quando me apercebo disso, sem saber o que fazer, só consigo deixar rolar estas lagrimitas... E quem me dera que elas resolvessem tudo. Como eu gostava de tirar este nó da minha garganta... porque ultimamente é assim que acordo. Com um nó permanente, como que a lembrar-me do que está a faltar na minha vida. Do que eu deveria estar a fazer. E eu vou engolindo em seco, a ver se passa. Mas cada vez está maior. Cada vez é mais difícil engolir. O que é que eu faço? Estou tão perdida. Quero sair dali. Mas e depois? Estou a falhar na expectativa de todos. Como é que eu vou levar isto para a frente? Como é que eu engulo este nó? Como é que cheguei aqui assim...
Estou lá no fundinho e a acenar a minha mão. Preciso de ajuda.
Será que me aborreço depressa demais das coisas? Sou uma mal agradecida? Será que sou uma pessoa inconformada? Não sei. Não sei nada.
Não quero voltar para lá. Não é o que quero. Sinto-me triste, porque não entendo o que sou. Não entendo porque não me sinto realizada. Só há uma coisa que eu sei: sei o que quero para mim. Só sei que quero trabalhar para mim. Só não tenho é coragem de enfrentar o mundo. Preciso de um novo milagre. Com urgência...
Desculpem o desabafo.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Estar no lodo.
Encontro-me num lodo desgraçado.
Para quem não sabe, estar no lodo é uma giría na restauração, que significa estar completamente desorientado, cheio de trabalho e sem saber por onde se virar.
Assim estou eu, e não estou num Hotel. Aprendi este conceito com o meu primeiro companheiro do turno da tarde; um senhor com idade para ser quase meu avô. Muito simpático, paciente e que me ensinou coisas que eu senti que não aprenderia com mais ninguém.
O bichinho do empreendedorismo continuar a mexer-se cá dentro e nos meus piores dias fica-me a segredar ao ouvido: sai porta fora!
Mas ainda não tive coragem.
O que mais me magoa no mundo, não é trabalhar até cair para o lado. É trabalhar para pessoas que são egoístas, rancorosas, vingativas e sem consideração pelo próprio.
Alguém me diz, para que lado fica o norte? Ou a porta de saída. Só para apanhar ar fresco.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Para quem não sabe, estar no lodo é uma giría na restauração, que significa estar completamente desorientado, cheio de trabalho e sem saber por onde se virar.
Assim estou eu, e não estou num Hotel. Aprendi este conceito com o meu primeiro companheiro do turno da tarde; um senhor com idade para ser quase meu avô. Muito simpático, paciente e que me ensinou coisas que eu senti que não aprenderia com mais ninguém.
O bichinho do empreendedorismo continuar a mexer-se cá dentro e nos meus piores dias fica-me a segredar ao ouvido: sai porta fora!
Mas ainda não tive coragem.
O que mais me magoa no mundo, não é trabalhar até cair para o lado. É trabalhar para pessoas que são egoístas, rancorosas, vingativas e sem consideração pelo próprio.
Alguém me diz, para que lado fica o norte? Ou a porta de saída. Só para apanhar ar fresco.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Novidades!
Como as Redes Sociais estão na moda e sendo eu uma viciada em Internet, finalmente inaugurei a página no Facebook do "Diário". Estou muito feliz porque tenho recebido muitos e-mails de seguidores do Blog e o meu objectivo sempre foi criar um blog dirigido às pessoas. Muito obrigada por me acompanharem! Muito obrigada mesmo por fazerem valer a pena a minha dedicação, por me incentivarem a escrever e por me inspirarem. Sinto que o Blog continua a crescer e não poderia estar mais satisfeita!!
Então depois deste bocadinho mais sentimental, dou por aberta a sessão de inauguração da página no Facebook: https://www.facebook.com/diario.ex.recepcionista?ref=hl Entrem, revejam histórias, inspirem-se e inaugurem também esta página que pretende acompanhar os vossos dias.
Entretanto, já regressei das minhas férias. A primeira semana foi muito complicada... foi quase como entrar num comboio em andamento, mas obrigarem-me a ir no tejadilho do comboio a correr. Então hoje fiz uma pausa. Preciso de recuperar energias, de encontrar o meu equilíbrio, de me organizar e de me dedicar a coisas que eu gosto. Desde cedo que tenho traçado um caminho para mim: ser uma freelancer, trabalhar por minha conta e sentir-me realizada. Ainda me falta muito para chegar onde quero, mas sei que já estive mais longe. Por isso aqui estou hoje, a dedicar-me às coisas que gosto :)
Não há nada como sentir liberdade.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Então depois deste bocadinho mais sentimental, dou por aberta a sessão de inauguração da página no Facebook: https://www.facebook.com/diario.ex.recepcionista?ref=hl Entrem, revejam histórias, inspirem-se e inaugurem também esta página que pretende acompanhar os vossos dias.
Entretanto, já regressei das minhas férias. A primeira semana foi muito complicada... foi quase como entrar num comboio em andamento, mas obrigarem-me a ir no tejadilho do comboio a correr. Então hoje fiz uma pausa. Preciso de recuperar energias, de encontrar o meu equilíbrio, de me organizar e de me dedicar a coisas que eu gosto. Desde cedo que tenho traçado um caminho para mim: ser uma freelancer, trabalhar por minha conta e sentir-me realizada. Ainda me falta muito para chegar onde quero, mas sei que já estive mais longe. Por isso aqui estou hoje, a dedicar-me às coisas que gosto :)
Não há nada como sentir liberdade.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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sábado, 30 de agosto de 2014
It's Summer Time!
Férias!! YEY!! Férias como as pessoas "normais"! YEY! Finalmente tenho um bronze de verão conseguido com FÉRIAS DE VERÃO! Sim, estou muito contente por finalmente ter a oportunidade de gozar o tempo de ócio que o Estio convida. Praia, passear, deitar tarde, levantar tarde, comer gelados, passear, estar infinitamente despreocupada porque não tenho que estar a gerir folgas em pleno verão, tempo com a família (já disse passear?)... Enfim, é um mundo de escolhas intermináveis que alimentam o meu gosto de viver.
Pronto estou de férias.
Estava a precisar. E para que não ande só aqui a denegrir o meu antigo trabalho como Recepcionista, passo a explicar que também tenho tido dias muiiiiiiiiiitoo complicados no trabalho. O que me deixa com os cabelos em pé são as reuniões com os mestres máximos. São daquelas pessoas que só existem em novelas, não sabemos bem quando estou a "aprontar" alguma, quando estão a falar a sério ou quando estão a tentar ser competentes. Mas no fundo, não é bem isso que me apoquenta nas reuniões. A verdade é que é muito difícil ser uma mulher, nesta área de trabalho tão direccionado para os homens. Mais difícil se torna, ser jovem e passar por incompetente. Sinto que preciso de estar constantemente a provar a toda a gente que sou capaz, como se nunca confiassem em mim. Depois existe a pressão, de sentir também que têm as expectativas tão elevadas, colocam-me responsabilidades nos ombros que vão muito para além do meu poder dentro da empresa... Mas enfim, não há empregos perfeitos e não há desafio maior que tentar vencer com os maiores obstáculos.
Entretanto, vou aproveitar mais uns raios de sol. Não tarda, chega a hora de me enclausurar no meu gabinete e ficar a sonhar pela janela pelos próximos dias de Verão...
Até breve!!
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Pronto estou de férias.
Estava a precisar. E para que não ande só aqui a denegrir o meu antigo trabalho como Recepcionista, passo a explicar que também tenho tido dias muiiiiiiiiiitoo complicados no trabalho. O que me deixa com os cabelos em pé são as reuniões com os mestres máximos. São daquelas pessoas que só existem em novelas, não sabemos bem quando estou a "aprontar" alguma, quando estão a falar a sério ou quando estão a tentar ser competentes. Mas no fundo, não é bem isso que me apoquenta nas reuniões. A verdade é que é muito difícil ser uma mulher, nesta área de trabalho tão direccionado para os homens. Mais difícil se torna, ser jovem e passar por incompetente. Sinto que preciso de estar constantemente a provar a toda a gente que sou capaz, como se nunca confiassem em mim. Depois existe a pressão, de sentir também que têm as expectativas tão elevadas, colocam-me responsabilidades nos ombros que vão muito para além do meu poder dentro da empresa... Mas enfim, não há empregos perfeitos e não há desafio maior que tentar vencer com os maiores obstáculos.
Entretanto, vou aproveitar mais uns raios de sol. Não tarda, chega a hora de me enclausurar no meu gabinete e ficar a sonhar pela janela pelos próximos dias de Verão...
Até breve!!
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
sábado, 28 de junho de 2014
Confissões de uma Ex-Recepcionista.
Cada dia que passa lembro-me aqui deste meu cantinho, que está a ser negligenciado... a ser alvo de uma incorrecta gestão de tempo... Shame on me, confesso...
Tenho que reconhecer uma coisa muito positiva de começar no mercado de trabalho atrás de uma recepção de um hotel: ficamos preparados paraquase tudo:
- maus humores de chefes (isto aprendemos com os hóspedes mal encarados)
- trabalhar horas infinitas
- conseguimos completar diversas tarefas ao mesmo tempo
- lidar com telefonemas/clientes chatos
- conseguimos trabalhar no caos
- e eu, pessoalmente, consigo avaliar a perfeição de uma tosta mista e de um sumo natural de laranja, quando vou lanchar a um qualquer sítio por aí.
Tenho a dizer que neste momento tenho uma relação de amor-ódio com a hotelaria. A parte do amor renasceu quando virei hóspede - muahahahahah (uma tendência que tem vinho a aumentar nos últimos meses devido ao meu novo trabalho). A parte do ódio continua cá dentro quando me lembro de coisas que me fizeram escrever este post.
Mas querem saber uma coisa muito, muito estranha? Sonho muitas vezes com o hotel... que estou atrasada, que estou na recepção, com os meus colegas... e neste momento de pura loucura e confissões... tenho saudades de algumas coisas... de algumas rotinas... Epá, nem acredito que disse isto. Mas é só um bocadinho. São mais as coisas das quais não tenho saudades... Encerramos agora aqui este capítulo semi-lamechas. Ninguém fala mais sobre esta minha confissão.
Gostava, agora, de fazer uma pequena dissertação sobre a minha perspectiva do mundo hoteleiro, mas do lado certo do balcão: o de fora
Em Maio hospedei-me num hotel em Lisboa e tive pena dos recepcionistas mal pus o pé na porta. Não consigo esconder isso. Depois, tive que me deslocar a outro hotel e em conversa com o recepcionista disse-lhe também que já tinha sido Recepcionista, mas que tinha fugido. Responde-me ele: "Fez muito bem! É preciso muita paciência..." Ai, como eu sei disso. E nem sonhas tu, caro ex-colega, as histórias que eu já contei aqui. Mas não te podia dizer, porque sou uma "Anónima".
Eu sou daquelas hóspedes que não dá trabalho. Compreendo bem as informações que me são transmitidas na Recepção de Hotel, uso o serviço de despertar apenas se o conseguir accionar com o telefone do quarto, não usurpo as amenities em todos os dias que lá estou, só sujo uma toalha de rosto e uma de banho (sim, caros hóspedes, lá por terem duas toalhas de cada espécie no quarto não quer dizer que as tenham que utilizar todas no mesmo dia! - Cof, cof, desculpem este aparte... há coisas que ficam "cá dentro"), deixo a casa de banho arrumadinha, o lixo dentro dos saquinhos de plástico, a cama em jeito de ser feita e não ponho roupa espalhada por todo o lado.Sou é, irremediavelmente exigente com a limpeza, talvez por saber como se processa tudo. Não posso ver cabelos de outras pessoas na casa de banho e passo os lençóis a pente fino antes de me deitar. De resto, valorizo e muito o trabalho de todos os funcionários. Mas neste caso, uma das recepcionistas era tão antipática que tive que reclamar. Oh senhora, eu sei que o seu trabalho é super chato, mas ninguém tem culpa.
Outra coisa que me despedaça o coração é ver estagiários atrás do balcão: NÃO! POR FAVOR! MUDEM ENQUANTO É TEMPO. Tanto da primeira, como da segunda vez que lá estive, vi várias carinhas novas a tentar ser o mais competentes e profissionais possível. Estavam, evidentemente, a sair-se bem. Mas repensem nas vossas opções...
Uma coisa que continuo a ser muito boa é a decorar números dos quartos... dos outros! Tanto tempo que andei a decorar e a relacionar hóspedes e números de quartos, que não pensei que eu também precisasse de um quarto, um dia, eventualmente (é que durante o tempo que trabalhei no Hotel, não tinha sequer tempo para ir de férias e alojar-me num hotel... é como se me tivesse esquecido de ser hóspede!).
Então tenho a cena mais engraçada para contar enquanto hóspede:
Primeiro dia do pequeno almoço, depois de uma quase directa em trabalho. Chego eu e os restantes colegas à Sala do Pequeno Almoço e a menina pede-nos o número dos quartos. Auxiliei os meus colegas na árdua tarefa de recordar o número dos seus quartos. Eu, que fiquei para o fim, tive que ir confirmar o número do meu quarto ao Recepcionista. E lá fui, depois, tomar o pequeno almoço.
Uma coisa é certa, é muito estranho estar do outro lado. Ser Recepcionista de hotel é uma coisa que vai ficar realmente para sempre, não importa há quanto tempo abandonámos a profissão. Vai sempre reflectir-se nas pequenas coisas: nas gorjetas que deixamos, na compaixão que sentimos pelos ex-colegas, na partilha de histórias interessantes. E num outro lado de loucura, posso dizer também que tenho muito orgulho em ter tido a oportunidade de envergar uma farda imaculada de Recepcionista. Continua ali, no cantinho do meu armário... :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Tenho que reconhecer uma coisa muito positiva de começar no mercado de trabalho atrás de uma recepção de um hotel: ficamos preparados para
- maus humores de chefes (isto aprendemos com os hóspedes mal encarados)
- trabalhar horas infinitas
- conseguimos completar diversas tarefas ao mesmo tempo
- lidar com telefonemas/clientes chatos
- conseguimos trabalhar no caos
- e eu, pessoalmente, consigo avaliar a perfeição de uma tosta mista e de um sumo natural de laranja, quando vou lanchar a um qualquer sítio por aí.
Tenho a dizer que neste momento tenho uma relação de amor-ódio com a hotelaria. A parte do amor renasceu quando virei hóspede - muahahahahah (uma tendência que tem vinho a aumentar nos últimos meses devido ao meu novo trabalho). A parte do ódio continua cá dentro quando me lembro de coisas que me fizeram escrever este post.
Mas querem saber uma coisa muito, muito estranha? Sonho muitas vezes com o hotel... que estou atrasada, que estou na recepção, com os meus colegas... e neste momento de pura loucura e confissões... tenho saudades de algumas coisas... de algumas rotinas... Epá, nem acredito que disse isto. Mas é só um bocadinho. São mais as coisas das quais não tenho saudades... Encerramos agora aqui este capítulo semi-lamechas. Ninguém fala mais sobre esta minha confissão.
Gostava, agora, de fazer uma pequena dissertação sobre a minha perspectiva do mundo hoteleiro, mas do lado certo do balcão: o de fora
Em Maio hospedei-me num hotel em Lisboa e tive pena dos recepcionistas mal pus o pé na porta. Não consigo esconder isso. Depois, tive que me deslocar a outro hotel e em conversa com o recepcionista disse-lhe também que já tinha sido Recepcionista, mas que tinha fugido. Responde-me ele: "Fez muito bem! É preciso muita paciência..." Ai, como eu sei disso. E nem sonhas tu, caro ex-colega, as histórias que eu já contei aqui. Mas não te podia dizer, porque sou uma "Anónima".
Eu sou daquelas hóspedes que não dá trabalho. Compreendo bem as informações que me são transmitidas na Recepção de Hotel, uso o serviço de despertar apenas se o conseguir accionar com o telefone do quarto, não usurpo as amenities em todos os dias que lá estou, só sujo uma toalha de rosto e uma de banho (sim, caros hóspedes, lá por terem duas toalhas de cada espécie no quarto não quer dizer que as tenham que utilizar todas no mesmo dia! - Cof, cof, desculpem este aparte... há coisas que ficam "cá dentro"), deixo a casa de banho arrumadinha, o lixo dentro dos saquinhos de plástico, a cama em jeito de ser feita e não ponho roupa espalhada por todo o lado.Sou é, irremediavelmente exigente com a limpeza, talvez por saber como se processa tudo. Não posso ver cabelos de outras pessoas na casa de banho e passo os lençóis a pente fino antes de me deitar. De resto, valorizo e muito o trabalho de todos os funcionários. Mas neste caso, uma das recepcionistas era tão antipática que tive que reclamar. Oh senhora, eu sei que o seu trabalho é super chato, mas ninguém tem culpa.
Outra coisa que me despedaça o coração é ver estagiários atrás do balcão: NÃO! POR FAVOR! MUDEM ENQUANTO É TEMPO. Tanto da primeira, como da segunda vez que lá estive, vi várias carinhas novas a tentar ser o mais competentes e profissionais possível. Estavam, evidentemente, a sair-se bem. Mas repensem nas vossas opções...
Uma coisa que continuo a ser muito boa é a decorar números dos quartos... dos outros! Tanto tempo que andei a decorar e a relacionar hóspedes e números de quartos, que não pensei que eu também precisasse de um quarto, um dia, eventualmente (é que durante o tempo que trabalhei no Hotel, não tinha sequer tempo para ir de férias e alojar-me num hotel... é como se me tivesse esquecido de ser hóspede!).
Então tenho a cena mais engraçada para contar enquanto hóspede:
Primeiro dia do pequeno almoço, depois de uma quase directa em trabalho. Chego eu e os restantes colegas à Sala do Pequeno Almoço e a menina pede-nos o número dos quartos. Auxiliei os meus colegas na árdua tarefa de recordar o número dos seus quartos. Eu, que fiquei para o fim, tive que ir confirmar o número do meu quarto ao Recepcionista. E lá fui, depois, tomar o pequeno almoço.
Uma coisa é certa, é muito estranho estar do outro lado. Ser Recepcionista de hotel é uma coisa que vai ficar realmente para sempre, não importa há quanto tempo abandonámos a profissão. Vai sempre reflectir-se nas pequenas coisas: nas gorjetas que deixamos, na compaixão que sentimos pelos ex-colegas, na partilha de histórias interessantes. E num outro lado de loucura, posso dizer também que tenho muito orgulho em ter tido a oportunidade de envergar uma farda imaculada de Recepcionista. Continua ali, no cantinho do meu armário... :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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quinta-feira, 24 de abril de 2014
Coisas que mudam... outras não.
A melhor coisa que já me aconteceu desde que entrei no mundo do trabalho é saborear os fins de semana, feriados e fins de semana XL. E que sorte, logo este ano que há pontes pelo meio!
Tenho pensado nos "desgraçados" dos meus colegas do hotel, a queixarem-se com o trabalho, com a falta de pessoal, com as horas a mais, com o dinheiro a menos.
Num acto de loucura, fui fazer-lhes uma visita, a um sábado claro, e estava tudo de pantanas. O hotel cheio, com um serviço paralelo de almoço/jantar e um corrupio de louça e roupa diversa. Ah, como as coisas não mudam...
Tenho feito uma profunda introspecção sobre o que já ganhei desde a minha mudança de horários:
- tempo para me dedicar à cozinha;
- tempo para dedicar ao artesanato;
- almoçar tranquilamente no Domingo de Páscoa sem estar a olhar para o relógio, a contar os minutos que tenho para engolir as entradas, o prato e a sobremesa, porque o Padre decidiu atrasar-se na Visita Pascal.
Estas são as mudanças que tanto almejava.
Entretanto, algumas coisas caricatas têm-me acontecido também... Já não lido tanto com o público, mas lido com alguns passantes... nomeadamente jardineiros que trabalham por lá.
Tive o azar de passar pelo Sr. Jardineiro no hall de entrada e do meu colega me ter oferecido para acompanhar o dito Sr. Jardineiro à máquina do café. Acompanhei-o corredor fora e quando chegamos ao bar, pede a uma das minhas colegas que lhe tire um café... Eu improvisei e disse logo que eu o ajudava, que ele andava meio perdido. Depois o Sr. Jardineiro, armado em engatatão por sinal, também me pergunta: Então, estás aqui a estagiar? (qual é a moda agora dos desconhecidos me tratarem por tu?) eu claro que me deu vontade de rir, mas disse-lhe que já trabalhava ali há um par de anos.... hehe não vai descobrir mesmo, né?
Despachei o Sr. Jardineiro. Mas eis que surge outro personagem, que, encostado à porta do meu gabinete me diz: Ah! Pensei que não estava aqui ninguém! E eu com cara de ponto de interrogação... Continua a personagem: Ontem apaguei a luz do TEU gabinete 2 vezes! Tem que se poupar! E eu continuo com cara de um sinal de pontuação, mas desta vez de exclamação. Quer dizer, eu não vou apagar a luz sempre que tenho que me deslocar a outros gabinetes ou tratar de algum assunto... Como é que esta personagem ousa duvidar do meu carinho pelo meio ambiente? Eu! Que faço a separação do lixo, uso folhas de rascunho para não gastar folhas brancas, até não caber nenhum ponto final e só não vou a pé para o trabalho porque não é de todo possível. Agora, aquela personagem que contribui para o maldito ambiente de monóxido de carbono e nicotina dentro daquele edifício, e consequentemente para fazer de mim uma fumadora passiva.... Isso já não interessa... Não é?
Oh home, vá ver se eu estou lá fora... e se eu estiver, pode ir confirmar que apaguei a luz do gabinete.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
terça-feira, 1 de abril de 2014
Exercício, Linhas e Sapatos
O tempo tem voado e eu não tenho acompanhado a velocidade. Mas o que é que se passa com os dias que passam a correr? Tenho andado atarantada com tanta tarefa que já implorava por uma pausazita.
Nos entretantos, já me comecei a vacinar contra eventos. E já me apercebi também que trabalhar no hotel tinha uma (unicazinha) coisa positiva: caminhava tanto que conseguia manter a linha. Agora, 7h atrás de uma secretária obriga-me a pensar nos snacks do meio da manhã, a fazer três série de 12 repetições de agachamentos e andar com um termo de chá atrás para não me esquecer de beber líquidos. Sim, isto acontece-me... e não, ainda não fui apanhada em posições estranhas de agachamento enquanto trabalho... Lucky me!
Neste novo trabalho o que mais exercitamos é a gastronomia e os vinhos. Vamos para visitas, pumba, prova lá um vinho, temos reuniões, pumba, toma lá um almoço hiper calórico, temos que trabalhar até tarde, pumba... toma lá bolachinhas de água e sal que é que o que há na despensa e é para aprenderes a comer mais ao almoço e não te dar a fome ao fim do dia.
Contudo, para não pensarem que me tornei numa bola, tenho também a assinalar tarefas físicas desgastantes a que já fui submetida:
1- Salto alto. Caixas para carregar. 500 metros. Paralelo durante 100 metros. 3 viagens. Sol quente de primavera (que ao que parece anda desaparecido). Vantagem: comprei uns sapatos novos no Vasco da Gama. Desgastei o bife do almoço que não devia ter comido porque era sexta-feira de Quaresma...
2- Copos infinitos. Montar sala (i.e. carregar mesas e cadeiras). 3 minutos a caminhar entre o local dos materiais e a sala - inclui escadaria de pedra gigante (materiais: caixas de vinho, champanheiras, gelo, brochuras e coisas bonitas para os convidados). 2 dias seguidos. Vantagem: perdi umas gramas.
3- Reza a lenda que a partir daqui só piora.
Nota mental: andar sempre com um par de sapatos extra, de preferência rasteiros e que se assemelhem a pantufinhas.
E está na hora de mais uns agachamentos...
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Nos entretantos, já me comecei a vacinar contra eventos. E já me apercebi também que trabalhar no hotel tinha uma (unicazinha) coisa positiva: caminhava tanto que conseguia manter a linha. Agora, 7h atrás de uma secretária obriga-me a pensar nos snacks do meio da manhã, a fazer três série de 12 repetições de agachamentos e andar com um termo de chá atrás para não me esquecer de beber líquidos. Sim, isto acontece-me... e não, ainda não fui apanhada em posições estranhas de agachamento enquanto trabalho... Lucky me!
Neste novo trabalho o que mais exercitamos é a gastronomia e os vinhos. Vamos para visitas, pumba, prova lá um vinho, temos reuniões, pumba, toma lá um almoço hiper calórico, temos que trabalhar até tarde, pumba... toma lá bolachinhas de água e sal que é que o que há na despensa e é para aprenderes a comer mais ao almoço e não te dar a fome ao fim do dia.
Contudo, para não pensarem que me tornei numa bola, tenho também a assinalar tarefas físicas desgastantes a que já fui submetida:
1- Salto alto. Caixas para carregar. 500 metros. Paralelo durante 100 metros. 3 viagens. Sol quente de primavera (que ao que parece anda desaparecido). Vantagem: comprei uns sapatos novos no Vasco da Gama. Desgastei o bife do almoço que não devia ter comido porque era sexta-feira de Quaresma...
2- Copos infinitos. Montar sala (i.e. carregar mesas e cadeiras). 3 minutos a caminhar entre o local dos materiais e a sala - inclui escadaria de pedra gigante (materiais: caixas de vinho, champanheiras, gelo, brochuras e coisas bonitas para os convidados). 2 dias seguidos. Vantagem: perdi umas gramas.
3- Reza a lenda que a partir daqui só piora.
Nota mental: andar sempre com um par de sapatos extra, de preferência rasteiros e que se assemelhem a pantufinhas.
E está na hora de mais uns agachamentos...
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sexta-feira, 7 de março de 2014
Sã e Salva
Regressei à base! Foram dias atribulados que me pareceram eternos. Ainda bem que estamos quase no fim de semana! E ainda bem que está sol :) E mais outro ainda bem: ainda bem que o sol entra pela minha janela do gabinete a tarde toda.
Fazendo uma perspectiva da minha experiência no evento em que participei, posso resumir os dias em algumas palavras. Ora aqui vai:
Dia 1: almoço pobre, enjoo na viagem, 1º abordagem de um estranho para pedir cigarros (eu nem fumo...), carregar com tralha, conhecer muita gente (nota mental: começar a levar um bloco de notas para anotar nomes e cargos profissionais e máquina para tirar fotoas aos rostos das pessoas), caminhar muito, tirar fotos, sair à pressa, 2ª abordagem de um estranho portador de HIV para comprar pulseiras, viagem no autocarro, pensar no que vestir no dia seguinte, ser conduzida por um taxista maluco, casa.
Dia 2: sair de manhã, almoço bom, conhecer mais gente, chuva e mais chuva, caminhar muito, tirar fotos, saída tardia, conduzir, parar e comer uma tosta mista, conduzir, pensar no que vou vestir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.
Dia 3: sair de manhã, muita chuva, nevoeiro, almoço bom, conhecer mais gente, encontrar um ex-fornecedor do hotel (que a propósito eu juro que não fazia ideia quem era, no início...), caminhar muito, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant misto, conduzir, pensar no que vou vestir no dia seguinte, chegar ao meu carro, conduzir, casa.
Dia 4: é o último dia!!! Sair de manhã, chuva, almoço bom, ver as pessoas que fui conhecendo, encontrar um antigo estagiário do Hotel (sim, este eu lembrava) caminhar, organizar coisas, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant com doce de morango, conduzir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.
Foram dias de puro conhecimento e experiências genuínas. Beberam-se uns copitos, comeram-se umas bolachas, dissemos mal do tempo, da distância e desejámos que esta semana passasse num instante, para finalmente termos direito ao nosso fim de semana. Gostei :) Para a semana há mais!
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Fazendo uma perspectiva da minha experiência no evento em que participei, posso resumir os dias em algumas palavras. Ora aqui vai:
Dia 1: almoço pobre, enjoo na viagem, 1º abordagem de um estranho para pedir cigarros (eu nem fumo...), carregar com tralha, conhecer muita gente (nota mental: começar a levar um bloco de notas para anotar nomes e cargos profissionais e máquina para tirar fotoas aos rostos das pessoas), caminhar muito, tirar fotos, sair à pressa, 2ª abordagem de um estranho portador de HIV para comprar pulseiras, viagem no autocarro, pensar no que vestir no dia seguinte, ser conduzida por um taxista maluco, casa.
Dia 2: sair de manhã, almoço bom, conhecer mais gente, chuva e mais chuva, caminhar muito, tirar fotos, saída tardia, conduzir, parar e comer uma tosta mista, conduzir, pensar no que vou vestir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.
Dia 3: sair de manhã, muita chuva, nevoeiro, almoço bom, conhecer mais gente, encontrar um ex-fornecedor do hotel (que a propósito eu juro que não fazia ideia quem era, no início...), caminhar muito, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant misto, conduzir, pensar no que vou vestir no dia seguinte, chegar ao meu carro, conduzir, casa.
Dia 4: é o último dia!!! Sair de manhã, chuva, almoço bom, ver as pessoas que fui conhecendo, encontrar um antigo estagiário do Hotel (sim, este eu lembrava) caminhar, organizar coisas, tirar fotos, sair, conduzir, parar e comer um croissant com doce de morango, conduzir, chegar ao meu carro, conduzir, casa.
Foram dias de puro conhecimento e experiências genuínas. Beberam-se uns copitos, comeram-se umas bolachas, dissemos mal do tempo, da distância e desejámos que esta semana passasse num instante, para finalmente termos direito ao nosso fim de semana. Gostei :) Para a semana há mais!
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Keep calm...?!
Amanhã começa a minha aventura nos eventos: PÂNICO. Estou aterrorizada, angustiada, desconfiada e muito expectante... Estarei ausente do blog por uns dias, mas de certeza que quando voltar trarei histórias na algibeira. Vão ser 4 dias de pura adrenalina... Não posso esconder este apertozinho no peito... não sei se típico das novas experiências ou de saber que vou trabalhar 2 semanas seguidas sem fins de semana.... Já não estou habituada, confesso.... Nem a família... nem ele. Anda aqui tudo contente com o evento e eu feita barata tonta sem saber o que pensar. Parte engraçada: poder participar nas actividades paralelas a decorrer... vou vingar-me nos chocolates, nos frutos do mar e no espumante, para esquecer não sei bem o quê. Estou mesmo em Pânico! Mais do que pânico... angustiada.
E depois há a questão feminina das coisas... o que vestir, o que calçar, como domar uma juba encaracolada indomável? Aceito sugestões: o ambiente é chique, num edifício chique, com pessoas chiques... e há um pequeno pormenor, vou ter que caminhar muito durante os 4 dias. Help?
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
E depois há a questão feminina das coisas... o que vestir, o que calçar, como domar uma juba encaracolada indomável? Aceito sugestões: o ambiente é chique, num edifício chique, com pessoas chiques... e há um pequeno pormenor, vou ter que caminhar muito durante os 4 dias. Help?
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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Dream Mode: On
Ainda influenciada pela música de ontem, pus-me a sonhar um pouco... aquela letra tem qualquer coisa que me desperta desejo nas coisas. Faz-me querer que me peçam para me mimar e para cuidarem de mim. Faz-me querer receber um ramo de flores no local de trabalho, faz-me querer receber, inesperadamente, cupcakes lamechas, cheios de chocolate e morangos. Faz-me querer que me dêem um beijo na minha bochecha e no olhar se veja o quanto me amam. Faz-me querer que partilhem os sentimentos bonitos. Faz-me querer que me surpreendam, me deixem recadinhos, mensagens, frases bonitas. Faz-me querer voar até às nuvens. Faz-me querer ser uma personagem numa bonita história de amor. Faz-me querer não querer acordar.
Não há nada mais bonito no mundo do que sentirmos que somos uma pessoa amada. Não há nada mais triste no mundo que sentir que não somos mais nada.
E sim... a tal música continua em modo repeat.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Não há nada mais bonito no mundo do que sentirmos que somos uma pessoa amada. Não há nada mais triste no mundo que sentir que não somos mais nada.
E sim... a tal música continua em modo repeat.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Eu e... eu
Existe o eu da ex-recepcionista, o eu da técnica superior; existe o eu profissional e o eu que ninguém vê. Existe o eu que confidencia, o eu recatado, o eu envergonhado e o eu que manda nisto tudo. No fim de contas existo só eu, com muitos "eus" cá dentro. E este discurso tão cheio de rodeios serve apenas para dizer que para além da minha profissão, existo eu, genuinamente. O eu genuíno que vou querer mostrar aqui neste Blog. Porque não há nada como ser uma anónima e escrever. Escrever de tudo, para além do trabalho atrás de uma secretária, para além dos sonhos desfeitos, das conquistas conseguidas. Escrever sobre o que existe na pessoa atrás da secretária.
Bem vindos também, ao meu mundo :)
Agora vamos ao assunto de interesse do dia:
Acordei viciada nesta música... : http://www.youtube.com/watch?v=LWo1u421Orw
Talvez seja só eu, mas tenho arrepios cada vez que a ouço (e importa referir que a estou a ouvir desde as 9h em modo Repeat - TRUE STORY - sim, houve uma pausa forçada na hora de almoço... forçada, sublinho). Esta música está no meu top pessoal-e-extremamente-selectivo de músicas para a vida.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Bem vindos também, ao meu mundo :)
Agora vamos ao assunto de interesse do dia:
Acordei viciada nesta música... : http://www.youtube.com/watch?v=LWo1u421Orw
Talvez seja só eu, mas tenho arrepios cada vez que a ouço (e importa referir que a estou a ouvir desde as 9h em modo Repeat - TRUE STORY - sim, houve uma pausa forçada na hora de almoço... forçada, sublinho). Esta música está no meu top pessoal-e-extremamente-selectivo de músicas para a vida.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Lições de Vida
Tenho tido saudades de escrever aqui. Não tenho vindo, porque tenho tido uma rotina meia "amalucada". Não me estou a queixar :D Nem podia.
Ora bem, faz um mês e dez dias que estou num trabalho em que não sou recepcionista. Não me posso acostumar muito, que dentro em breve voltarei para trás de um balcão com funções de Técnica de Enoturismo. Estarei numa espécie de posto de turismo para vinhos. Nunca há um dia igual neste meu novo trabalho. Entretanto, aqui estão algumas coisas que já aprendi, observei e constatei:
- é difícil trabalhar numa área tão direccionada para os homens;
- é ainda mais difícil ser a pessoa mais nova de um local de trabalho (em idade e experiência)
- é difícil também suportar chicos-espertismos
- e claro que também é difícil resistir às tentativas de rebaixamento pelas pessoas "mais velhas"
- não é assim tão difícil sobreviver a isto
- é complicado dialogar com pessoas acima dos 50 anos que sejam "muito ocupadas" (salvo excepções)
- é bom trabalhar com pessoas jovens e dinâmicas (facto)
- é difícil trabalhar fechada num sítio onde sou a única que não fuma
- nem toda a gente acorda bem disposta de manhã
- se alguém é extremamente simpático connosco é porque está a aprontar alguma
- ao contrário do que nos ensinaram na escola, se não percebemos uma coisa, não devemos perguntar de novo. Fazemos da maneira que entendemos. De todas as formas, se a tarefa tem que ser avaliada, virá com as eventuais correcções
- é difícil trabalhar com homens que ocupam os cargos de chefias, especialmente se tiverem mau gosto
- é bom poder trabalhar no meu gabinete e ouvir música
- é bom poder sair para reuniões e lanchar numa pastelaria na viagem de regresso
- é bom poder sair e ir a pé a qualquer lado
- os "beirões" são homens terríveis.
Tenho dito :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Ora bem, faz um mês e dez dias que estou num trabalho em que não sou recepcionista. Não me posso acostumar muito, que dentro em breve voltarei para trás de um balcão com funções de Técnica de Enoturismo. Estarei numa espécie de posto de turismo para vinhos. Nunca há um dia igual neste meu novo trabalho. Entretanto, aqui estão algumas coisas que já aprendi, observei e constatei:
- é difícil trabalhar numa área tão direccionada para os homens;
- é ainda mais difícil ser a pessoa mais nova de um local de trabalho (em idade e experiência)
- é difícil também suportar chicos-espertismos
- e claro que também é difícil resistir às tentativas de rebaixamento pelas pessoas "mais velhas"
- não é assim tão difícil sobreviver a isto
- é complicado dialogar com pessoas acima dos 50 anos que sejam "muito ocupadas" (salvo excepções)
- é bom trabalhar com pessoas jovens e dinâmicas (facto)
- é difícil trabalhar fechada num sítio onde sou a única que não fuma
- nem toda a gente acorda bem disposta de manhã
- se alguém é extremamente simpático connosco é porque está a aprontar alguma
- ao contrário do que nos ensinaram na escola, se não percebemos uma coisa, não devemos perguntar de novo. Fazemos da maneira que entendemos. De todas as formas, se a tarefa tem que ser avaliada, virá com as eventuais correcções
- é difícil trabalhar com homens que ocupam os cargos de chefias, especialmente se tiverem mau gosto
- é bom poder trabalhar no meu gabinete e ouvir música
- é bom poder sair para reuniões e lanchar numa pastelaria na viagem de regresso
- é bom poder sair e ir a pé a qualquer lado
- os "beirões" são homens terríveis.
Tenho dito :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Sou da Brigada do Vinho
Cá estou eu, completamente adaptada ao meu novo estilo de vida. Cá estou eu, uma pessoa a sentir-se mais realizada a cada dia que passa. Cá estou eu a surpreender-me. Porque desde há muito tempo que é a mim que quero agradar.
Continuo a adaptar-me à minha nova actividade profissional, a aprender todos os dias um bocadinho! Têm sido dias cansativos mas de descoberta. Não há nada que saiba melhor que trabalhar no terreno, que conhecer pessoas que me estimulam intelectualmente e que me dão a sua visão mais madura das coisas. Estou num processo contínuo de crescimento. Apesar de ter mudado de ares, as histórias engraçadas começam a aparecer lentamente.
A história de hoje tem uma pequena ligação com estes senhores e alimentou em muito o meu ego hoje.
Começando do princípio... sou parte integrante de uma equipa que está no terreno a avaliar produtores de vinho e a sua possível integração numa Rota Enoturística. A equipa é fantástica e cheia de experiência e posso acrescentar que sou uma privilegiada. Ora, hoje foi mais um dia dedicado às visitas e tivemos oportunidade de almoçar num sítio considerado de "elite" pelos "senhores" enunciados em cima. Estava eu muito descansadinha a degustar a minha tosta com cogumelos e molho vinagrete de laranja, quando me entra aquela tropa de perús... quase que cuspi a crosta crocante da broa, com o susto. Os "senhores" olharam para mim interrogados, perguntando-se o que raio estaria eu ali a fazer num almoço que aparentava de trabalho e logo num sítio tão "fora das possibilidades de uma Recepcionista (ex)". Tive um gozo enorme de estar ali sentada a ter uma conversa inteligente enquanto continuava a ser observada de longe, entre um poste e uma planta decorativa. A refeição, muito bem regada com o néctar de baco, correu super bem e não sei se foi da variada combinação de sumos vínicos que me encheu de coragem e me levou perto da mesa deles, só mesmo para dizer "boa tarde" e para deixar um deles com vontadinha de me perguntar "então, está aqui?" e aí eu responderia: "obviamente que estou! Ou acha que ia ficar a minha vida toda a servir animais como o senhor?", ou se foi a vontade de lhes mostrar que, ao contrário deles, consigo chegar a algum lado. Mas não deixei que me perguntassem nada. A pergunta ficou no olhar curioso daquela gentinha enquanto eu virei costas e fui à minha vida. Porque afinal eu sempre sei ir à luta. Afinal eu já não sou a recepcionista que tinha que os aturar e mostrei claramente que superei as expectativas que alguma vez poderiam ter de mim. Parece-me familiar...
Cheers!
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Continuo a adaptar-me à minha nova actividade profissional, a aprender todos os dias um bocadinho! Têm sido dias cansativos mas de descoberta. Não há nada que saiba melhor que trabalhar no terreno, que conhecer pessoas que me estimulam intelectualmente e que me dão a sua visão mais madura das coisas. Estou num processo contínuo de crescimento. Apesar de ter mudado de ares, as histórias engraçadas começam a aparecer lentamente.
A história de hoje tem uma pequena ligação com estes senhores e alimentou em muito o meu ego hoje.
Começando do princípio... sou parte integrante de uma equipa que está no terreno a avaliar produtores de vinho e a sua possível integração numa Rota Enoturística. A equipa é fantástica e cheia de experiência e posso acrescentar que sou uma privilegiada. Ora, hoje foi mais um dia dedicado às visitas e tivemos oportunidade de almoçar num sítio considerado de "elite" pelos "senhores" enunciados em cima. Estava eu muito descansadinha a degustar a minha tosta com cogumelos e molho vinagrete de laranja, quando me entra aquela tropa de perús... quase que cuspi a crosta crocante da broa, com o susto. Os "senhores" olharam para mim interrogados, perguntando-se o que raio estaria eu ali a fazer num almoço que aparentava de trabalho e logo num sítio tão "fora das possibilidades de uma Recepcionista (ex)". Tive um gozo enorme de estar ali sentada a ter uma conversa inteligente enquanto continuava a ser observada de longe, entre um poste e uma planta decorativa. A refeição, muito bem regada com o néctar de baco, correu super bem e não sei se foi da variada combinação de sumos vínicos que me encheu de coragem e me levou perto da mesa deles, só mesmo para dizer "boa tarde" e para deixar um deles com vontadinha de me perguntar "então, está aqui?" e aí eu responderia: "obviamente que estou! Ou acha que ia ficar a minha vida toda a servir animais como o senhor?", ou se foi a vontade de lhes mostrar que, ao contrário deles, consigo chegar a algum lado. Mas não deixei que me perguntassem nada. A pergunta ficou no olhar curioso daquela gentinha enquanto eu virei costas e fui à minha vida. Porque afinal eu sempre sei ir à luta. Afinal eu já não sou a recepcionista que tinha que os aturar e mostrei claramente que superei as expectativas que alguma vez poderiam ter de mim. Parece-me familiar...
Cheers!
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sábado, 11 de janeiro de 2014
Ano Novo, Vida Nova
É um cliché. Mas nunca pareceu tão certo. Ano Novo, Vida Nova e finalmente encontrei a minha vida nova. Aquela que eu procurava, que eu literalmente sonhava em ter. Um emprego das 9h-18h, poder apanhar trânsito no regresso a casa (sim, sabe-me bem não ser a única a conduzir como acontecia quando saia perto da 01h da manhã :) ), ter uma experiência diferente todos os dias que não incluem novas maneiras de fazer tostas deliciosas ou resolver um problema inimaginável, ter hora para refeições, poder ir descansada fazer xixi sem ter a preocupação que alguém vai "tocar à campainha" da recepção... são cenários que ainda me traumatizam e povoam de vez em quando o meu pensamento. Do que tenho saudades?... hummm... hummm... .... Das conversas. Dos estagiários.
Apenas :)
Estou numa área totalmente diferente em que não tenho que aturar clientes, reclamações nem investidas pouco oportunas... Tenho um gabinete só para mim e que posso personalizar. Tenho papéis de responsabilidade que implicam mudanças de estratégias na área do Turismo. Estou na minha praia :)
Sinto-me realizada e feliz e sei que tudo o que experimentei e vivi me trouxeram a este lugar onde estou hoje. E tenho também a certeza que virão histórias engraçadas para contar. Posso adiantar apenas que agora trabalho para o Departamento de Comunicação e Marketing de uma entidade privada, responsável pela promoção de Agentes Económicos e mais não posso adiantar :)
E para este Ano Novo, só desejo que todos sejam felizes nas suas ocupações. É importante gostarmos do que fazemos.
Tenho recebido muitos e-mails que leio com muito carinho e apreço. Recebo histórias, desabafos ou apenas palavras amigas. Tenho-me revisto em muitos testemunhos e gosto de pensar que este Blog tem sido uma companhia :) Agradeço muito todos os e-mails que recebo, todo o reconhecimento e todo o companheirismo. Obrigada por seguirem o Blog.
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Apenas :)
Estou numa área totalmente diferente em que não tenho que aturar clientes, reclamações nem investidas pouco oportunas... Tenho um gabinete só para mim e que posso personalizar. Tenho papéis de responsabilidade que implicam mudanças de estratégias na área do Turismo. Estou na minha praia :)
Sinto-me realizada e feliz e sei que tudo o que experimentei e vivi me trouxeram a este lugar onde estou hoje. E tenho também a certeza que virão histórias engraçadas para contar. Posso adiantar apenas que agora trabalho para o Departamento de Comunicação e Marketing de uma entidade privada, responsável pela promoção de Agentes Económicos e mais não posso adiantar :)
E para este Ano Novo, só desejo que todos sejam felizes nas suas ocupações. É importante gostarmos do que fazemos.
Tenho recebido muitos e-mails que leio com muito carinho e apreço. Recebo histórias, desabafos ou apenas palavras amigas. Tenho-me revisto em muitos testemunhos e gosto de pensar que este Blog tem sido uma companhia :) Agradeço muito todos os e-mails que recebo, todo o reconhecimento e todo o companheirismo. Obrigada por seguirem o Blog.
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Let's get it started...
Estou já sem unhas de tanto as roer, tal é o nervoso miudinho. Do que é que tenho receio? Não sei bem... de falhar, de não saber lidar com as pessoas, de não me adaptar...
Apesar de ter experiência ao balcão, de ter experiência e ser dedicada no atendimento ao público, são os colegas que sempre me metem mais medo. Fui feita para trabalhar isolada do mundo, encaixotada numa secretária, sem ter que lidar com equipas de trabalho, especialmente em meios pequenos. É tão irónico...
Sou tão fechada ao mundo que tenho pânico de pessoas novas. Não gosto de conversas de circunstâncias, de contar a minha vida a colegas de trabalho... gosto apenas de ser eu, caladita, reservada e sem me sentir na obrigação de ter que estar a fingir coisas que não sou. Toda a gente diz que devemos ser nós próprios, não temos que agradar a toda a gente.... e será que isso se pode aplicar no mundo do trabalho? Se formos profissionais, não precisamos de ser mais nada. Não precisamos de ser uns cínicos, super queridinhos uns para os outros. Só temos que chegar, fazer o nosso trabalho e não misturar mais nada. É assim que eu gosto, a menos que se encontre alguém no local de trabalho que nos inspire confiança e torne o trabalho mais leve e suportável.
O problema é que trabalhando só com mulheres, duvido muito... mas posso estar enganada
Até breve, de um novo local de trabalho :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
Apesar de ter experiência ao balcão, de ter experiência e ser dedicada no atendimento ao público, são os colegas que sempre me metem mais medo. Fui feita para trabalhar isolada do mundo, encaixotada numa secretária, sem ter que lidar com equipas de trabalho, especialmente em meios pequenos. É tão irónico...
Sou tão fechada ao mundo que tenho pânico de pessoas novas. Não gosto de conversas de circunstâncias, de contar a minha vida a colegas de trabalho... gosto apenas de ser eu, caladita, reservada e sem me sentir na obrigação de ter que estar a fingir coisas que não sou. Toda a gente diz que devemos ser nós próprios, não temos que agradar a toda a gente.... e será que isso se pode aplicar no mundo do trabalho? Se formos profissionais, não precisamos de ser mais nada. Não precisamos de ser uns cínicos, super queridinhos uns para os outros. Só temos que chegar, fazer o nosso trabalho e não misturar mais nada. É assim que eu gosto, a menos que se encontre alguém no local de trabalho que nos inspire confiança e torne o trabalho mais leve e suportável.
O problema é que trabalhando só com mulheres, duvido muito... mas posso estar enganada
Até breve, de um novo local de trabalho :)
(Este texto está em Desacordo Ortográfico)
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